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  Beth Carvalho leva quase 5 horas para gravar seu 1° DVD

Beth Carvalho e Monarco, da Velha Guarda da Portela. A sambista chamou vários convidados de diferentes gerações para gravar seu 1° DVD
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Por Marcos Paulo Bin
28/10/2004

Dava para ir do Rio de Janeiro a São Paulo de carro. Levando-se em conta o atraso de uma hora para começar, até de ônibus. Marcada para as 21h30, a gravação do primeiro DVD de Beth Carvalho, realizada no dia 25 de outubro, no Canecão, no Rio, começou às 22h30 e só terminou às 3h. Isso tudo em uma noite chuvosa de segunda-feira.

Por isso mesmo, no Canecão acabou prevalecendo a lei da selva: só sobreviveram os mais fortes. Ou então quem é muito fã. Não foi fácil permanecer quase cinco horas – seis, para quem chegou pontualmente – dentro da casa em pleno início de semana. Tanto que o show, inicialmente lotado, terminou quase vazio.

O espetáculo, intitulado “A Madrinha do Samba”, também vai gerar um CD ao vivo, e marca a estréia da sambista na Indie Records. A contar pelo show no Canecão, o repertório será extenso: foram 39 músicas, algumas em pot-pourri, o que dariam 29 faixas. Sem dúvida a madrinha de muitos sambistas conseguiu dar um bom panorama de sua carreira, apresentando ainda três músicas inéditas, mas talvez tenha exagerado um pouco, pois sabe-se que nem mesmo um DVD tem capacidade para tanto. A não ser que não haja extras, o que é difícil.

Um pouco nervosa, muito exigente e com o ouvido superapurado, Beth Carvalho errou várias vezes em várias músicas, deu bronca na produção e nos músicos e reclamou do som, que realmente a deixou na mão em muitas ocasiões. Alguns fãs chegaram a vaiá-la em músicas que teimavam em não terminar corretas. Nem mesmo Zeca Pagodinho, que fora aplaudido de pé ao entrar no palco, escapou de uma platéia sedenta por samba, mas exausta já no meio da apresentação. Depois de errarem três vezes o sucesso Ainda É Tempo de Ser Feliz, os dois levaram uma sonora vaia.

Ao longo do show, muita gente ia embora reclamando que Beth deveria ter ensaio mais. Procurada pelo U.M., a assessoria da cantora explicou que houve uma semana de ensaios, mais a passagem de som. Segundo a assessoria, o principal problema foi que este era um show único (geralmente as gravações de discos levam no mínimo dois dias) e feito especialmente para o projeto, diferentemente do que aconteceu com Jorge Aragão, por exemplo, que gravou seu 2° DVD, Da Noite pro Dia, em meio a uma turnê.

A madrinha e seus afilhados

A gravação do DVD de Beth Carvalho foi bem semelhante à do Fundo de Quintal, no início do ano. Tanto pelo clima de samba de terreiro quanto pela demora e pela grande quantidade de músicas. E vale lembrar: o grupo não conseguir colocar em seu espetacular DVD tudo o que gravou. Na casa de shows carioca Olimpo, em janeiro, Bira Presidente, Ubirani e cia. registraram 36 músicas em 25 faixas, mas duas tiveram que ficar de fora. No CD são apenas 16 faixas.

Alguns números também foram semelhantes. Doce Refúgio (com introdução de Samba no Quintal), hino do Cacique de Ramos, teve participação do compositor da música, Luiz Carlos da Vila, que também a gravou com o Fundo de Quintal. Já Dor de Amor (precedida de Camarão Que Dorme A Onda Leva e São João de Madureira) reuniu no palco Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz e Sombrinha, mesmo pessoal que gravou Eu Não Quero Mais com a turma de Bira e Ubirani.

Assim como as músicas, os convidados de Beth Carvalho foram muitos. As escolhas não pareciam seguir um critério de afeição pessoal – amigos como Dudu Nobre e Wanderley Monteiro, autor do sucesso Água de Chuva no Mar, estavam na platéia assistindo – mas sim cronológica. O Cacique de Ramos, como não poderia deixar de ser, foi o marco zero. Anterior ao movimento, que ganhou projeção no início dos anos 80, Beth convidou aqueles que inspiraram o Cacique, seus participantes e seguidores. Na maioria das vezes, Beth cantava músicas que ela já gravou, desta vez ao lado de seus compositores.

Do primeiro time, participaram a Velha Guarda da Portela (Passarinho, Saco de Feijão e A Chuva Cai), Dona Ivone Lara (o pot-pourri Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço/Acreditar), Nelson Sargento (Agoniza Mas Não Morre) e a Bateria da Mangueira (a inédita A Mangueira Mora em Mim e o pot-pourri Coisinha do Pai/Vou Festejar).

Do Cacique de Ramos, ou da geração surgida imediatamente após o movimento, foram vários convidados. O primeiro foi o já citado Luiz Carlos da Vila, em Doce Refúgio. Depois vieram Sombrinha (Fogo de Saudade), Almir Guineto (Corda no Pescoço), Arlindo Cruz (Malandro Sou Eu/Sonhando Eu Sou Feliz) e Zeca Pagodinho (Ainda É Tempo de Ser Feliz e o pot-pourri Camarão Que Dorme A Onda Leva/São José de Madureira/Dor de Amor, esta última música também com a presença de Almir Guineto, Arlindo Cruz e Sombrinha). A ausência foi Jorge Aragão, com quem Beth cantaria Coisa de Pele. Ele não foi devido a problemas de saúde, e a cantora acabou fazendo o número sozinha.

Da Lapa boêmia dos anos 90 e 2000, a sambista escolheu como representante Teresa Cristina, com quem cantou Argumento, de Paulinho da Viola. Tão ligada a São Paulo nos últimos anos, a Madrinha não poderia esquecer seus afilhados do outro lado da Via Dutra. Com velas espalhadas pelo Canecão – representando o Samba da Vela, espécie de Cacique de Ramos paulistano, onde o samba começa quando as velas se acendem e termina quando elas se apagam – o Quinteto em Branco e Preto homenageou Beth Carvalho com a música Madrinha e cantou com ela A Comunidade Chora.


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