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  A lenda está viva

Ex-vocalista do The Cult, Ian Astbury se saiu bem na difícil tarefa de substituir o mito Jim Morrison, morto em 71
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Por Marcos Paulo Bin
01/11/2004

Há dois anos, pouca gente acreditou quando os australianos do INXS vieram ao Brasil com um novo vocalista. No Rio, o grupo não conseguiu levar muita gente ao Claro Hall e, apesar do esforço de Jon Stevens (que substituía Michael Hutchence, morto em 97), mostrou que não era o mesmo. Tanto que Stevens saiu no fim de 2003 e o INXS ainda não encontrou substituto.

Com os americanos do The Doors, no entanto, foi diferente. No dia 30 de outubro, o mesmo Claro Hall não estava completamente lotado, mas as 4.000 pessoas que foram à casa de shows da Barra – muitas “devotas” do The Doors, vestindo camisetas com a estampa de Jim Morrison, vocalista do grupo, morto de forma misteriosa em 71 – saíram vibrando e certas de que a lenda está viva. O substituto de Morrison, Ian Astbury (ex-The Cult), mostrou-se perfeito para o papel. Carismático, ele lembrou muito os gestos rebeldes do antigo vocalista, cuspindo no chão e posando de bad boy.

Mas quem segura mesmo a banda é Ray Manzarek, criador dos Doors ao lado de Morrison. Excelente tecladista e um verdadeiro showman, Manzarek anunciava as músicas, fazia agrados na platéia e regia o grupo com um virtuosismo impressionante.

O outro remanescente da formação original é o guitarrista Robbie Krieger, que entrou na banda um pouco depois, com o baterista John Densmore, hoje substituído por Ty Dennis. Musicalmente, Krieger não fica muito atrás de Manzarek. Com longos e arrebatadores solos de guitarra, ele garantiu o rock da melhor qualidade e ainda fez uma performance solo tocando violão flamenco.

O “The Doors of The 21st Century”, como o grupo se intitula desde que voltou à ativa, em 2002, é formado ainda pelo baixista Angelo Barbera, que tocou com Rod Stewart.

Grupo volta ao palco três vezes

No palco, os Doors fizeram tudo e muito mais do que se esperava deles. Foram duas horas e meia de um grande show – o melhor do ano até o momento – em que lembraram todos os grandes sucessos, bisaram três vezes, tocaram Tico-Tico no Fubá, chamaram os fãs de “my friends” e elogiaram o futebol brasileiro, citando Flamengo e Vasco.

O quinteto entrou no palco ao som da ópera Carmina Burana e logo tocou Roadhouse Blues, para delírio da platéia. Depois foi um hit atrás do outro, quase sempre com longos solos de Manzarek ou Krieger: Love Two Times (regravada pelo Aerosmith), Alabama Song (Whisky Bar), Moonlight Drive, Break on Through (com a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel), When The Music’s Over, Touch Me e L.A. Woman, que encerrou o show.

A banda voltou para o bis com uma longa performance do clássico Riders on The Storm. Foram embora de novo meio aplaudidos, meio vaiados, pois faltava o principal, Light My Fire. E, se era isso o que o povo queria, os Doors deram de sobra. Conseguiram tocar a música por mais tempo ainda, com solos intermináveis de Manzarek e Krieger e dois percussionistas da Mocidade. Quem insistia em ficar sentado no camarote não resistiu e o Claro Hall quase veio abaixo.

Quando muita gente, já satisfeita, deixava a casa, Manzarek atendeu aos gritos de quem ainda queria mais e, com a banda, voltou pela terceira vez ao palco para desta vez, sim, encerrar com Soul Kitchen, dona dos sugestivos versos “Bem, o relógio diz que é hora de terminar / Acho que é melhor ir embora / Eu realmente queria ficar aqui a noite toda”.

O público ainda pediu The End, mas Manzarek apenas citou alguns versos proibitivos da música, dizendo que aquele era um segredo de Jim Morrison. E realmente não precisava. Os Doors já haviam feito o show de rock do ano e provado que, ao contrário do nome dessa música, a lenda não acabou.


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