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  Sony relança todos os discos de Roberto Carlos, menos o primeiro

O próprio Roberto Carlos não quis que seu 1° LP, de 61, fosse relançado no formato CD. “Vou refletir, ver se ele realmente faz parte da minha obra, e quem sabe lançá-lo depois”, disse ele

Por Marcos Paulo Bin
23/12/2004

Num momento delicado para a Sony Music, que vive o processo de fusão com a BMG, a multinacional não poupa investimentos em seu principal “produto” no Brasil: Roberto Carlos. Em vez do tradicional disco de fim de ano, o Rei está ganhando oito. Trata-se da coleção Pra Sempre (mesmo nome de seu último CD), que no primeiro volume reúne os álbuns do cantor lançados na década de 60: Roberto Carlos (63), É Proibido Fumar (64), Roberto Carlos Canta para A Juventude (65), Jovem Guarda (65), Roberto Carlos (66), Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (67), O Inimitável (68) e Roberto Carlos (69). Falta apenas o primeiro disco de todos, Louco por Você (61), uma raridade. Ao que parece, vai continuar sendo.

“Hoje este disco é considerado peça de colecionador. É um disco que sempre foi visto como fora do meu catálogo, mais pela gravadora do que por mim. Vou refletir, ver se ele realmente faz parte da minha obra, e quem sabe lançá-lo depois”, disse Roberto, em entrevista coletiva no Rio.

Os discos foram remasterizados a partir dos originais por Gruto Graça Melo, antigo produtor de Roberto Carlos, e pelo pesquisador Marcelo Fróes. Todos trazem as capas e contracapas originais, com as letras e as fichas técnicas completas, e vêm em som estéreo (na época foram lançados em mono). Apesar do preço salgado – cerca de R$ 200, o que dá R$ 25 por CD – o primeiro box já sai com 30 mil unidades vendidas.

A Sony planeja para março de 2005 o box com os discos dos anos 70. Em junho deve sair a coleção referente aos anos 80; em setembro, às décadas de 90 e 2000; e em dezembro serão reunidos os álbuns internacionais, alguns nunca lançados no Brasil.

Mudanças musicais

O Rei também está ganhando um DVD, Pra Sempre – Ao Vivo no Pacaembu. Embora a Sony o anuncie como o primeiro disco audiovisual do cantor, trata-se do segundo; o primeiro foi Acústico MTV, de 2001.

Aquele era um show fechado, só para convidados, e com as limitações típicas do projeto. Acabou se transformando num ótimo disco, mas sem as amarradas da MTV, completamente livre e com a banda completa, Roberto Carlos é outro. Mesmo ainda se ressentindo da falta de Maria Rita – que é citada a todo momento no DVD, dedicado a ela – e mostrando certo desconforto em cantar antigas e fortes canções de amor, o Rei está em plena forma.

Acompanhado de uma banda superentrosada, o Rei fez uma apresentação de gala no estádio paulista, em outubro. Ele continua preso a canções manjadas, que já regravou recentemente, como Emoções, Detalhes, Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo, Como É Grande O Meu Amor por Você, O Calhambeque e É Preciso Saber Viver. Mas algumas preciosidades de sua vasta obra, ainda bem, foram resgatadas. Algumas músicas aparecem apenas em trechos (Olha, Os Seus Botões), enquanto outras vêm na íntegra (Café da Manhã, Imoral, Ilegal Ou Engorda, Outra Vez, Cavalgada, com arranjo magnífico). Todas muito aplaudidas pelo público, visivelmente saudoso.

Na coletiva, Roberto contou que teve a ajuda do maestro Eduardo Lages para fechar um repertório que trouxesse algumas diferenças em relação à turnê anterior.

“Para todo show que faço eu levo meu momento; é o que estou sentindo. O show anterior foi baseado no Acústico. Neste eu tive vontade de cantar algumas coisas antigas que fiz. O Eduardo Lages me ajudou muito na escolha do repertório, sugerindo É Proibido Fumar, Imoral, Ilegal Ou Engorda e outras. Esse show tem mais dinâmica que o anterior. Tem até rock!”, brincou o Rei, referindo-se à seqüência com essas duas músicas, O Calhambeque e O Cadillac, na verdade um blues.

E já que o assunto é passado, o Rei aproveitou para fazer um balanço de sua musicalidade nesses mais de 40 anos de carreira. Quando lhe perguntaram o que acha das pessoas que dizem gostar do “velho Roberto”, ele usou as cifras para dizer que sua música não piorou com o tempo.

“Claro que minha música mudou muito. Ano a ano as coisas vão acontecendo, eu quero dizer outras coisas. Acho que hoje minhas canções são menos ingênuas, se comparadas com a Jovem Guarda. Eu sei que existe um certo saudosismo nas pessoas, mas meus discos têm obtido bons resultados de vendas. Isso quer dizer que o que eu tenho feito atualmente está agradando. Eu só faço o que gosto, e do que eu gosto as pessoas gostam. É um dos fatores de meu trabalho ter dado certo”, afirmou Roberto.


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