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Tavynho Bonfá tem dois CDs em andamento, mas teme não conseguir lançá-los. Ele não acredita que as pequenas gravadoras sejam solução para o mercado. “Acho que os selos vão entrar no mesmo esquema das multinacionais”, diz o músico

Por Marcos Paulo Bin
30/11/2004

Completando 35 anos de carreira, o cantor, compositor e violonista Luiz Octavio Bonfá Burnier, ou Tavynho Bonfá, sobrinho do célebre violonista Luiz Bonfá, tem muitas histórias para contar. Formado em Publicidade e Propaganda, aos 15 anos, antes mesmo de entrar na faculdade, já participava de movimentos musicais universitários. Foi onde conheceu gente como Aldir Blanc, Gonzaguinha, Cláudio Cartier (autor do sucesso Saigon, na voz de Emílio Santigo) e Ivan Lins. Ivan acabaria sendo o parceiro de sua primeira composição gravada, Baby Blue (também com Paulinho Tapajós), em 71, e com Cláudio formaria, ainda nos anos 70, a dupla Burnier & Cartier.

A mudança de pseudônimo sempre conviveu com o artista, acompanhada das trocas de gravadora. Em 1969, ao assinar seu primeiro contrato, com a Som Livre, adotou o nome de Otavinho Bonfá. Em 75, na RCA/Victor, formou a dupla com Cartier, adotando o sobrenome Burnier. Desfeita a dupla, foi para a Polygram, em 79, com o nome de Octavio Burnier. Sete anos depois, foi para os Estados Unidos tentar a sorte, com o pseudônimo de Távio Bonfá.

“Foi para facilitar a pronúncia deles”, recorda-se Tavynho. “Cheguei a gravar dois discos lá, mas, como não aconteceu nada, voltei.”

Novamente no Brasil, assinou com a RGE, em 88, adotando o nome de Tavinho Bonfá. Foi com essa “alcunha” que conseguiu seu maior sucesso, Clarear (parceria com Mariozinho Rocha), que estourou com o Roupa Nova. Com Ivan Wrigg, parceiro constante, compôs outra música gravada pelo grupo, E O Espetáculo Continua.

Finalmente, em 98, o músico fez mais uma mudança no nome artístico, desta vez mais sutil: trocou o “i” por “y”, passando a se chamar Tavynho Bonfá. Se a mudança é definitiva, não se sabe, mas ele pelo menos se mostra feliz com o novo nome. E ainda brinca com o fato.

“Acho que eu poderia entrar no Guinness! Não conheço outros artistas que mudaram tanto de nome!”, diverte-se o Tavynho com “y”. “Procurei um numerólogo, uma pessoa especializada no assunto, que me sugeriu essa pequena mudança. E fez efeito. Minha carreira estava ruim, e depois disso melhorou bastante.”

Dois CDs em 2005

Melhorou, mas não foi o suficiente. Tavynho Bonfá está com dois CDs em andamento, que ele teme não lançar devido às dificuldades impostas pelas gravadoras e pelo próprio governo federal, que não contribui, segundo ele, com incentivos. Um dos discos é instrumental, Moscow Nights, e o outro, Rumo do Amor, mistura canções com e sem letra. Quem quiser conhecer algumas faixas desses discos – e ainda ver fotos e ler a biografia do músico – pode acessar a página que Tavynho mantém na Trama Virtual. Mas o relacionamento com a gravadora paulista pára por aí.

“Minha página está lá só pela facilidade de ancorar fotos, músicas e informações sobre mim. Sou publicitário, e sei como as coisas funcionam. Elas (as gravadoras de menor porte) estão fechadas como as multinacionais. Funcionam como agências de publicidade: exibem seus produtos, e quem está fora não entra”, diz Tavynho, que não acredita nos pequenos selos como salvação para os músicos que, como ele, não encontram mais espaço nas majors. “Acho que os selos vão entrar no mesmo esquema das multinacionais. Vão ficar em cima deles mesmos e tomando pancada das rádios, que não vão tocar seus produtos, porque não podem pagar jabá.”

Apesar das dificuldades e incertezas, Tavynho Bonfá sonha lançar Moscow Nights e Rumo do Amor em 2005, juntos ou separados. E, enquanto isso, segue fazendo shows. No último dia 25 de novembro, tocou em uma casa do Flamengo, no Rio, onde gravou algumas músicas que deverão entrar no CD Rumo do Amor.

“Poderá ser um CD metade de estúdio, metade ao vivo”, adianta Tavynho, que, na longa conversa com o U.M., pareceu decepcionado com os rumos que a música brasileira tem tomado, bem diferentes daqueles que viu no começo da carreira. Mas também deixou clara a força que tem para seguir em frente e lutar, com as armas que tem, para que o talento de Luiz Octavio Bonfá Burnier seja reconhecido e valorizado.


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