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  Irreverência e partido-alto

Arquivo U.M.
Tunico Ferreira relutou um pouco para se tornar cantor, mas agora não pensa largar a carreira. “É muito bom quando você vê a platéia cantando as suas músicas, oportunidade que o instrumentista não tem normalmente”, diz o sambista

Por Marcos Paulo Bin
24/01/2005

Uma das mais gratas revelações do samba estilo partido-alto nos últimos anos, Tunico Ferreira segue divulgando seu 1° CD, que leva seu nome e foi lançado entre o fim de 2003 e o início de 2004 pela Seven Music. O cantor, compositor e percussionista, filho de Martinho da Vila, apresentou-se nos dias 21 e 22 de janeiro no Sesc Tijuca, no Rio, em shows que, segundo ele, estão bem diferentes dos primeiros.

“Estou cantando músicas de outros compositores e não só do meu pai. Estou mais solto no palco, mais à vontade. No início, sentia frio na barriga o show inteiro; agora, fico só até a metade. Diminuí também o número de pessoas no palco. Só quando tocamos em lugares grandes vou com a banda inteira”, conta Tunico.

O sambista comemora a boa repercussão do disco, que traz músicas autorais como Pára de Brincar Comigo, Mulher (em parceria com o pai) e de outros compositores, a exemplo de Olha o Colesterol (Alcino Correa) e Nota de Cem (Heraldo da Silva, Jorge da Silva e Osmar Santos).

“Estou fazendo shows em vários lugares no Rio, como no Teatro Rival, no Castelo da Lagoa e na Quadra da Vila Isabel. E também em São Paulo. O último foi em Araraquara”, diz Tunico.

A faixa Nota de Cem é o maior sucesso do disco. A música virou tema de um personagem do programa “A Praça é Nossa”, do SBT, que retrata um típico carioca malandro, contador de histórias. Para Tunico, essa divulgação só não está sendo melhor porque a música não é dele.

“Isso ajuda mais o compositor, mas também é um pouco bom para mim. O problema é que os compositores mandam a mesma música para três ou quatro artistas diferentes. Eu tenho Nota de Cem e Lua Prateada, que são do Heraldo. Às vezes, fica confuso para o público porque ninguém sabe quem canta de verdade a música”, acredita.

Segundo disco à vista

Enquanto divulga o primeiro CD, Tunico Ferreira já está de olho no próximo. Na entrevista anterior que deu ao U.M., ele fez questão de dizer: “vou morrer cantando partido-alto”. Recado claro para quem pensa que ele pode adotar o pagode romântico, cujo caminho para o sucesso é sempre mais curto.

O segundo disco está previsto para ser lançado em abril, novamente pela Seven Music. Tudo indica que Tunico segue cumprindo à risca sua promessa. A começar pelo título do CD, que já está definido: Na Cadência do Partido, o mesmo de uma das faixas, composta por Tunico. O time de compositores inclui ainda Serginho Meriti, Roque Ferreira, Agrião e Heraldo Devagar, nomes experientes do partido-alto.

“O novo CD tem outros arranjadores e, por isso, foi mais bem trabalhado. Agora tenho mais experiência do que na estréia”, diz o sambista, que só faz mistério na hora de falar dos convidados do disco.

Na entrevista anterior, o filho de Martinho da Vila revelou sua relutância inicial em trocar a vida de instrumentista pela de cantor. E agora, mais de um ano depois, o que ele pensa do assunto?

“Gostei de ser cantor porque você bebe de graça na casa dos outros... (risos) É muito bom quando você vê a platéia cantando as suas músicas, oportunidade que o instrumentista não tem normalmente. Mas não abro mão de tocar. No show, eu canto e toco ao mesmo tempo”, afirma Tunico, com a irreverência que já se tornou sua marca.



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