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  Jovem Guarda a 120 por hora

Separados desde 68, Leno e Lilian voltaram a cantar juntos no show que irá gerar o 1° DVD da Jovem Guarda
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Por Marcos Paulo Bin
22/10/2004

Antes mesmo de a Jovem Guarda se firmar como um movimento musical, o rock brasileiro já engatinhava, em fins de 1950 e início de 60, com Celly Campello (Estúpido Cupido, Banho de Lua) e Ronnie Cord (Rua Augusta). Mas foi com o programa “Jovem Guarda”, exibido pela TV Record a partir de 65, sob o comando do trio Roberto-Erasmo-Wanderléa, que os roqueiros tupiniquins de então se uniram. Estava lançado o que seria considerado o início do BRock, outro movimento musical, este nos anos 80, que finalmente transformava o som representado pelas guitarras em mercado.

Quase 40 anos depois de seu auge, a Jovem Guarda está mais viva do que nunca. Ganhou recentemente (outra) coletânea da EMI – gravadora que mais apostou no movimento, quando ainda se chamava Odeon, e que já lançou algumas compilações do gênero – teve sua história (muito parcialmente) contada pela revista “Contigo” – que também traz um CD, bem semelhante ao da EMI – e, em breve, vai virar DVD, com um show gravado no Canecão nos dias 19 e 20 de outubro e um documentário.

Na casa de espetáculos carioca se reuniram alguns nomes que ajudaram a construir a história de sucesso da Jovem Guarda. O trio principal não estava lá, nem no palco nem na platéia. Outros artistas representativos, e ainda em plena atividade, também fizeram falta, como Sérgio Reis, Jerry Adriani, Ronnie Von e os Fevers. Também foi estranho não ter sido feita nenhuma menção nominal à precursora de tudo, Celly Campelo, morta recentemente.

Mas quem estava lá proporcionou uma noite muito divertida, cheia de recordações para a “velha guarda” – maioria num Canecão não muito cheio no dia 19 – e surpresas para a “jovem guarda” de hoje. Foi uma noite, acima de tudo, roqueira. E, vale ressaltar, um rock bem melhor do que muita coisa que se ouve por aí nas rádios dos anos 2000.

Leno e Lilian, Wanderley Cardoso, Vanusa, Golden Boys, Deny e Dino, Bobby de Carlo, Waldirene, Os Incríveis, Paulo Cesar Barros, Ed Wilson e o convidado especial Getúlio Cortes, o Negro Gato, relembraram muitos dos sucessos da Jovem Guarda e botaram todos para dançar. Acompanhados por uma superbanda, formada por duas guitarras (Rick Ferreira e Rogério Perci), dois teclados (Rodrigo Tavares e José Lourenço, diretor musical do espetáculo), baixo (Johnny Barreto), bateria (Renato Massa), naipe de metais (Gilmar Freire no trombone, Aldair Martins no trompete e Henrique Bandi no sax e na flauta) e três backing vocals (Marisa Resende, Simiana Resende e Amaury Machado), eles fizeram o Canecão virar uma brasa. Mora?

Wanderley Cardoso lembra os tempos de “Bom Rapaz”

Os shows no Canecão, chamados “Jovem Guarda pra Sempre”, vão gerar, além um DVD, um CD ao vivo. A apresentação do dia 19 guardou momentos inesquecíveis. Antes de os Golden Boys entrarem no palco e desfilarem uma seqüência de seus velhos hits – Alguém na Multidão, Erva Venenosa, Michelle e Pensando Nela – foi apresentado um vídeo com imagens dos anos 60. No cenário, telas com fotos dos artistas naquela época.

Ao longo do espetáculo, gratas surpresas, como o belo encontro de Lilian Knapp, em ótima forma (física e vocal), com os Golden Boys em Filme Triste. Pouco depois, ela se reuniria ao seu antigo parceiro, Leno, com quem fez dupla até 1968, para recordar, entre outras, Pobre Menina e Devolva-me, música de seu primeiro compacto simples, que voltou a fazer estrondoso sucesso na voz de Adriana Calcanhotto.

Deny e Dino relembraram não só suas vestimentas folclóricas – ambos usavam uma espécie de terno e chapéu, um todo de branco, outro todo de preto – como os falsetes de Coruja, seu principal hit. Wanderley Cardoso foi um caso à parte. Hoje evangélico, ele despertou gritos das senhoras da platéia – como nos tempos em que era conhecido como “Bom Rapaz” – e emocionou com a comovente interpretação de Como Vai Você, de Antônio Marcos, além de relembrar seu primeiro sucesso, Preste Atenção.

Vanusa, grande paixão de Wanderley Cardoso na época (e com quem quase se casou), também surpreendeu pela postura no palco. Como uma verdadeira roqueira e esbanjando sensualidade em seu vestido azul, a cantora – que foi mulher de Antônio Marcos – engrossou a voz e, fazendo muitos gestos, acelerou a balada Manhãs de Setembro. Em Banho de Lua, incendiou o Canecão.

Ótimo baixista, Paulo Cesar Barros, irmão de Ed Wilson (que se apresentou antes dele), declarou sua paixão eterna ao grupo Renato e Seus Blue Caps. Ele também sacudiu os “brotos” com sucessos de sua ex-banda como Menina Linda e Feche Os Olhos, versão para All My Loving, dos Beatles. E, por falar na banda de Liverpool, uma de suas principais versões brasileiras, Os Incríveis, encerrou a noite com Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles E Os Rolling Stones, com citações de Twist And Shout e Satisfaction.

Para fazer o bis, Os Incríveis não precisaram sair do palco nem descer a Rua Augusta a 120 por hora. Começaram a cantar o clássico Rua Augusta e todos os outros artistas se juntaram a eles, fechando a noite em grande estilo. Para felicidade dos brotos da velha e da jovem guardas.


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