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  A MTV não poupa ninguém

Divulgação/Marcos Hermes
O Acústico MTV dos Engenheiros do Hawaii mistura sucessos a músicas menos conhecidas da banda. “Achei legal poder dar luz a alguns momentos mais obscuros da nossa carreira”, afirma Humberto Gessinger (ao centro)

Por Marcos Paulo Bin
23/11/2004

Pouco depois de gravar a canção O Papa É Pop, no disco homônimo, de 90, Humberto Gessinger fez uma pequena alteração na letra. Nos shows dos Engenheiros do Hawaii, o cantor gaúcho trocava os versos “Tá na cara, tá na capa da revista” por “Tá na Caras...”. Mudança que se mantém até hoje. Em seu mais recente trabalho, Acústico MTV, Gessinger poderia fazer outra alteração na letra da música, que abre o disco: ultimamente, mais do que o pop, é a MTV quem não poupa ninguém.

O Acústico dos Engenheiros é o 20° da MTV no Brasil, o terceiro só este ano (os anteriores foram os do Ira! e de Marcelo D2). Nem nos Estados Unidos, onde o projeto surgiu, os Unpluggeds MTV geram tanta renda para gravadoras, artistas e a emissora. Lá, cantores e bandas costumam se apresentar em especiais acústicos, que raramente viram discos.

Humberto Gessinger sabe disso, e procurou dar esse clima informal ao seu CD e DVD desplugados.

“Eu acho o especial bacana; o disco é conseqüência”, diz o cantor, que, no entanto, se mostra feliz com o produto. “Este foi o disco que mais gostei de gravar. Foram quatro semanas de ensaios e apenas duas noites para dar o melhor de si. Isso é o mais legal do projeto, além de poder mostrar as músicas de uma forma mais simples, crua. Falei para o Paul (Ralphes, produtor) que queria um disco quase artesanal, que mostrasse as canções como elas foram compostas.”

Os Engenheiros vêm de dois discos de repertório inédito, gravados em estúdio – Surfando Karmas & DNA (2002) e Dançando no Campo Minado (2003) – que não tiveram grande repercussão. Nada como um Acústico MTV, então, para retomar o sucesso, certo? Sim, claro. Mas não é bem assim. Humberto Gessinger afirma que gosta dos dois últimos CDs e que relutou um pouco em gravar o Acústico MTV.

“Em 93, gravamos Filmes de Guerra, Canções de Amor, que era nesse formato, sem a marca da MTV. Não sentia a necessidade de fazer outro”, lembra o cantor. “No final da turnê passada, eles fizeram novamente o convite, mas eu hesitei, porque era um projeto do mainstream. Só que são tantas ondas no Brasil que é difícil você se manter sempre visível. Achei legal, neste disco, poder dar luz a alguns momentos mais obscuros da nossa carreira.”

Poucos hits

Realmente, quem espera um Acústico MTV dos Engenheiros do Hawaii repleto de sucessos irá se decepcionar. Além de O Papa É Pop, grandes hits, mesmo, só Infinita Highway, Refrão de Bolero, Terra de Gigantes (em pot-pourri com Números), Somos Quem Podemos Ser, A Revolta dos Dândis e Era Um Garoto Que como Eu Amava Os Beatles E Os Rolling Stones. Duas faixas são inéditas, Armas Químicas E Poemas e Outras Freqüências, e as outras nove estão bem distribuídas entre os 17 álbuns dos Engenheiros.

Para quem reclamar da ausência de Toda Forma de Poder, Gaúcho da Pampa Pobre, Alívio Imediato, Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém e Eu Que Não Amo Você, o vocalista avisa: a intenção não era fazer um “greatest hits”. Tanto que a primeira faixa de trabalho não é um antigo sucesso nem uma inédita, e sim Vida Real, faixa obscura do obscuro disco Humberto Gessinger Trio, de 96.

“Essa foi a nossa única preocupação: espalhar as faixas pelas várias fases dos Engenheiros”, diz Gessinger. “Em Filmes de Guerra, Canções de Amor, gravamos muitos lados-B, o que foi uma virtude e um defeito. No Acústico, não queríamos gravar só sucessos; a escolha foi pelo cérebro e pelo violão, não pelo bolso. Todas as fases do grupo estão representadas no disco. Tem até coisas que passaram batidas, como músicas do Humberto Gessinger Trio.”

E, por falar em trio, em Acústico MTV os Engenheiros refazem parte de sua formação mais famosa. O baterista Carlos Maltz participa, nos vocais, da faixa Depois de Nós, que ele gravou em seu CD Farinha do Mesmo Saco, de 2002, uma produção independente. Carlos hoje mora em Brasília e trabalha com astrologia, mas o contato com o ex-companheiro de banda continua.

“O Carlos participou dos dois discos anteriores dos Engenheiros, e eu, do disco dele. É curioso porque na banda nós nunca compusemos juntos; começamos depois que ele saiu”, lembra Gessinger, contando que o clima no Espaço Locall, em São Paulo, era de revival total. “Foi o momento mais emocionante do show. A gente vive falando que tem 20 anos de carreira, mas não sente o tempo passar. Cantar com o Carlos é muito bom.”

E o Augusto Licks, guitarrista do trio clássico, por onde andaria?

“Não conseguimos encontrá-lo a tempo para a gravação. Mas espero um dia cantar com ele”, diz Humberto Gessinger, que aposta numa possível reunião dos três. “Tenho certeza que isso um dia vai acontecer.”


Veja mais:


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   Disco:  Acústico MTV
     Ficha técnica, faixas e compositores

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