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  Chorões e beatlemaníancos

Henrique Cazes com o I Troféu U.M., dado ao CD Beatles ‘n’ Choro 2 (detalhe). Em janeiro de 2005 será lançado o volume 3, e no 2° semestre, o 4

Por Marcos Paulo Bin
22/12/2004

A equipe do UNIVERSO MUSICAL foi até a sede da gravadora Deckdisc, na Barra da Tijuca (RJ), entregar ao produtor e músico Henrique Cazes o I Troféu U.M. de “Melhor Coletânea de Samba” pelo CD Beatles ‘n’ Choro 2, e encontrou uma grata surpresa. No estúdio, Henrique e um técnico de som ouviam Let It Be, clássico dos Fab Four, em versão de choro. A música estará no disco Beatles ‘n’ Choro 4, previsto para o segundo semestre de 2005. O terceiro volume sai em janeiro.

“Quando conversei com o João Augusto (dono da Deckdisc) sobre o volume 3, ele perguntou por que não fazer o 4, logo, de uma vez. Gravamos os dois discos juntos. O mais interessante é que conseguimos manter, em todos os quatro, os mesmos músicos de base e os mesmos solistas”, conta Henrique Cazes, lembrando que não há músicas repetidas nos CDs. “Quando fiz o primeiro disco, em 2002, não sabia que haveria outros, e por isso me concentrei muito nos sucessos. Se soubesse, teria distribuído as músicas pelos outros CDs! Mas os Beatles têm tanta coisa conhecida que realmente dá para fazer muitos discos.”

Produtor dos quatro volumes, Henrique também toca violão, banjo e cavaquinho. A banda de base é formada por seu quarteto, que ainda tem Marcello Gonçalves (violão de 7 cordas), Omar Cavalheiro (baixo) e o irmão Beto Cazes (percussão). Os solistas são Carlos Malta (flauta e sax), Hamilton de Holanda (bandolim), Paulo Sérgio Santos (clarinete) e Rildo Hora (gaita). Músicos que possuem relações diversas com os Beatles.

“A diferença entre o músico mais novo e o mais velho é de 40 anos, então cada um é fã de uma maneira diferente”, diz Henrique Cazes. “O Rildo Hora conheceu os Beatles na juventude, já como músico profissional. O Hamilton de Holanda é o mais novo e o mais beatlemaníaco. Tem tudo deles, não preciso nem mandar os originais antes de gravar. O menos envolvido é o Paulo Sérgio Santos, que tem formação erudita. Mas ele curte também. Para ele é uma novidade, é como gravar uma música inédita.”

Choro eletrônico

Henrique Cazes considera a continuação do projeto uma confirmação do êxito do primeiro volume, que foi considerado o mais bem-sucedido disco de música instrumental brasileira na época do lançamento, há dois anos.

“A continuidade mostra a receptividade do público e dos próprios músicos ao projeto. As pessoas queriam tocar aquelas músicas daquela forma. Acredito que hoje tenhamos conseguido ir mais a fundo nessa mistura e estejamos mais à vontade para tocar”, diz Henrique, ressaltando que foram poucas as reações negativas dos chorões mais tradicionais. “Quando as pessoas escutaram o resultado, se desarmaram, e os preconceitos quanto à idéia se dissiparam. Os discos têm o lado lírico da música dos Beatles e um humor muito grande. Nos shows, as pessoas sorriem quando reconhecem as canções e começam a cantar junto. É um show que pode ser feito em qualquer canto, numa casa de espetáculos ou numa praça pública.”

Agora Henrique Cazes – um dos nomes mais ativos do choro carioca – tem dois objetivos para o projeto. O principal é a gravação de um DVD. Mesmo sem nada definido, ele já tem tudo em mente.

“Meu sonho não é fazer o quinto volume, mas um DVD reunindo todos os solistas. Cada um tocaria quatro músicas mais uma ‘inédita’, que não está em nenhum CD. No início do ano li uma notícia de que construiriam um Cavern Club (bar em Liverpool onde os Beatles fizeram suas primeiras apresentações, na década de 60) no Rio. Seria o lugar ideal”, planeja Henrique.

O outro plano é uma turnê divulgando o projeto. Henrique – que já fez alguns shows tocando músicas dos Beatles, como no Festival Bank Boston Rio Instrumental – tocaria violão e cavaquinho acompanhado de seu quarteto. Como convidado, o músico Humberto Araújo, para os instrumentos de sopro.

Algumas apresentações já estão agendadas. De 4 a 8 de janeiro, o grupo toca na tradicional casa Rio Scenaruim, na Lapa. Mas será um show diferente: ao lado da banda estará Orlan Divo e seu instrumento inusitado de percussão, o chaveiro.

“Orlan Divo é um velho amigo de chope. Com ele no show, eu uso um cavaquinho midi, com uma seleção de sons dos anos 50. É um pouco diferente do projeto original, que é totalmente acústico”, conta Henrique.



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