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  Zélia Duncan faz aniversário sem comemorar

A intenção de Zélia Duncan era lançar apenas o DVD, mas foi convencida por sua gravadora a lançar também o CD ao vivo, que não traz vários de seus hits
Ao completar a maioridade na carreira artística, Zélia Duncan decide lançar seu primeiro disco ao vivo, o sexto álbum de sua carreira. Um greatest hits revisionista para comemorar? Nada disso. Ao menos é o que garante a cantora, que em entrevista coletiva na sede da gravadora Universal falou sobre o novo projeto, Sortimento Vivo. “Este disco não é uma retrospectiva melancólica de 21 anos de carreira. É o registro de uma artista que adora estar no palco. Já era pra eu ter gravado pelo menos mais um CD ao vivo, mas não estava na hora. Agora acho que tenho repertório para isso”, diz Zélia.
Os shows que geraram o CD ao vivo – realizados em três concorridas noites no Sesc Vila Mariana, em São Paulo – acabaram gerando também o primeiro DVD da cantora. Ou melhor, os shows que deram origem ao DVD geraram também o CD. Explica-se. É que o projeto inicial de Zélia Duncan, avessa a coletâneas, era gravar apenas o disquinho audiovisual. Mas a gravadora a fez mudar de idéia.
“O argumento da Universal me convenceu. Eles disseram que se eu lançasse só o DVD, logo alguém gravaria CDs piratas a partir dele, e eu não teria o original para concorrer. Mas um é muito diferente do outro”, conta Zélia. As diferenças são as oito faixas a mais que o DVD traz – Me Gusta, Na Hora da Sede, Joanna Francesa, o pot-pourri Fala/Quase sem Querer, Bom pra Você, Pagu, Eu Vou Estar e Nos Lençóis Desse Reggae –, e os extras “Artigo do Mesmo Gênero”, um documentário em que Zélia faz descontraídos encontros musicais com Lenine (Tempestade), Itamar Assumpção (O Lado Bom da Solidão e Vou Tirar Você do Dicionário), Lucina (Coração na Boca), Christiaan Oyens (Intimidade e Por Hoje É Só) e Fito Paez (Furioso Pétalo de Sal); e “Estoque”, que traz os videoclipes de Alma e Me Revelar.
A estrutura dada pela gravadora foi outra razão pela qual Zélia aceitou lançar o CD. “Só aceitei gravar um disco ao vivo porque pude fazer o que eu queria. Tive toda a liberdade. Também não queria ter que refazer tudo depois no estúdio, soar artificial, fazer um ‘vivo-morto’, ou ‘morto-vivo’. Os músicos e eu refizemos poucas coisas, nada que comprometesse”, afirma a cantora. O CD e o DVD estão sendo lançados ao mesmo tempo, uma exigência de Zélia.

Zélia busca fugir do óbvio mas gravadora não a acompanha

O registro a que Zélia se referiu no início é de seu disco anterior, Sortimento, que estourou duas músicas – Alma e Me Revelar, canções que respectivamente abrem e fecham o CD ao vivo. E a maior parte do disco novo traz, como afirmou a cantora, versões ao vivo de músicas do trabalho anterior: Chicken de Frango, Eu Me Acerto, Desconforto, Por Que Que Eu Não Pensei Nisso Antes, Flores e Partir, Andar (gravada originalmente por ela e Herbert Vianna no terceiro disco solo do vocalista dos Paralamas, O Som do Sim, e incluída como faixa bônus em Sortimento). Dos tais greatest hits, aparecem apenas alguns sucessos, como Enquanto Durmo, Verbos Sujeitos e Catedral, música de seu segundo disco, auto-intitulado, de 1994, que lhe abriu as portas para o grande público. Devido ao grande sucesso que a versão que Zélia e Oyens fizeram para Cathedral Song, de Tanika Tikaran, a música acabou rotulando a cantora, fato que a incomoda.
“Não tenho tédio em tocar Catedral. Até gosto mais do novo arranjo que fizemos, mais ‘muderno’. Só não gosto quando as pessoas acham que eu só tenho Catedral. Quem acha isso é o mesmo que vê Milton e pensa que ele só fez Travessia. Mas é curioso como no Brasil as músicas lentas duram mais. Se não fosse assim, Alma poderia ter estourado como Catedral, uma música simples mas que emociona”, acredita.
As novidades do CD são a inédita Gringo Guaraná, outra parceria de Zélia Duncan com Rodrigo Maranhão (os dois são autores também de Chicken de Frango); Boomerang Blues, de Renato Russo, gravada anteriormente pelo Barão Vermelho; e Por Enquanto, também de Renato Russo mas imortalizada por Cássia Eller. Zélia Duncan canta a música em seus shows desde a apresentação do dia 31 de dezembro de 2001 no reveillon da praia de Copacabana, um dia após a morte de Cássia. “Aquele foi o show mais difícil da minha carreira, feito na raça, com muita tristeza”, recorda. “Esta não é uma homenagem oportunista à Cássia. Eu a conhecia há 20 anos.”
Para fugir da obviedade e não cometer injustiças com os amigos, Zélia Duncan evitou as participações especiais. Seu único convidado é o grupo Possemente Zulu – formado pelo rapper Rappin’ Hood, pelo DJ Marco e por Johnny MC, que já haviam gravado com ela em Sortimento e iniciado a turnê daquele disco – na música Desconforto. Mas se Zélia buscou fugir do previsível, faltou no mínimo criatividade à Universal, que escolheu para faixa de trabalho Sentidos, gravada pela cantora no mesmo álbum de Catedral. “Sentidos é uma música que faz sucesso exclusivamente no show. Não me incomodei pelo fato de a gravadora tê-la escolhido para ser a faixa de trabalho, porque ela não tocou muito no rádio”, tentou explicar Zélia, mostrando, com a expressão facial, uma incompreensão com a atitude da gravadora que denotava exatamente o oposto.

De olho no futuro

Embora passeie com competência por todas as vertentes da música brasileira (“meu norte é não ter norte”), Zélia Duncan é mais conhecida como cantora de pop-rock. Se o rótulo a incomoda? “Não. Amo a MPB e adoro o pop-rock. Mas é normal eu cantar samba, choro etc. Outro dia cantei com Paulinho da Viola, no outro com Mart’nália, no DVD canto Joana Francesa. É que nem me chamar de Duncan ou Dâncan. Atendo pelos dois.”
Zélia Duncan (ou Dâncan...) começa a turnê de Sortimento Vivo por São Paulo – onde se apresenta no Directv Music Hall nos dias 29 e 30 de novembro – e depois excursiona pelo Brasil. Apesar de ter acabado de lançar um novo disco, a cantora, assumidamente ansiosa, já pensa adiante. “Sou um pouco ansiosa, sim. As coisas estão muito difíceis, com poucos lugares para tocar. Quero ter sempre a sensação de portas abertas. Já estou até fazendo músicas para o futuro.”


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