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  Caetano faz sucesso com música do gaúcho Nei Lisboa

Caetano Veloso e o diretor Jorge Furtado momentos antes da exibição do trailler do filme “Meu Tio Matou Um Cara”
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Por Marcos Paulo Bin
30/12/2004

Caetano Veloso tem outras preocupações no momento além de seus problemas conjugais. Neste dia 31 de dezembro, estréia nos cinemas o filme “Meu Tio Matou Um Cara”, longa-metragem dirigido por Jorge Furtado e com a trilha sonora assinada por Caetano e André Moraes, que já trabalhou em filmes como “Avassaladoras” e “Lisbela E O Prisioneiro”.

Para divulgar o CD, lançado pela gravadora Natasha – que tem, entre seus sócios, o próprio Caetano e a ex-mulher Paula Lavigne – o cantor e compositor baiano organizou uma coletiva no início do mês, no Rio, reunindo atores, cantores, o diretor Jorge Furtado e o produtor Guel Arraes, que trabalhou ao lado de Paula e outros. Se, no casamento, as coisas já não estavam bem – na ocasião, o casal manteve-se distante e ela se irritou ao ser perguntada sobre os rumores da separação – o mesmo não se pode dizer do disco. A trilha sonora é um grande aperitivo para o filme. Pelo que se pôde ver no trailler, exibido antes da coletiva, ela segue o mesmo estilo da trama: é jovem, despojada e irreverente.

A faixa que abre o CD e puxa o disco nas rádios é Pra Te Lembrar, música do compositor gaúcho Nei Lisboa interpretada por Caetano. Ele ainda canta (Nothing But) Flowers, de seu amigo David Byrne, dos Talking Heads, reforçando o lado intérprete que o tem marcado ultimamente (vale lembrar que os últimos sucessos de Caetano são regravações, como Sozinho, Mimar Você e Você Não Me Ensinou A Te Esquecer). O lado compositor aparece em duas canções inéditas: Habla de Mí, sua primeira música em espanhol, interpretada pela Orquestra Imperial; e Se Essa Rua, num dueto de Rappin’ Hood e Luciana Mello.

Caetano lembra que mandou a música para o rapper paulista, mas ele acabou mudando quase tudo.

“Fiz um esboço de idéias rappeadas, mas o deixei livre. O Rappin’ Hood tem um estilo próprio de rimar. Ele disse que acha engraçada a forma como eu rimo”, diverte-se Caetano.

Luciana Mello mostrava-se feliz por interpretar uma canção nova de Caê.

“Recebi a música no tom do Caetano. Até minha mãe, ao me ouvir, achou que era um homem cantando. Tive que dobrar as vozes. Vocês não sabem o que é cantar uma música inédita de Caetano!”, derrete-se Luciana, que participa da terceira trilha sonora este ano; as anteriores foram as dos filmes “Sexo, Amor, Traição” e “A Dona da História”.

Vocação para trilhas sonoras

O disco guarda outros momentos interessantes. Pitty, sensação do rock em 2004, compôs Suas Armas especialmente para o longa. Nando Reis comparece com a boa Por Onde Andei, uma das músicas inéditas de seu mais recente disco, MTV Ao Vivo. Igor Cavalera, do Sepultura, junta-se a André Moraes e Roberto Schiling para tocar a pesada faixa-título, um tema instrumental. E Rappin’ Hood volta em É Tudo no Meu Nome, sucesso de seu último trabalho, Sujeito Homem.

Barato Total, de Gilberto Gil, famosa com Gal Costa em 1974, aparece com uma nova roupagem. A voz da cantora foi mantida, mas a ela foram acrescentadas as guitarras de André Moraes e Robertinho do Recife, além da percussão da Nação Zumbi. O resultado ficou muito interessante.

“Queríamos terminar o filme com Barato Total, mas fugindo do original. Por isso fizemos o convite à Nação Zumbi; eles aceitaram e deu certo. Todos gostaram do resultado, inclusive a Gal, que adorou”, conta André.

“O processo de elaboração de uma trilha sonora é rico e divertido. Achamos que seria legal terminar com a Gal cantando uma música do ministro. Talvez facilite o trâmite do filme lá em Brasília”, brinca Jorge Furtado.

O momento mais inusitado do CD é a faixa Soraya Queimada, tema da personagem de Deborah Secco, interpretada por Zéu Britto. A música, um hardcore, faz o estilo mórbido-cômico, em que o cantor repete diversas vezes o refrão “Eu quero ver Soraya queimada / Soraya queimada / Porque Soraya me queimou”.

“O André chegou para mim com a música do Zéu, que já começa dizendo ‘Eu queria ter um lança-chamas’. Na hora falei que estava aprovada. Eu sempre quis ter um na adolescência!”, diverte-se Jorge Furtado, que, por causa da música, teve de refilmar várias cenas, pois o nome antigo da personagem de Deborah era Fátima.

Paula Lavigne aproveitou o assunto para lamentar o momento ruim do mercado fonográfico e destacar a vocação da Natasha para trilhas sonoras.

“Legalmente nós não falimos, mas não temos mais como lançar artistas novos. Vamos usar nosso know-how em trilhas de filmes para fazer isso”, diz a ex-mulher de Caetano, que, pelo visto, também anda se preocupando com muitas coisas.


Veja mais:


   Disco:  Meu Trio Matou Um Cara – Trilha Sonora
     Ficha técnica, faixas e compositores





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