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  Direto do túnel do tempo

Aos 40 anos, Dinho Ouro Preto cativa os adolescentes com a energia de um garoto de 18
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Por Marcos Paulo Bin
23/01/2005

De férias no Rio, o sueco Tord Andersson foi até o Morro da Urca para assistir à segunda noite do Capital Inicial no projeto Oi Noites Cariocas, no dia 22 de janeiro. Tord ficou impressionado com a banda e com a empolgação da platéia diante do jovem quarentão Dinho Ouro Preto, que esbanjava animação e carisma.

“Não é possível que essa banda seja do início dos anos 80”, duvidou Tord, ao saber do fato.

Realmente parece que o tempo não passou para o Capital Inicial. Divulgando seu 11° disco, Gigante (BMG), a banda levou 2.000 pessoas ao delírio no Morro da Urca com seu pop-rock inocente, que parece ter surgido no final dos anos 90. Apesar do grande tempo de estrada de Dinho Ouro Preto e cia., a realidade não está muito distante disso. A maior parte do público era de adolescentes que só passaram a conhecer a banda a partir do Acústico MTV, de 2000, atraídos pelo estouro da música Natasha.

Desde então, o Capital tem voltado sua atenção para esse público. Os tempos de engajamento – que apareciam em antigos sucessos como Independência, Fátima, Música Urbana e Mickey Mouse em Moscou – deram lugar a músicas leves, de temática quase sempre romântica ou comportamental e grande apelo popular.

A atual turnê é a prova de que o Capital, em apenas cinco anos, já construiu uma nova história. Dinho, Fê Lemos (bateria), Flávio Lemos (baixo) e Yves Passarell (guitarra) se dão ao luxo de não tocar o maior sucesso da banda, Música Urbana, para privilegiar o repertório dos três últimos discos, Acústico MTV, Rosas e Vinho Tinto e Gigante. As ruas, que antes tinham cheiro de gasolina e óleo diesel, agora ouvem os adolescentes cantando a altos brados Primeiros Erros, Natasha, Quatro Vezes Você, Olhos Vermelhos, À Sua Maneira e Não Olhe pra Trás, atual sucesso do Capital nas rádios.

“Esta é uma música sobre otimismo, um assunto raro no rock brasileiro. Mas acho que essa é a maior virtude do nosso povo”, discursou Dinho, mostrando que o engajamento do Capital, hoje, não é mais político.

Homenagem à Legião Urbana

A “moçada”, como gosta de dizer Dinho Ouro Preto, cantou junto com o Capital quase todas as músicas. Somente os fãs mais novos e ardorosos, aqueles que têm em casa Acústico MTV, Rosas e Vinho Tinto e Gigante, acompanharam Instinto Selvagem, Respirar Você e Maria Antonieta, boas músicas do novo CD e que ainda não foram trabalhadas nas rádios. Já a galera da antiga recordou Belos e Malditos, gravada no quarto disco do Capital, Todos os Lados, de 1989.

No túnel do tempo que se instaurou no Morro da Urca, o Capital voltou ao início de sua trajetória. Naquele mesmo palco, nos anos 80, quando o Noites Cariocas não tinha patrocínio de operadoras de celular, a banda foi um dos muitos nomes do movimento BRock que apareceram pela primeira vez ao grande público.

“Nesse lugar foi construída parte da história do rock brasileiro. Tocamos aqui há milhões de anos, dividindo o palco com a Legião Urbana”, contou o vocalista, falando claramente à “moçada” recém-nascida naquela época.

Mais tarde, como de costume, Dinho homenageou a banda de Renato Russo – que ele sempre diz ter sido a melhor do Brasil – cantando Tempo Perdido, outra música com a qual os adolescentes se identificam. E seguiu lembrando seu maior ídolo em Fátima e Veraneio Vascaína, compostas Renato Russo e Fê Lemos quando eles ainda formavam, com Flávio Lemos, o Aborto Elétrico, embrião do Capital e da Legião.

Para quem beira os 30, só faltou Música Urbana, que é da mesma época. Mas não há do que reclamar. O show agradou das adolescentes de 18 anos aos músicos quarentões, passando pelos estrangeiros. Todos são jovens.


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   Disco:  Gigante
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