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  Veteranos do Pennywise e do Bad Religion levantam o Claro Hall em festa punk

Carol Marques
O vocalista da banda californiana Pennywise, Jim Lindberg, fez algumas brincadeiras no palco do Claro Hall, mas falou sério na hora de criticar a reeleição de George Bush
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Por Carol Marques
08/12/2004

A casa de show da Barra da Tijuca, Claro Hall, não chegou a lotar com a venda de seus oito mil ingressos, mas o público punk compareceu e interagiu com harmonia para os shows comemorativos dos 4 anos da Rádio Cidade FM. A festa aconteceu no dia 5 de dezembro, com as bandas Dead Fish, CPM 22, Pennywise e Bad Religion, e começou às 19h em ponto.

A banda capixaba Dead Fish abriu o evento. O vocalista Rodrigo conversou bastante com a platéia e, durante os 45 minutos de apresentação, a banda tocou, entre outras músicas, seu único hit até o momento nas rádios, Zero E Um, do álbum homônimo. Rodrigo, Alyand (baixo), Nô (bateria), Philippe (guitarra) e Hóspede (guitarra) saíram-se muito bem e comandaram a abertura do show com muito gás, quase sem cometer erros. Lembrando que o Dead Fish é considerado hoje a nova sensação do hardcore nacional, apesar de estar há 13 anos em destaque no underground.

A segunda atração da noite, também com 45 minutos de show, foi o quinteto CPM 22, de São Paulo, já conhecido no cenário hardcore nacional. Badauí comandou bem os vocais agressivos em estilo emo; mesmo desafinando em algumas prolongações, ele não perdeu o ritmo. O show foi tecnicamente bom, com destaque para as músicas Não Sei Viver sem Ter Você, Dias Atrás e o primeiro sucesso da carreira da banda, Regina, Let’s Go.

O guitarrista Wally desabafou ao final do show pedindo respeito às bandas nacionais, em resposta ao público que gritava em coro o nome da aguardada banda, e próxima a entrar no palco, Pennywise. O CPM 22 acabou sendo vaiado por alguns minutos.

Bandas fazem discurso anti-Bush

Pela primeira vez no Brasil, os californianos do Pennywise ficaram surpresos com a empolgação do público carioca, depois de ter tocado em São Paulo no dia anterior. A banda chegou com peso, abrindo com a música Fight Till You Die, e foi ovacionada de forma frenética pelo público punk que cantava em sintonia os versos acelerados do vocalista Jim Lindberg.

Algumas brincadeiras, poucos erros no palco e a atitude underground dos veteranos Jim Lindberg, Fletcher Dragge (guitarra), Randy Bradbury (baixo) e Byron McKin (bateria) deixaram clara a simplicidade da banda. O posicionamento político foi explícito. O guitarrista Fletcher fez um discurso sobre a reeleição de George W. Bush, dedicando a música Society à realidade mundial e ao sistema.

Além das músicas mais recentes do álbum From The Ashes (2003), a banda não decepcionou e tocou os hits da antiga fase mais surfista e skatista, que foram cantados como hino: Fuck Authority, Pennywise e Bro Hymn, entre outras. Com letras irreverentes, politicamente corretas e algumas incorretas sobre comportamento e questões de cunho social, a banda foi a que mais se destacou na noite.

Todos os álbuns da banda foram lembrados com seus maiores hits, incluindo os covers dos Ramones, Blitzkrieg Bop, e dos Beatles, Stand by Me, cantada por um fã, convidado ao palco pelo vocalista Jim.

Último show do ano

Greg Graffin (voz) e seus companheiros Brett Gurewitz (guitarra), Jay Bentley (baixo), Greg Hetson (guitarra), Brian Baker (guitarra) e Brooks Wackerman (bateria) mostraram por que o Bad Religion é o maior nome do punk rock mundial ainda em atividade.

Em um set list bem selecionado, a banda executou músicas do novo álbum, The Empire Strikes First (2004), mescladas com antigos hits de 1993, como A Walk, Los Angeles Is Burning, Punk Rock Song, Infected e outras.

Como de costume das bandas punks, o vocalista Greg fez seu discurso anti-Bush.

“We are sorry. We are on your side”, gritou Greg, pedindo desculpas aos brasileiros e à América Latina pela reeleição de George W. Bush.

Depois de uma breve pausa, o Bad Religion retornou ao palco e executou mais três hits, fechando com a clássica American Jesus. Ao final, a banda anunciou que aquela seria a última apresentação do ano do Bad Religion e que eles estavam muito felizes que esse show, antes das férias, fosse no Brasil.

Os integrantes, já unidos no centro do palco, pediram então que os fãs tirassem fotos da banda, de “recordação para o natal”, quando o baixista Jay Bentley decidiu subir nas costas do vocalista Greg e caiu, se machucando com o baixo após a brincadeira. Mas garantindo boas risadas de todos os fãs no Claro Hall.


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