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  Em 2004, a criatividade veio de baixo

Divulgação/Cristina Granato
Jorge Vercilo está preparando seu 6° CD de músicas inéditas e se recusa a gravar um disco ao vivo. Ele foi um dos poucos a escapar da febre em 2004

Por Marcos Paulo Bin
29/12/2004

O ano de 2005 começa daqui a poucos dias com um fato significativo: a fusão das multinacionais Sony e BMG. Agora, as ditas majors, que eram cinco, serão reduzidas a quatro: Universal, EMI, Warner e Sony-BMG, nome dado à nova companhia. Sinal claro de que a situação econômica mundial e a pirataria – material e virtual – está afetando principalmente os grandes.

Entretanto, as principais gravadoras do mundo, em vez de usar a criatividade para tentar vencer os momentos difíceis, continuam mergulhadas nos mesmos velhos e viciados esquemas. No Brasil, onde a crise econômica é ainda mais grave, o quadro piora. Em 2004, como nunca antes visto na indústria fonográfica nacional, as gravadoras apostaram em discos ao vivo, coletâneas, releituras, tributos etc. A MTV fez a festa: foram três CDs/DVDs Acústicos (Ira!, Marcelo D2 e Engenheiros do Hawaii) e quatro Ao Vivo (Ivete Sangalo, Lulu Santos, Nando Reis e Rita Lee).

Todos muito bons, por sinal – em termos de produção, a MTV se aperfeiçoa a cada trabalho. Como também são bons os discos da série Ao Vivo Convida, da Indie Records – quase sempre em parceria com o canal a cabo Multishow – especialmente os do grupo Fundo de Quintal e de Beth Carvalho. Mas é impossível deixar de lamentar essa postura revisionista das gravadoras – não só das multinacionais, mas também de algumas das maiores companhias brasileiras – que prejudica a todos, não dando espaço aos novos talentos (compositores e intérpretes) e viciando o público no passado. Em entrevista ao U.M., o cantor Jorge Vercilo – que prepara seu sexto CD de estúdio e se recusa a gravar um disco ao vivo, embora a EMI insista – afirmou que essa também é uma atitude covarde de muitos artistas, que aceitam a imposição de suas gravadoras ou se acomodam com o sucesso quase certo de discos como esses.

O mesmo vem acontecendo com as gravadoras gospel, mas num outro sentido. Como o formato é consagrado pelo público, as companhias cada vez mais têm lançado CDs ao vivo de repertório inédito. A desculpa é de que as pessoas que freqüentam igrejas gostam do clima ao vivo, que lembraria os cultos. Porém não passa de uma atitude comercial, pois o consumidor, em casa, está ouvindo uma música cantada por uma multidão, como se fosse um grande sucesso, mas todas essas pessoas foram ensaiadas para isso, já que não conheciam as músicas. É claro que isso não se aplica aos grupos de igrejas, onde os fiéis já conhecem as músicas e estão acostumados a cantá-las nos cultos.

Nesse triste quadro de consumismo desenfreado, a verdadeira preocupação cultural, com a aposta no novo, no diferente, está nas gravadoras menores ou nos pequenos selos. Em 2004, a Biscoito Fino e seus selos (Quitanda, Quelé, Biscoitinho, Jobim Biscoito Fino) reinou absoluta na MPB, na música instrumental, no samba e no choro, com discos de extrema beleza e riqueza harmônica. Destaque também para a Rob Digital e os selos parceiros – Carioca Discos, Fina Flor e outros – que também atuaram com extrema habilidade, principalmente na área do samba.

No rock, gratas surpresas vieram de gravadoras de pequeno ou médio portes, como o reggae-man Vell Rangel (Ouver) e as bandas Clarim Diário (Planet Records), Coyote (Star Blue) e Gram (Deckdisc). O grupo Picassos Falsos, ícone dos anos 80, voltou à ativa 15 anos depois com um ótimo disco lançado pela Psicotrônica. No gospel, um destaque foi a Zekap, que revelou a ótima cantora Aline Santana e lançou trabalhos inéditos e em estúdio de nomes como Melissa, Nelson Ned, Rose Nascimento e Val Martins.

Perdas

A música internacional teve grandes perdas em 2004. Mas a mais significativa, sem dúvida, foi Ray Charles, o gênio do soul. O Brasil lamentou a morte de Tom Capone, diretor artístico da Warner Music e um dos produtores mais competentes do país. Ele saía da cerimônia do Grammy Latino – onde os brasileiros tiveram atuação discreta – quando sofreu um acidente de moto.


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