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  Cidade Negra privilegia repertório do novo disco em turnê elétrica

Toni Garrido em meio a um jogo de luzes. O cenário e os efeitos de computação gráfica garantiram uma beleza extra ao show do Cidade Negra
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Por Marcos Paulo Bin
08/11/2004

Os tempos de banquinho e violão ficaram definitivamente para trás. Toni Garrido está mais saltitante do que nunca, e as “guitas” estão rolando soltas. Foi o que o Cidade Negra mostrou entre os dias 5 e 7 de novembro, no Canecão, na temporada carioca do lançamento de Perto de Deus (Sony). O disco não apenas aposenta o Acústico MTV do grupo da Baixada Fluminense como marca o reencontro de Toni (voz), Da Gama (guitarra), Bino Farias (baixo) e Lazão (bateria) com o “roots reggae”, ou, como eles preferem, o “classical reggae”. E também com as guitarras. São duas permanentes durante todo o show, as de Da Gama e do músico contratado Serjão, e uma terceira ocasional, de Toni Garrido, quando o cantor resolve se aventurar no instrumento.

Mas tem um porém importante nessa história. Se a conhecida energia do Cidade Negra nos palcos, aposentada no Acústico MTV, está de volta, em compensação os fãs que quiserem assistir ao grupo ao vivo terão que se contentar em voltar para casa sem ouvir muitas de suas músicas preferidas. No dia 7, de um repertório de 20 músicas, o quarteto tocou 12 do novo disco: Se Alguém Jah Amou, Sinais, Perto de Deus (a primeira faixa de trabalho), Eu Sei Que Ela, Obrigado, Dia Livre, Régia, O Homem Que Faz A Guerra, Selva de Pedra (versão para Concrete Jungle, de Bob Marley), Além das Ondas, Cara Cara e Busy Busy. Para não dizer que não tocou todo o disco, o Cidade Negra deixou de fora duas das 14 músicas: Ancestrais e Retratos.

Intercalando as canções novas, alguns sucessos em versões incendiárias: Firmamento, Pensamento, Doutor, A Estrada, Girassol, Downtown, A Sombra da Maldade (ponto alto do show, com a banda retomando os ótimos arranjos originais, bem melhores que os do Acústico), O Erê e, para terminar, Tema do Solteiro, que já encerrava o show da turnê anterior, embora não tenha sido gravada no disco desplugado.

Apesar da grande quantidade de músicas novas e da ausência de muitos sucessos, o público reagiu bem às novidades e não ficou exigindo os hits. As músicas que tiveram uma aceitação maior, além de Perto de Deus, que está tocando no rádio, foram Selva de Pedra e principalmente O Homem Que Faz A Guerra, indicando que este pode ser o grande sucesso do novo CD. Uma curiosidade: no palco, o Cidade Negra tentou reproduzir as versões de estúdio de Perto de Deus e O Homem Que Faz A Guerra, que trazem participações de Anthony B e Rappin’ Hood, respectivamente. As vozes deles apareciam gravadas.

Político, Toni Garrido dedicou os três shows no Canecão aos funcionários da casa, dos seguranças às moças que servem comidas e bebidas. E, consciente da ousadia do grupo, agradeceu efusivamente aos fãs por entenderem a proposta do Cidade Negra com a atual turnê.

“É como se nós estivéssemos começando de novo. A gente poderia ter feito um show repleto de músicas antigas, mas o trem que seguir em frente. Queremos fazer reggae por mais 80 anos”, explicou-se Garrido, após encerrar o show (antes de voltar para o bis) com a inédita Além das Ondas. Tradicionalmente a música que termina as apresentações é A Cor do Sol, que sequer foi tocada, assim como Onde Você Mora?, Já Foi, Realidade Virtual, Sábado À Noite e outros hits.

Cenário hi-tech

Um fator extramusical que chamou – e muito – a atenção foi o belíssimo cenário assinado por Gringo Cardia, que, somado aos efeitos de computação gráfica, reproduziu boa parte das ilustrações do encarte de Perto de Deus. No início, umas bolas cercavam o palco, enquanto uma enorme tela trazia a imagem do Leão de Judá, simbolizando a espiritualidade, uma das marcas mais fortes do CD. Ao longo da apresentação, o cenário era trocado várias vezes. Do alto vinham peixes e estrelas. A imagem do Leão de Judá deu lugar a um painel luminoso que proporcionava um show de luzes e formas, incluindo o nome do grupo e a bandeira do Brasil.

Musicalmente, o pop ficou um pouco de lado, dando mais espaço ao reggae e ao rock. Da Gama e Serjão mandaram bem nas guitarras, enquanto Bino e Lazão seguraram com firmeza a cozinha. Os dois, inclusive, começaram sozinhos o bis e tocaram juntos mais da metade da música Cara Cara, com Lazão ao microfone.

Como o Skank, o Cidade Negra tirou o saxofonista do naipe de metais, e agora conta apenas com um trompetista e um trombonista. Dois tecladistas e duas backing vocals, vestidas como jamaicanas, completam a banda, que está bastante entrosada. O novo show do Cidade Negra é muito bom, mas alguns sucessos essenciais como Onde Você Mora? e A Cor do Sol poderiam ser incluídos. Aí a festa seria completa.


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