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  Para dançar a noite inteira

Divulgação/W. Possato
Lançando seu 1° CD, a banda Funk U espera construir uma carreira duradoura. “Não queremos ser o estouro da boiada e depois sumir”, diz o vocalista Marcelo Mattos

Por Marcos Paulo Bin
18/02/2005


Pode afastar as cadeiras e preparar o salão porque o baile vai começar. Sob a “bênção” de mestres da black music como Cassiano e Sandra de Sá, a banda carioca Funk U chega para sacudir o mercado fonográfico e não deixar ninguém parado com seu primeiro CD, Naipe (Artis / Badejo Records / Tratore).

O disco é recente, mas a história do quarteto formado por Marcelo Mattos (voz), Jorge Aílton (baixo e voz), Tuca Alves (guitarra e voz) e Digão (bateria) começou há 10 anos, com os dois primeiros. O time atual está junto desde 1997, batalhando pelos “bailes da vida” no Rio de Janeiro e em várias outras cidades brasileiras. Um grupo heterogêneo, mas com um ponto em comum: o amor pela black music.

“Jorge e Digão tocaram com Sandra de Sá, Tuca com Joanna, entre outros artistas. Eu tinha uma banda de rock. Saí porque chegaram à conclusão que eu tinha suingue demais para tocar rock”, brinca o vocalista Marcelo. “Temos uma trajetória diferente, mas gostamos de boa música, de fazer as pessoas dançar. Nosso som é a mistura daquilo que ouvimos. Ele vai de Djavan a Tim Maia, de Earth, Wind and Fire a Michael Jackson.”

Entre tantas referências, todas explícitas em Naipe – embora nada soe como cover – uma fica mais evidente: Ed Motta. O sobrinho de Tim Maia é uma influência clara para o quarteto, presente tanto no estilo vocal de Marcelo quanto nas músicas. Um exemplo é A Festa, a melhor faixa do CD, dona de um suingue contagiante. A canção remete ao repertório de Manual para Festas, Bailes e Afins, de Ed Motta, e à faixa que inicia o disco, Daqui pro Méier.

“Ouvimos mais o tio, mas o Ed Motta ‘é o cara’. Nos últimos anos, muitos nomes ligados à black music despontaram, como Simoninha, Luciana Mello, Jair Oliveira. O Claudio Zoli, que não é novidade, também foi redescoberto. Mas Ed Motta foi o último artista realmente com uma veia forte do funk-soul a fazer sucesso. E agora tem o Funk U!”, diz Marcelo, confiante.

Além da sonoridade, outro fator que liga A Festa a Daqui pro Méier – e também a Do Leme ao Pontal, de Tim Maia – é o retrato do Rio de Janeiro. Ouvir a canção é como fazer um passeio pela cidade e voltar no túnel do tempo direto para os bailões suburbanos famosos nos anos 70. Mas Marcelo diz que o Funk U não quer criar o rótulo de ser uma banda carioca.

“Não queremos levantar bandeira nenhuma, a não ser a da música. Mas somos daqui, e é inevitável que as músicas não falem da cidade. Felizmente isso não tem sido problema. Já fizemos muitos shows em São Paulo, por exemplo, e fomos muito bem recebidos”, afirma o cantor.

Rumo a uma carreira sólida

Cariocas e paulistas terão a chance de conhecer melhor o som do Funk U em março, quando a banda lança oficialmente o CD. Curiosamente, a estréia é na capital paulista, no dia 9, no Urbano Club. Uma semana depois, o quarteto toca em sua cidade natal, no Teatro Odisséia.

Os cariocas, no entanto, têm o privilégio de assistir ao aquecimento para o show: no dia 22 de fevereiro, o Funk U toca gratuitamente no projeto Sintonia Fina, no Shopping Fashion Mall. No dia 27, o quarteto estará na Babylonia Feira Hype. Depois, a intenção é seguir Brasil afora para concretizar o maior objetivo do Funk U: construir uma carreira sólida.

“Não queremos ser o estouro da boiada e depois sumir. Nosso desejo é ter uma carreira longa, mantendo a coerência, o nosso conceito”, explica Marcelo.

Só resta aceitar o convite da faixa que encerra o CD Naipe, Sexta-Feira, e dançar a noite inteira. A pista vai rodar sem parar.


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