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  Resistência, luta e paciência

Fotos: divulgação/Montagem: U.M.
Alexandra Scotti com o Rio ao fundo. Gaúcha, a cantora tentou a sorte em São Paulo, mas foi na Cidade Maravilhosa onde conseguiu ser contratada pela EMI

Por Marcos Paulo Bin
25/10/2004

Historicamente, os gaúchos são conhecidos por seu poder de resistência e de luta. A cantora e compositora Alexandra Scotti precisou de mais uma característica para chegar ao seu 2° CD, o primeiro por uma gravadora: paciência. Com um disco independente nas mãos, chamado Amor Brechó, Alexandra saiu do Rio Grande do Sul para tentar a sorte em São Paulo, em 1999. Melhorou, mas não foi o suficiente. O destino, então, foi o Rio, dois anos depois.

“É mais fácil fazer shows em São Paulo que no Sul. Mas eu senti que, se quisesse mesmo uma gravadora, teria que vir para o Rio. Vim com a cara e a coragem, comecei a conhecer pessoas e fiz shows lotados na Melt”, conta Alexandra, referindo-se a uma badalada boate da Zona Sul carioca.

Mas foi a participação em um projeto de Nelson Motta num shopping do Rio, em 2002, que acabou chamando a atenção da gravadora EMI. O então diretor artístico da companhia, Jorge Davidson, se interessou pelo trabalho da cantora e a convidou para regravar seu 1° CD, feito apenas com guitarra, baixo e bateria. Alexandra, com composições novas nas mangas, sugeriu fazer um novo disco.

Sugestão aceita e no fim do ano ela entrou em estúdio para gravar o disco, auto-intitulado. As gravações terminaram em abril de 2003, mas os problemas estavam só começando. A mudança em toda a diretoria da EMI deixou a cantora à espera do lançamento durante um ano e a fez parar com os shows. Só agora ela começa a divulgar mais fortemente o CD, com a escolha da primeira faixa de trabalho (que poderá ser Pin-Ups, cujo videoclipe está pronto e disponível no site oficial de Alexandra para download) e o início de uma turnê.

“Entrei no meio da confusão. Isso me fez ver os dois lados de estar em uma grande gravadora. Estou feliz com o resultado do meu disco, mas essa demora foi chata. Acontece, são coisas de multinacional”, diz Alexandra, ressaltando que agora, com o novo show rodando o país, está com o gás renovado. Mas ela também garante ter tirado as lições dos problemas que viveu. “Aprendi que a gente não pode se abater. Não espero muito; o artista tem que trabalhar, fazer o nome dele. Estou vindo mais revigorada, mais madura, e isso é o que ficou. A melhor estratégia de marketing é confiar em si mesma e fazer um bom trabalho.”

Pensamento a longo prazo

O segundo CD de Alexandra Scotti traz um pop radiofônico mas muito bem-feito e agradável. Colaboram para isso a voz da cantora, suave e delicada; a banda, que traz nomes experientes como os baixistas Dunga e Rodrigo Santos (do Barão Vermelho), os pianistas Humberto Barros e Sacha Amback e os guitarristas Luciano Granja e Fernando Vidal; e a produção esmerada de Paul Ralphes e Crystiaan Oyens, que também participam como músicos.

Alexandra acredita que a presença de dois produtores foi fundamental para garantir a sonoridade do disco, que surgiu durante as gravações.

“Os arranjos foram sendo descobertos no estúdio. Eu queria misturar grooves com pop-rock. O Paul é mais para o rock, e o Chrystiaan deu um acabamento mais refinado. O conjunto foi bom, embora tenhamos trabalhado separadamente”, conta Alexandra.

O novo disco traz três músicas do anterior: as ótimas Cilada (melhor faixa do CD) e Meio-Dia e a releitura de Paixão, hit de Kledir Ramil, que faz dupla com Kleiton. Alexandra diz que a música, que ganhou acentos eletrônicos, não foi escolhida por ser de um conterrâneo.

“Não foi por ele ser gaúcho. Eu penso na música em si. É uma linda canção de amor, mas que também tem irreverência, ironia, coisas que busco nas minhas composições”, afirma a cantora, que também regravou TV E Geladeira, de Maurício Negão, e fez uma versão para No Rastro do Sol, de Mafalda Veiga. Para o próximo disco, a intenção é reler Meu Esquema, do Mundo Livre S/A.

E, por falar em futuro, Alexandra mostra-se tranqüila quanto ao que virá. Primeiro, ela diz estar feliz com a evolução musical e pessoal que teve entre os dois discos. Depois, que só quer mostrar sua música. Mesmo com a aprovação da nova diretoria da EMI quanto ao seu trabalho, Alexandra ressalta que seu pensamento é a longo prazo.

“Nunca pensei em fechar contrato com uma gravadora grande. Estou apenas em meu segundo CD, dando continuidade à minha carreira. Já evoluí musicalmente, e quero crescer ainda mais, mas sem pressa. Sou mais uma cantora brasileira, pronta para pôr o pé na estrada”, diz Alexandra, reforçando o que diz a letra de uma das músicas do disco, Mesmo Lugar, parceria dela com Luciano Granja: “Quanto tempo eu levei / Pra saber que não adianta esperar / E agora eu vou deixar pra trás / Aquela vida que era tão devagar / (...) Chances chegam sem querer / A vida é curta pra parar e pensar / E a perfeição não vai chegar / Seria bom você enxergar mais além”.


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