Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Barão Vermelho conhece uma nova geração de fãs em seu retorno aos palcos

Leonardo Rocha
No palco, Rodrigo Santos, Fernando Magalhães e Frejat mostraram que os três anos de separação não afetou o entrosamento entre o grupo

Reportagem: Laura Ribeiro e Moema Dias
Texto: Marcos Paulo Bin
09/12/2004

O Barão Vermelho estava fazendo falta ao rock nacional. O público carioca disse isso em alto e bom tom, ao lotar o Canecão nos dias 3, 4 e 5 de dezembro, na volta do grupo aos palcos do Rio de Janeiro após uma ausência de quase quatro anos – o último show do Barão foi no Rock in Rio 3, em janeiro de 2001. Nesta retomada, foram três noites de um rock and roll que as bandas surgidas no fim dos anos 90 não conseguiram (e não conseguem) fazer. A platéia foi ao delírio com os velhos hits – que deram a tônica dos shows – e também com o novo sucesso, Cuidado, do recém-lançado CD Barão Vermelho.

A banda mostrou faces diferentes em cada show. Na noite de estréia, repleta de convidados, artistas e pessoal de gravadora, eles foram mais contidos; o set list foi menor e o Barão demonstrou certo nervosismo. A apresentação de sábado, tecnicamente, foi a melhor; bastante à vontade no palco, Frejat (voz), Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Santos (baixo), Guto Goffi (bateria), Peninha (percussão) e o músico convidado Maurício Barros (teclados) demonstraram o vigor daquele velho Barão que deixou os fãs órfãos durante três anos. Mas, apesar da animação do grupo, as mesas em frente ao palco atrapalharam o clima do espetáculo, como acontecera no dia anterior.

No domingo a empolgação também era grande, mas o Barão já demonstrava sinais de cansaço. Frejat, que operou as cordas vocais há dois meses, teve de cantar algumas músicas em tom mais baixo, como Tente Outra Vez e Quando O Sol Bater na Janela do Seu Quarto. Em compensação, a produção foi sensata e tirou as mesas. Com a platéia toda de pé, o rock rolou solto em 29 músicas.

Música de Cazuza levanta a platéia

Na coletiva de lançamento de Barão Vermelho, em novembro, Frejat e cia. comentaram que o filme sobre Cazuza, “O Tempo Não Pára”, foi uma boa oportunidade para apresentar o Barão Vermelho à garotada de 15 anos para baixo, que era muito nova quando o grupo parou, em 2001. Mas, segundo eles, ainda não dava para medir essa popularidade, o que só aconteceria nos shows.

As três noites do Canecão provaram que o prognóstico do Barão estava certo. Era fácil observar que o sucesso do filme trouxe realmente uma nova safra de fãs ao Barão; muitos pais levaram seus filhos pequenos à casa de Botafogo, e muita gente vestia camisas com estampa do Exagerado. Quando tocaram O Tempo Não Pára (sucesso solo de Cazuza) e O Poeta Está Vivo (música do Barão em homenagem a ele), a galera foi ao delírio.

Os shows começaram com Cara A Cara, do novo disco, que não empolgou muito. Mas logo a seguir veio Cuidado, que levantou a platéia, mostrando que já virou hit. Depois, ao longo das apresentações, eles mostraram mais três músicas da atual safra: A Chave da Porta da Frente, Mais Perto do Sol e Embriague-se.

Mas o clima era mesmo de revival, para matar a saudade. O Barão lembrou antigos sucessos como Pedra, Flor E Espinho, Bete Balanço, Por Que A Gente É Assim?, Ponto Fraco, Tão Longe de Tudo, Política Voz, Malandragem Dá Um Tempo, Pense E Dance e Maior Abandonado. E “desenterraram” músicas que não tocavam há algum tempo, mesmo quando estavam em atividade: Down em Mim (nas três noites), com uma versão igual ao do primeiro disco, inclusive com a introdução de teclado de Maurício Barros; Billy Negão e Carne de Pescoço (ambas apenas no domingo), do segundo álbum. Um momento curioso foi quando Frejat cantou Declare Guerra. Na parte em que diz “Quem te governa não presta”, ele falou: “Garotinhooooo!!!” A casa quase veio abaixo.

No geral, todos estavam bastante animados e felizes por tocar juntos novamente. O entrosamento entre eles não poderia estar melhor e o repertório foi muito bem elaborado, apesar de algumas músicas terem feito falta, como Todo Amor Que Houver Nessa Vida, Bilhetinho Azul, Vem Quente Que Eu Estou Fervendo, Fúria E Folia e Flores do Mal. No final do show de domingo, e em blogs sobre a banda, muitas pessoas comentaram que aquela foi a melhor apresentação que assistiram do Barão. Realmente, eles estavam fazendo falta.


Leia mais sobre os shows no Canecão e sobre o Barão Vermelho em:

www.baraovermelho.zip.net
www.fotomoe.flogbrasil.terra.com.br





Matérias relacionadas:

  Barão Vermelho aposta na simplicidade na gravação do CD/DVD MTV Ao Vivo
  Em meio a especulações, Barão Vermelho prepara DVD e anuncia participação na série MTV ao Vivo
  Após 3 anos parado, Barão Vermelho volta com muito rock e nada de eletrônica
 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções