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  Sentindo-se em casa

Norah Jones em um dos poucos momentos em que saiu do piano e cantou de pé. Muito simpática, ela brincou com o público e contou piadas
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Por Felipe Resende e Marcos Paulo Bin
16/12/2004

Não se sabe quem disse que Norah Jones faz jazz. Muito menos quem a elegeu como diva. No show que fez no dia 14 de dezembro, no Ribalta, no Rio de Janeiro – dentro do projeto “Vivo Divas do Jazz” – a cantora e pianista americana mostrou que seu som é uma mistura de blues, country, folk e pouca coisa de jazz. Uma salada que resulta numa música pop muito bem-feita, ideal para as chamadas rádios “adulto-contemporâneas”, mas que passa longe do jazz tradicional.

A definição errônea que a grande mídia deu a Norah Jones não lhe tira os méritos, obviamente. Ótima pianista (melhor até do que cantora), ela está cercada de bons músicos, que se não chegam a ser virtuoses, desempenham bem o papel que lhes cabe.

O show seguiu basicamente o repertório do mais recente CD de Norah, Feels Like Home. Ela também mostrou algumas canções do primeiro trabalho, Come Away with Me, e poucos mas significativos covers, que deixaram claro que as raízes da cantora americana não são exatamente jazzísticas. Norah e banda fizeram releituras de She, música de Gram Parsons, ex-integrante do The Byrds – que nos anos 60 e 70 misturava rock, folk e country, e era citado pelos Beatles como uma de suas influências – e de Life Is A Carnival, do grupo The Band, da mesma época que os Byrds e que tinha as mesmas influências musicais.

De seu repertório, Norah Jones mostrou basicamente canções introspectivas, melancólicas, levadas por seu piano intimista e, vez ou outra, com boas intervenções do guitarrista Adam Levy. O restante de sua banda, a Handsome Band, é formada por Robbie Mcintosh (guitarra), Lee Alexander (baixo), Andrew Borger (bateria) e Daru Oda (vocais e flauta).

O melhor momento do show foi em Creepin’ In, country rascante de seu mais recente álbum, no qual a banda finalmente se soltou e “desceu o braço” nos instrumentos. Destaque para Adam, com sua slide guitar. Era quase o final da apresentação, mas parecia o começo.

Sunrise, que foi a primeira faixa de trabalho de Feels Like Home e é uma das melhores (senão a melhor) músicas dela, tinha tudo para animar, mas a banda deu uma levada mais pop à canção, que a descaracterizou. Com isso, os outros bons momentos acabaram sendo nos sucessos Don’t Know Why e Come Away with Me, de Come Away with Me, e What Am I to You, de Feels Like Home.

Em fevereiro é a vez de Diana Krall

O Ribalta não chegava a estar lotado. Também, pudera; além de ser um lugar enorme, os ingressos iam de R$ 140 a R$ 440. Mas, mesmo assim, o público era bom. Por ser uma casa de festas, e não exatamente de shows (vale lembrar que a maior casa de espetáculos do Rio, o Claro Hall, é patrocinada pela concorrente da Vivo), o clima entre público e artista não era dos mais calorosos. Norah Jones percebeu, e comentou que a casa era grande demais e ela não conseguia ver as pessoas que estavam mais longe.

Apesar disso tudo, a cantora fez jus ao título de seu segundo CD. Parecendo um pouco alegrinha (é difícil um gringo resistir a uma capirinha...), Norah realmente sentiu-se em casa. Brincou com a platéia o tempo todo, contou piadas sem graça em inglês, e em português repetiu diversas vezes “oi” e “como vai”. Mas sempre lembrava que era só aquilo que sabia dizer.

Dois momentos chamaram a atenção. Ao anunciar a entrada da cantora, o locutor cometeu uma gafe e trocou nome da banda, “The Handsome Band”, por “The Sunshine Band”. Norah não perdoou.

“The Sunshine Band? Não conheço essas pessoas!”, brincou a cantora, que no final do show, ao apresentar os músicos, voltou a lembrar da gafe.

Em outra parte da apresentação, num dos poucos momentos em que saiu do piano e ficou de pé, Norah esbarrou em um aparelho eletrônico que estava preso na calça. Ao ouvir o barulho, ela inicialmente não reconheceu, mas ao olhar para trás e ver o que era, disse, para risos gerais:

“É o meu rabo! Como se diz isso em português?”

As pessoas responderam, e ela passou pelo menos um minuto tentando dizer a palavra “rabo”, até conseguir chegar próximo. E ainda balançou uma correntinha que tinha presa ao bolso, arrancando ainda mais gargalhadas.

No final, Norah Jones anunciou que a apresentação no Rio era a última da atual turnê, e que ela agora tiraria férias. A próxima atração do “Vivo Divas do Jazz” é Diana Krall, que vem ao Brasil em fevereiro. Embora atualmente esteja flertando com a música pop, o berço de Diana é o jazz, diferentemente de Norah Jones. Mas, se é diva, aí já é outra história.


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