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  Rush grava DVD em megashow no Rio

Geddy Lee divide-se entre o baixo e o teclado
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Depois do show antológico de Neil Young no Rock in Rio III, em janeiro de 2001, pouca gente acreditava que o Brasil assistiria, pelo menos a curto prazo, a um espetáculo tão grandioso musicalmente e tecnicamente. Pois bem, veio 2002 e, em março, o país recebeu a tão aguardada visita de um pink floyd, Roger Waters, o que, na impossibilidade de ver a formação completa, já era uma grande coisa. Com um grande aparato técnico, cheio de lasers, projeções na tela e o maravilhoso som quadrifônico, que podia ser ouvido de qualquer canto da Praça da Apoteose, e os sons de cachorro (na música Dogs), de dinheiro (em Money) e outros que pareciam ser reais, Waters fez uma apresentação memorável, merecendo o título que lhe conferiram de “o gênio do Pink Floyd”. Foram quase três horas de espetáculo, com direito a intervalo entre as duas partes do show, em que o cantor e baixista interpretou músicas de sua carreira solo ao lado de clássicos como Wish You Were Here, Comfortably Numb, Another Brick in The Wall, Time e tantas outras.
Não era de se duvidar que, após o show de Waters, aquela sensação de “já vi tudo o que poderia ver” voltasse. Mas o público brasileiro, àquela altura, não imaginava que um sonho que já durava quase três décadas poderia se tornar realidade. Especulações até existiam, mas isso já havia acontecido tantas vezes que as esperanças eram poucas. Mas nem quando a presença do Rush no país foi confirmada os fãs poderiam imaginar o que seria o que seria um show do lendário trio canadense, formado por Geddy Lee (vocal, baixo e teclado), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria).
A apresentação do Rush no Rio, no dia 23 de novembro, no Maracanã (o grupo já havia tocado em Porto Alegre e São Paulo), se não conseguiu igualar tecnicamente a qualidade sonora em relação ao show de Roger Waters, até pelas diferenças acústicas entre o estádio e a Praça da Apoteose, foi superior em empolgação, emoção e efeitos visuais. Eram roqueiros de todas gerações, de diversos cantos do Brasil e do mundo, com suas camisas pretas idolatrando o trio canadense como deus do rock, como se estivessem hipnotizados por longas e viajantes músicas instrumentais e pelas pancadas de Neil Peart em sua bateria giratória. Tudo isso animado por dragões, jogos de luzes, pássaros, bolas de fogo e símbolos psicodélicos que misturavam realidade e ficção e contribuíam para o transe coletivo, facilmente verificado nas centenas de “air guitars” e “air drums” (guitarras e baterias fictícias) que se viam em um breve passeio pela platéia.

Trio atrasa em quase uma hora

Parecia que o Rush pressentira o clima carioca ao escolher a Cidade Maravilhosa para a gravação do DVD da banda. O que o público não esperava era o atraso de quase uma hora do trio. Quando começavam as primeiras vaias, uma mulher da promoção aproximou-se e proporcionou o primeiro momento curioso da noite: pedindo desculpas pela demora, ela anunciou que o show seria gravado. “A presença neste show já é assinatura de vocês liberando suas imagens para o DVD do Rush”, disse ela, para a irritação ainda maior do público.
Como tudo era festa, não demorou para que o público entrasse de novo no espírito do show. Quando as pessoas mais próximas ao palco, como num acesso de tosse, começaram a gritar “Rush, Rush, Rush”, as luzes se apagaram e, às 22h20, com 50 minutos de atraso, o trio entrou no palco – repleto de excentricidades, como três máquinas de lavar e bonequinhos em cima das caixas de som – tocando seu maior sucesso, Tom Sawyer (do disco Moving Pictures, de 1981), que nos anos 80 foi tema da série “Profissão Perigo”, do mocinho McGyver, aquele que misturava chiclete com fios de náilon e criava uma bomba. “Eles fazem isso para que aqueles que só conhecem a banda por causa dessa música vão embora logo e só fiquem os fãs”, arriscou um jornalista brincalhão na sala de imprensa, antes do show.
Mas ele estava enganado. As 46 mil pessoas que foram até o Maracanã não arredaram o pé do estádio nem um segundo, e puderam ouvir, na primeira parte do show, clássicos da banda como a instrumental YYZ (música também de Moving Pictures, em que brilha como nunca a performance de Neil Peart, não à toa considerado um dos maiores bateristas do mundo), a ótima The Big Money (Power Windows, de 85), Bravado (Roll The Bones, de 91, aqui com um show à parte no telão, onde era exibido o vôo de uma águia), Freewill (Permanent Waves, de 80) e Closer to The Heart (A Farewell to Kings), estas últimas que não estavam previstas no set list.
Hora do intervalo. Embora o grupo já tivesse mostrado muitos de seus sucessos, alguns fãs ainda queriam mais. “Agora eles vão tocar mais músicas antigas”, arriscou Silvio Oliveira, que foi ao show com uma caravana de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com 50 pessoas, todas vestindo camisas em que se lia “Eu sonhei, eu fui”.
Diferentemente do que previu Silvio, o Rush voltou do intervalo de 20 minutos com One Little Victory, música que abre seu mais recente CD, Vapor Trails. No palco, um espetáculo paralelo: um dragão soltava fogo pela tela e as chamas se acendiam de verdade, perto dos músicos. Depois, mais uma música recente, Driven (com uma alucinante corrida de motos no telão), de Test for Echo, de 96, penúltimo disco de inéditas do grupo. A seguir, mais duas de Vapor Trails: Ghost Rider e Secret Touch, que requereu mais uma vez a habilidade de Peart, para a alegria dos “air drummers” de plantão.
Um pouco depois, um dos momentos altos da noite: a instrumental The Rhythm Method, com um longo solo de Peart, interrompido em alguns momentos para que ele se levantasse e, após uma girada em sua bateria, se sentasse novamente para continuar mostrando seu virtuosismo. “O solo de bateria foi indescritível. Nunca mais veremos isso de novo”, babava o carioca Renato Erthal.
No restante da segunda parte, Geddy Lee seguiu comandando a galera e, no final, voltou aos clássicos, em Limelight (de Moving Pictures), uma das mais aplaudidas, e The Spirit of Radio (de Permanent Waves), a despedida. “Muito obrigado, Rio, boa noite. Esperamos voltar em breve”, disse Lee, que não demorou para voltar com os companheiros e tocar as duas saideiras, de seus dois primeiros discos: By-Tor And The Snow Dog, de Fly by Night (75), e Working Man, do álbum auto-intitulado lançando de forma independente em 74.
Uma e meia da manhã, e é hora de acordar. O sonho chegou ao fim. A chuva que castigou os fãs paulistas e que ameaçou o tempo todo cair no Maracanã finalmente veio abaixo, ajudando a despertar. De alma, corpos e mentes lavados, os fãs puderam ir para casa, certos de que, como disse Renato Erthal, nunca mais verão isso de novo. Será?


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