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  Dez anos de É O Tchan: uma prova de resistência cultural

Divulgação
Ex-dançarina do Tchan, Carla Perez participou da gravação do 1° DVD do grupo ao lado de seu marido, Xanddy, do Harmonia do Samba

Por Marcos Paulo Bin
28/10/2004

O É O Tchan é um grupo guerreiro. Entra integrante, sai integrante, o axé está em alta, depois sai de moda, e eles estão lá, firmes e fortes. E os mesmos, pelo menos musicalmente. É uma mainha de lá, um painho de cá, um segura daqui, um aperta dali, uma nova dança sensual (ou erótica) de vez em quando e vamos levando.

Esta história de resistência cultural está completando 10 anos. Motivo para comemoração, é claro. E isso foi feito nos dias 21 e 22 de outubro, com a gravação do primeiro DVD do grupo – que também vai gerar um CD ao vivo – na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. Ambos serão lançados em dezembro, pela EMI. É a volta do Tchan a uma gravadora, depois de ter lançado um CD independente em 2003, Ligado em 220V. Toda a carreira do grupo foi construída na Universal.

Jacaré, único remanescente da formação original, ainda com o nome de Gera Samba, e seus atuais companheiros – Renatinho da Bahia, Tony Salles, Scheila Carvalho e Silmara Miranda – relembraram sucessos como Melô do Tchan (mais conhecida como Segura O Tchan) e Mexe, Mexe Mainha. Eles ainda apresentaram quatro músicas inéditas, que só pelo nome já reforçam a vocação do grupo: Dança do Talquinho, Gol de Placa, Pega no Ganzá e Cabelo, Cabelo, Joelho, Joelho.

A gravação contou com convidados, como todo disco ao vivo que se preze: Xanddy, do Harmonia do Samba, Reinaldo, do Terra Samba, e o Grupo Olodum. Mas não teve só gente de fora, não. À exceção de Sheilla Mello, que não pôde ir alegando compromissos profissionais, todos os ex-integrantes do É O Tchan estavam lá: as primeiras dançarinas, Carla Perez e Débora Brasil, e os primeiros vocalistas, Beto Jamaica e Cumpadre Washington.

Como em toda a sua história, o É O Tchan vive um momento de mudanças. Mas agora existe um fator inédito: após quatro anos de uma má-sucedida carreira solo, Beto Jamaica está de volta ao grupo. Deverá entrar no lugar de Tonny Salles, que andou se desentendendo com o empresário do É O Tchan, Cal Adan. Além disso, como sua namorada, Scheila Carvalho, já anunciou que deixará o barco ano que vem, é possível que ele vá junto.

Para substituí-la, o grupo já anunciou que fará um novo concurso. Resta saber se será no “Domingão no Faustão” ou no “Domingo Legal”, se é que eles ainda conseguem mobilizar os telespectadores desses programas a gastar dinheiro ligando para um 0300 qualquer. Enquanto isso, a primeira morena do Tchan, Débora Brasil – outra que desapareceu depois de sair do grupo, como todos os demais – se lança como cantora de uma banda baiana, Nova Onda. O grupo prepara seu primeiro CD, já com uma música, Preste Atenção, tocando no Nordeste.

Grupo chegou a tocar no Festival de Montreux

A verdade é que depois da derrocada do axé, da qual só sobreviveram, pelo menos com projeção nacional, alguns poucos grupos e Ivete Sangalo, o É O Tchan se perdeu completamente. O auge dessa falta de rumo foi o disco Funk do Tchan, de 2001, quando o funk carioca vivia seu auge comercial. Mas o CD foi um completo fracasso.

Depois disso, as coisas não melhoraram. Eles lançaram mais dois CDs pela Universal – Turma do Batente (2001), último com Cumpadre Washington, e É O Tchan Ao Vivo (2002). Em 2003, fora da multinacional, lançaram Ligado em 220V junto com uma revista, em bancas.

Mas nem sempre foi assim. Nos anos 90, o É O Tchan dominava as paradas e não saía da telinha. Até na telona eles deram as caras, participando do filme “Xuxa Postar”, em 2000. Segundo a Universal, venderam quase 10 milhões de cópias de seus nove discos na companhia, com a média respeitável de mais de 1 milhão de cópias vendidas por CD. Em 98, o Tchan chegou a participar do renomado Festival de Jazz (!!!) de Montreux, na Suíça. E ainda hoje, embora no Brasil as vacas não sejam mais tão gordas, o grupo mantém certa projeção no exterior, principalmente em Portugal, onde se apresentou num carnaval fora de época, em julho, e no fim do ano passado.

Agora, apenas dois anos depois de um CD ao vivo, o É O Tchan tenta, no formato consagrado pelo público, reencontrar seu espaço por aqui. Com isso, eles reforçam duas coisas: 2004 é definitivamente o ano do disco ao vivo; e o Tchan realmente não desiste.



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