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  Shows, DVDs e especulações

O cantor e guitarrista Frejat no Morro da Urca. Entre os fãs, é grande a especulação de que ele sairá da banda
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Por Marcos Paulo Bin
01/02/2005


No show que o Barão Vermelho fez no Morro da Urca, no Rio, em 29 de janeiro, o vocalista Frejat agradeceu várias vezes a presença do público, disse que a apresentação estava boa e que era um prazer voltar àquele palco tão importante para o rock brasileiro. Mas enquanto Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Santos (baixo), Guto Goffi (bateria) e Peninha (percussão) demonstravam muita animação, Frejat parecia distante, cantando as músicas de forma meio arrastada.

Um fato que, se não prova nada, pelo menos colabora para a onda de boatos, que rolam soltos nas comunidades virtuais sobre a banda, quanto à saída de Frejat do Barão Vermelho para a gravação de seu terceiro disco solo. Algo que poderia acontecer ainda este ano, segundo os fãs, após o lançamento do MTV ao Vivo que o grupo gravará no segundo semestre de 2005.

Os boatos surgiram depois do show do Barão Vermelho na Praia de Copacabana, no reveillon. Frejat não foi à passagem de som, que ocorrera à tarde, e Rodrigo Santos ocupou o posto de vocalista. Listas e listas de discussão comentaram que a performance do baixista junto ao microfone foi excelente, e que se cogitava sua permanência como cantor caso Frejat realmente saísse de novo (vale lembrar que o Barão parou, em 1999, porque o cantor seguiu rumo à carreira solo).

Ninguém da banda confirma nada. A assessoria de imprensa do Barão diz que não há nenhuma notícia da saída de Frejat. Mas uma coisa é certa: o MTV ao Vivo realmente virá (o U.M. já havia cantado a bola assim que o Barão anunciou o regresso). Ainda não está fechado, mas a gravação deve ocorrer em novembro, no Rio.

Mas os fãs do Barão não precisam esperar até lá para ter novidades sobre o grupo. Frejat e cia. entram para a era do audiovisual lançando seu primeiro DVD daqui a cerca de três meses, com 35 clipes que passeiam por toda a carreira da banda. Outra notícia é que a próxima faixa de trabalho do novo CD, sucessora de Cuidado – música que, no show do Morro da Urca, mostrou já ter caído na boca do povo – será Embriague-se, adaptação de Frejat e Mauro Santa Cecília para um poema de Baudelaire.

A maior banda de rock do Brasil

Se os fãs estiverem certos e Frejat realmente sair do Barão, mesmo que temporiaramente, para lançar seu CD solo, a música brasileira perderá bastante. Não que deva ser menosprezada a capacidade de Rodrigo Santos, que realmente canta muito bem. Mas o Barão que empolgou no Morro da Urca – e que já havia levantado os cariocas no Canecão e os baianos no Festival de Verão de Salvador, só para citar dois exemplos – parece um jovem senhor no auge da vitalidade e da experiência.

Os quatro anos de separação não fizeram qualquer mal ao quinteto, que é energia pura no palco. Rock and roll da melhor qualidade, feito por uma banda de rock de verdade. A melhor do país, aliás, levando-se em conta que outras grandes bandas, como Skank, Cidade Negra, Paralamas, Ira! e Capital Inicial, valem-se mais dos elementos da música pop.

O Morro da Urca, que uma semana antes havia recebido a música adolescente do Capital Inicial, viu uma noite de rock. Foram guitarras distorcidas – às vezes eram três no palco, as de Frejat, Fernando Magalhães e do polivalente Maurício Barros – citações a The Who (Pinball Wizard) e Beatles (Here Comes the Sun) e clássicos como Maior Abandonado, Ponto Fraco, Bete Balanço, Pense e Dance, Longe Demais de Tudo, Declare Guerra e Malandragem Dá um Tempo, com homenagem ao sambista Bezerra da Silva, morto recentemente. No bis, George Israel – que fizera o show de abertura – cantou com a banda I Feel Good, de James Brown. O final foi apoteótico, com Pro Dia Nascer Feliz.

O único senão na banda é a ausência do naipe de metais, que faz muita falta em algumas músicas, principalmente em Puro Êxtase. Mas uma coisa é certa: é melhor ver o Barão sem saxofone, trombone e trompete do que sem seu cantor.


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