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  Uma banda de rock atípica

Divulgação/Felipe Gaspar
Lançando seu 1° CD, o grupo Som da Rua prefere não posar de roqueiro. “Não diríamos que somos uma banda de rock típica, porque não carregamos esse lance marrento do rock”, diz o vocalista Liô

Por Marcos Paulo Bin
11/03/2205


Na capa, um homem estilizado tocando violão e um símbolo indicando que as letras são cifradas. Um disco de bossa nova? Não, bem longe disso. Na contracapa, cinco jovens, não aparentando mais de 25 anos, bem vestidos e sentados numa mesa de bar. Um deles toca violão. O cenário lembra a boêmia Lapa carioca. Ah, mais um grupo de chorões ao estilo Tira Poeira? Ih, ficou gelado.

O som é pop, é rock, é da rua. Trata-se do grupo carioca Som da Rua – formado por Liô Mariz (voz, guitarra e violão), Diogo Salles (guitarra), João Rodrigo (baixo), Fabrizio Iorio (teclado) e Renato Santoro (bateria) – que está lançando seu 1° CD, Som da Rua – Música para Violão e Guitarra (Deckdisc), após sete anos de estrada.

“Não diríamos que somos uma banda de rock típica, porque não carregamos esse lance marrento do rock”, define o vocalista Liô. “Deixamos de lado a imagem postural do rock para privilegiar as canções. Nossa preocupação é melhorar sempre nossas letras, criar melodias mais elaboradas.”

Dessa preocupação surgiram também o nome do disco e o design do encarte, que parece um songbook, com todas as letras cifradas e os acordes desenhados.

“Queríamos que o encarte fosse como uma daquelas revistas de cifras. O subtítulo do disco, Música para Violão e Guitarra, serviu para isso. Não que sejamos uma banda leve, mas o violão é um símbolo da canção. E a guitarra dá o contraponto roqueiro”, explica Liô.

Repertório autoral

Formado em 98 por Liô e João, o Som da Rua ganhou a formação definitiva em 2003, ano em que se apresentou no festival Ceará Music. Antes, porém, já havia colecionado boas conquistas no cenário independente. Em 98, no extinto FestValda – que revelou nomes como os mineiros do Tianastácia – ficou em 3° colocado. Subiu uma posição no ano seguinte, no Skol Rock, até vencer o Sprite Sounds, em 2000.

“Esses festivais nos ajudaram como banda, mas não influenciaram na nossa contratação. O Rafael (Ramos, produtor da gravadora) ouviu nossa demo, gostou e nos contratou”, simplifica o vocalista.

O CD-demo apresentado à gravadora trazia quatro das 11 faixas do atual CD mais a regravação de Meu Mundo e Nada Mais, de Guilherme Arantes. O cover acabou ficando de fora do disco, cujo repertório é totalmente autoral. As músicas são assinadas por Liô, sendo uma, Tanto Faz, em parceria com João Rodrigo.

“Quisemos fazer um CD só com as melhores músicas que tínhamos. Por isso acabou ficando um disco pequeno, com apenas 11 faixas. Somos só nós, sem convidados. Pensamos em arrombar a porta; se era para correr risco, correríamos logo de primeira. Chegamos à conclusão que a música do Guilherme Arantes fica mais interessante como uma surpresa do show. Mas não descartamos gravá-la posteriormente”, explica Liô.

Clipe na MTV

A diferença entre o que se vê na capa e o que se ouve no disco é grande. Mas a surpresa é bastante agradável. O “som da rua” é um pop-rock muito agradável, bem executado, com melodias simples e radiofônicas e letras inteligentes, que fogem ao romantismo vazio de algumas das chamadas “bandas de emocore” e à rebeldia tola de alguns representantes do hardcore.

A banda explicita as influências de Beatles, Wizard, Police, Radiohead e Coldplay. Mas uma referência mais próxima pode ser encontrada no som do quinteto: o grupo carioca Los Hermanos. Liô não esconde a admiração por Marcelo Camelo e cia.

“Os Hermanos talvez sejam a única banda que tenha transportado o universo da canção brasileira para o rock. Eles são o expoente do rock-canção. Por rezarmos a mesma cartilha, posso dizer que há interseção entre nós”, avalia o cantor, que não está muito satisfeito com o cenário dominante no rock brasileiro. “Acho que bandas como Som da Rua, Gram e Ludov estão obtendo êxito por causa da saturação de um gênero rançoso e cansado do rock. É preciso ter espaço para todos – para quem gosta de falar palavrões e para quem quer fazer o público fechar os olhos e cantar. Estamos lutando por esse segundo espaço.”

A primeira faixa de trabalho do disco é Só uma Canção, que resgata uma antiga tradição da MPB – completamente perdida hoje – de falar de amor sem precisar ser muito explícito (“Ah, isso é só uma canção / Que não fala de amor / Mas que fala pra ti / Seja como for / Pois tudo o que restou fomos nós / Nos deixaram a sós neste mundo”). Tudo em Seu Lugar, Ninguém Aqui, Quando Tudo Acaba, Pra Esquecer, Pra Nunca Mais e O que Se Chama são outros destaques de um disco muito bom e que tudo para emplacar. É o que a banda espera.

“Sempre tivemos uma boa receptividade, mas é claro que a gravadora ajuda. A Deck trabalha bem seus artistas, mas também fazemos nossa parte, mantendo o gás da época de banda independente. Agora esperamos que nossa música toque no rádio, na TV, para viajarmos pelo Brasil mostrando nosso som”, diz Liô, dando a entrevista por telefone enquanto ficava de olho na MTV, onde a qualquer momento estrearia o clipe de Só uma Canção (que vem como faixa multimídia no CD).

Por iniciativa do repórter, a conversa termina para que o vocalista acompanhe, ao lado dos parceiros, esse momento importante na história da banda. É apenas o início da jornada.


Veja mais:


   Disco:  Som da Rua – Música para Violão e Guitarra
     Ficha técnica, faixas e compositores

 
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