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  Beatles em clima folk

Marcos Paulo Bin
Emmerson Nogueira e a vocalista Vanessa Farias no camarim do Claro Hall. Na turnê do CD Beatles, ela não canta I Wiil Survive, para que o show tenha uma pegada roqueira mais forte
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Por Marcos Paulo Bin
21/03/2005


Emmerson Nogueira botou o pé no freio. Quem se tornou fã do cantor mineiro graças às suas versões vigorosas de clássicos do pop-rock internacional talvez estranhe um pouco o caráter intimista de Beatles (Sony), disco dedicado à obra dos Fab Four de Liverpool. É o quinto trabalho de Emmerson, que em recente show no Claro Hall, no Rio, recebeu discos de diamante (1 milhão de cópias, na classificação antiga da ABPD) pelos CDs Versão Acústica 1, 2 e 3 e Emmerson Nogueira Ao Vivo, e de ouro (50 mil cópias) por Beatles, lançado em dezembro de 2004.

Os prêmios foram entregues por representantes da Sony diante de um Claro Hall superlotado, como em todas as vezes que o músico toca por lá. O mérito desse sucesso, no entanto, é menos da gravadora do que do artista. Mesmo sem aparecer na TV ou tocar em rádio e com poucos recursos técnicos – o mais recente CD, segundo Emmerson Nogueira, foi gravado por ele e um amigo técnico de som, em um estúdio caseiro e com equipamento antigo – o cantor conquistou uma legião de admiradores que lotam não só o Claro Hall.

“O que mantém vivo é isto: farei dois shows agora em São Paulo e os ingressos já estão esgotados. Não curto mídia popular; não tenho nada contra, mas não me vejo nesses programas de TV. Gosto de ir à padaria e pedir um pingado. Essa privacidade é importante para mim. É claro que gosto quando as pessoas me reconhecem na rua, mas não quero ser um dinossauro cor-de-rosa”, diz Emmerson.

O mais novo disco já chegou às lojas com 50 mil cópias vendidas. É o primeiro trabalho de Emmerson focado especificamente na releitura de um único artista, o que tem dividido opiniões entre os fãs.

“Algumas pessoas gostaram, outras não. É normal. Não sou John, Paul, Ringo ou George para ser unânime”, avalia o cantor, que também tem suas restrições ao CD. “Eu sou muito crítico. Não gostei da releitura de Help, mas não tive tempo de mudar. Nos outros discos tem milhares de exemplos. O primeiro, hoje, não consigo ouvir. Não é preciosismo, apenas vontade de fazer o melhor. Essa autocrítica nos faz crescer.”

Já que os outros discos deram certo seguindo a mesma fórmula, por que mudá-la agora, então?

“Era um sonho gravar um disco com músicas dos Beatles. Desde o primeiro CD eu queria fazer isso. Gravei o Versão Acústica 1 sem pretensão alguma, mas ele deu certo e aí vieram as continuações. Acho que este foi o momento ideal para gravar Beatles, mesmo porque estava difícil escolher repertório para o Versão Acústica 4”, conta Emmerson, que já resolveu o “problema” e pensa em lançar o novo álbum ainda este ano, possivelmente junto com um DVD.

Atual turnê é semelhante às anteriores

Os arranjos de Beatles são a grande novidade na carreira de Emmerson Nogueira. O músico – que já havia gravado uma versão eletrizante para Ticket to Ride nos CDs Versão Acústica 2 e Emmerson Nogueira Ao Vivo – escolheu outras 14 músicas do quarteto inglês, entre clássicos e pérolas menos conhecidas. A sonoridade mais intimista tem a ver com a forma pela qual o cantor enxerga a obra dos Fab Four.

“As pessoas vêem os Beatles como uma banda de rock, mas para mim eles são uma banda de baladas, de canções que marcaram época. O CD ficou mais para o folk do que para o rock”, conceitua Emmerson, que nos shows preferiu manter a chama roqueira. E também o repertório eclético. “Esse é um disco para a pessoa curtir em casa. O show é diferente. Não dá para mudar muito, pois as pessoas cobram Hotel California, Every Breath You Take. Na turnê, decidimos pegar cinco músicas dos Beatles – quatro do CD e Ticket do Ride – e ao longo do show fazer inserções de músicas que não gravamos, como Day Tripper, Something e Here Comes the Sun.”

Assim foi no Claro Hall, no dia 12 de março. Algumas pessoas entraram na casa de espetáculos receosas ao ver o nome dos Beatles estampado nos cartazes. Seria um show só com músicas do quarteto?

Lá dentro, o público pôde constatar que a atual turnê é bem semelhante às anteriores. Embora haja mais músicas dos Beatles e a apresentação esteja mais curta, Emmerson Nogueira continua tocando todos aqueles clássicos, com a velha competência de sempre. Os pontos altos do show são os mesmos: a dobradinha do Creedence (Have You Ever Seen the Rain/Proud Mary) e Every Breath You Take, do Police, que, já no bis, fez todo mundo levantar das cadeiras.

Para garantir o espírito roqueiro, Emmerson retirou do set list a dançante I Will Survive, que fazia a platéia arrepiar ao ouvi-la sendo interpretada pela ótima cantora Vanessa Farias. Fez falta, mas não comprometeu um show que é uma ótima atração para roqueiros de todas as idades.


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