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  Descobridores de talentos

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O diretor da Rob Digital, Roberto Carvalho, acredita que é possível manter uma gravadora independente apesar das dificuldades do mercado. “A música não vai morrer nem por causa da pirataria e muito menos por causa do jabá”, afirma

Por Marcos Paulo Bin
18/12/2004


O último relatório da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), referente a 2003, apontou uma queda de 22,7% em valores e de 27,7% em unidades líquidas vendidas no segmento CD. Cientes desse quadro, desde o início de 2004, muito antes da divulgação do relatório, as grandes gravadoras que atuam no Brasil, nacionais ou multinacionais, investiram como nunca antes visto no país em discos ao vivo, releituras, coletâneas, tributos e afins. Um triste quadro que pode ser observado facilmente na seção de Lançamentos do UNIVERSO MUSICAL, em todas os gêneros, incluindo o Gospel.

A História da música popular sempre apontou os pequenos selos como o espaço onde novos talentos despontaram para o grande mercado. Basta citar o exemplo de Elvis Presley, primeiro fenômeno pop mundial, que foi descoberto pela RCA (hoje BMG) na pequena Sum Records.

Surgida há 8 anos, a partir da Rob Filmes (que presta serviços como transcrição, edição, dublagem e mixagem aos mercados de cinema, vídeo e publicidade), a gravadora e distribuidora carioca Rob Digital vem exercendo um belo trabalho na música brasileira, em especial nas áreas de MPB, samba, choro e instrumental. Através da parceria com outros selos, ela também atua nos segmentos infantil, erudito e world music.

Sempre em busca do ineditismo, a Rob Digital e seus parceiros lançaram, em 2003 e 2004, títulos que nasceram como obras-primas, como Benza Deus, de Luiz Carlos da Vila; Estação Leopoldina, de Paulo Moura; Partido ao Cubo, de Nei Lopes; Off Key, de Leila Maria; e Daqui, Dali E de Lá, do grupo Toque de Prima.
Confira abaixo uma entrevista com o diretor Roberto Carvalho, que fala do início da Rob Digital e das formas encontradas para manter uma gravadora independente diante das dificuldades impostas pelo mercado fonográfico.

Como foi o surgimento da Rob Digital?

A Rob surgiu há pouco mais de oito anos por uma série de razões. Nós, da Rob Filmes, somos prestadores de serviço de sonorização para cinema e audiovisual com grande tradição. A convergência tecnológica nos levou a trabalhar com música e com restauração de áudio. Daí para o lançamento de trilhas de filmes e CDs restaurados foi um pulo. Nosso primeiro CD, aliás, foi uma remasterização do antológico Pixinguinha 70, do extinto selo MIS, hoje fora de catálogo.

Vocês possuem cast fixo?

Não. Este não é o figurino do meio independente. Mantemos apenas alguns artistas com contratos de exclusividade temporários.

Vocês trabalham muito em parceria com outros selos. Como é esse contato?

Essas parcerias surgiram da necessidade de agrupamento de selos para constituir uma distribuição mais forte. Mas nós temos muita afinidade com os selos parceiros, que atuam com a mesma filosofia de qualidade e ao mesmo tempo buscam lançar gente nova. Nossos parceiros atuais são Rádio Mec, Carioca Discos, Zabumba (SP), Fina Flor e o selo infantil Angels. Nós também distribuímos dois selos estrangeiros, o Putumayo World Music e o Aura, de música clássica.

O mercado está saturado de discos ao vivo, e é visível na Rob Digital uma preocupação com o ineditismo. Essa é uma filosofia da empresa?

Com certeza. Os discos produzidos com o selo Rob buscam sempre algo novo e consistente. Um selo inglês, o Manteca, para o qual licenciamos várias faixas para uma coletânea de música brasileira, nos chamou no encarte de “trailblazers”, ou seja, descobridores.

Dentro do mercado fonográfico atual, o da pirataria e do jabá, dá para manter um selo independente que se preocupa com música de qualidade?

Certamente. A música não vai morrer nem por causa da pirataria e muito menos por causa do jabá. Estas duas pragas estão até interligadas, precisam ser combatidas de forma vigorosa, e nos afetam em grau diferente das “majors”. Ninguém vai piratear um disco de Nelson Sargento, mas a pirataria fecha lojas de CD menores, sobretudo no interior do país, e isto atinge nosso público. Nas rádios o problema é duplo. Por um lado, há a prática vergonhosa do jabá, que é alimentado pelas “majors”. Por outro, há também uma outra forma de pirataria que atinge a todos indistintamente e que é igualmente vergonhosa: cerca de 50% das emissoras de rádio brasileiras não recolhem os direitos autorais e conexos sobre a música que transmitem. A estatística é do ECAD. O dado novo são os modelos de negócio que surgem na área digital. Eles se desenvolvem rapidamente, são legais e não têm objeção a tamanho de gravadora. Querem saber do produto e de sua aceitação no mercado. Em suma, são formas de comercialização muito mais democráticas do que as estruturas convencionais.



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