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  Samba-funk carioca, paulista, brasileiro e mundial

Divulgação/Marcos Hermes
Seu Jorge na gravação de seu 1° DVD, MTV Apresenta (no detalhe). O disco foi gravado em abril, em São Paulo, marcando a volta do cantor aos palcos brasileiros após um ano

Por Marcos Paulo Bin
17/11/2004

Seu Jorge é ponto.com. E não é só porque seu site oficial é www.seujorge.com, sem o “br”. O cara é internacional, mesmo. Desde que saiu do grupo Farofa Carioca, o cantor e compositor vem mantendo uma bem-sucedida carreira solo, não em termos comerciais, mas em prestígio, especialmente no exterior.

Em outubro e novembro, Seu Jorge fez uma turnê pela Europa para divulgar seu 2° CD solo, Cru, que foi gravado lá mesmo, pelo selo Naïf. “Sa Jorge”, como é chamado no exterior, passou por países como Alemanha, França, Bélgica e Noruega. Segundo o site do cantor, o novo disco só será lançado lá fora. Mas, de acordo com a assessoria dele, Cru chegará ao Brasil no primeiro semestre de 2005, sem data prevista.

O último show de Seu Jorge na gringolândia foi na Antuérpia, na Bélgica. Agora ele está no Brasil, mas numa breve passagem. Dia 20, o “ex-farofeiro” se apresenta no Via Funchal, em São Paulo, mostrando as canções do novo disco, de seu primeiro vôo solo, o brilhante Samba Esporte Fino, e do antigo grupo.

Depois disso, o céu é o limite. Seu Jorge embarca novamente para a Europa, onde se apresenta em Paris, no dia 28. O destino seguinte é Nova York, onde participa do lançamento do filme “The Life Aquatic”, da Disney, no qual atuou como ator e foi responsável pela trilha sonora, fazendo versões em português para músicas de David Bowie.

Cantor ganha DVD da MTV

Carioca convicto, Seu Jorge está bem cotado na Terra da Garoa, onde, inclusive, está morando, quando está no Brasil, é claro.  Em abril, ele gravou seu 1° DVD, pela ST2, em um show no Hotel Unique, na capital paulista. Há um ano o cantor não se apresentava em palcos brasileiros.

O DVD inaugurou a série MTV Apresenta, na qual a emissora dá espaço para novos talentos ou divulga artistas que ainda não estão massificados. Uma segunda edição já está nas lojas, dedicada ao grupo de hardcore capixaba Dead Fish.

Em seu disco, Seu Jorge firma-se como o atual rei do samba-funk, para desespero dos puristas, que renegam a existência desse rótulo. Mas não há definição melhor para o som dele. Dono de um balanço invejável, Seu Jorge mistura como ninguém, hoje, a batida e a malandragem do samba carioca com o suingue da guitarra e os metais em brasa do funk americano, transformando o show em um enorme baile. Isso tudo sem ser um cantor de grande técnica. Basta comparar as versões ao vivo (do show) e de estúdio (do clipe inserido no DVD) de Carolina para perceber que a voz dele ganha bastante com a ajuda da tecnologia.

Os extras do DVD trazem videoclipes de Carolina – música mais famosa de Seu Jorge, presença obrigatória em qualquer gafieira – e de Tive Razão, uma das faixas do CD Cru. Além disso, há uma entrevista com o cantor, na qual ele fala do início da carreira, o porquê do apelido (que foi dado por Marcelo Yuka, ex-Rappa), a vida de ator e outras coisas básicas. Nada muito aprofundado, como sugere o título do disco.

O repertório traz quase todas as músicas de Samba Esporte Fino, três canções do Farofa – A Carne, Doidinha e São Gonça – e algumas releituras. As versões ao vivo são incendiárias, colocando os paulistas – que, pelo vídeo, parecem ser de classe média-alta – para dançar o tempo todo.

A banda de Seu Jorge é fantástica. Comandada pelo trombonista Bocato, e com a participação de Duani, do Forróçacana, no violão e na guitarra, ela explora fortemente os metais e a percussão. Puro suingue em clima de gafieira o tempo todo, como nas faixas Chega no Swingue, Te Queria, Mania de Peitão, Carolina e Doidinha. As duas últimas músicas do show, Mangueira e Gafieira S/A, contam com a presença da diva black Paula Lima nos vocais.

Com uma vasta formação musical, Seu Jorge mostra que também domina outros gêneros. O pot-pourri Hagua/A Carne é um reggae, no qual ele lembra seu lado engajado: a primeira música fala dos abusos contra a natureza, e a segunda, de preconceito racial. E ainda tem uma seqüência de sambas (sem funk), com Samba Que Nem Rita à Dora, de Luiz Carlos da Vila, O Samba Taí e O Pequenês E O Pitt Bull.

Seu Jorge é mais uma prova de que o melhor da música brasileira, infelizmente, só encontra o reconhecimento devido lá fora. Por isso, apesar do preço caro de um DVD, a parceria com a MTV é bem-vinda, pois é uma forma de popularizar a obra sensacional deste carioca que hoje é meio paulista, meio europeu, mas acima de tudo é brasileiro.


Veja mais:


  Serviço: confira como será o show de Seu Jorge em São Paulo


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