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  Rodriguinho celebra a liberdade de criação em seu primeiro disco

Divulgação
Rodriguinho posa de rapper. O cantor mostra-se feliz em poder explorar mais o ritmo na carreira solo. “Nos Travessos isso já aparecia, mas de uma forma mais velada, melódica. Agora escancarei de vez”, afirma

Por Marcos Paulo Bin
19/10/2004

Sabe aquela história de juntar a fome com a vontade de comer? Pois é, encaixa-se como uma luva na vida recente de Rodriguinho. Há 12 anos como vocalista dos Travessos, ele estava descontente no grupo, onde não encontrava mais a liberdade para criar e fazer o que realmente queria. Algo normal em um trio, que dirá em um sexteto...

Além disso, ultimamente o cantor vinha se desentendendo com seu empresário, o que estava atrapalhando a carreira dos Travessos e o relacionamento com os companheiros de grupo, que este ano lançou o CD e DVD Ao Vivo. Rodriguinho, que fez a direção musical do disco, chegou a divulgá-lo na mídia e em shows, mas percebeu que não dava mais para continuar. No dia 12 de setembro, ele deu seu grito de independência, e agora apresenta o primeiro resultado da experiência solo, um CD auto-intitulado lançado pela mesma gravadora de seu ex-grupo, a Warner.

“O disco já estava pronto há algum tempo. Eu só estava esperando a decisão da gravadora para lançá-lo”, conta Rodriguinho. “Meus desentendimentos com o empresário já estavam afetando o trabalho do grupo. Eles chegaram a ir a uma rádio sem mim, não por decisão minha, mas da gravadora, que sabia da situação. Para não me desgastar com o grupo, a única saída era realmente sair.”

O cantor garante que não saiu desgastado com os ex-companheiros.

“Somos muito amigos. Desejo todo o sucesso para o grupo. Eles têm talento para seguir em frente”, diz o pagodeiro paulista.

Para lançar seu disco solo, Rodriguinho contou com dois apoios muito importantes. Um, do diretor artístico da Warner, Tom Capone, morto em acidente de moto após a cerimônia da entrega do Grammy Latino, no início de setembro. O cantor, que dedica o disco a Capone, conta que o diretor chegou a ouvir algumas músicas prontas.

“Minha contratação como artista solo na Warner foi por causa dele. Eu tinha uma afinidade muito grande com o Tom Capone, e ele sempre apoiou minha decisão. Quando decidi sair do grupo, ele disse que estaria comigo até mesmo se fosse em outra gravadora. É uma pena que não tenha visto o lançamento do disco”, lamenta Rodriguinho.

O outro braço direito do cantor foi Prateado, seu velho amigo, que produziu o CD. Rodriguinho diz que, após produzir os discos Dito E Feito e Ao Vivo, dos Travessos, preferiu entregar o trabalho nas mãos de alguém conhecido, para poder se preocupar com outras coisas.

“Com os Travessos, eu já sabia exatamente o que fazer. Mas, sozinho, não sabia se conseguiria transmitir minhas idéias. O Prateado deu a cara aos Travessos, no primeiro disco do grupo. Sou seu fã; ele era a pessoa certa para dar a cara que eu queria ao meu disco”, afirma Rodriguinho.

Um disco mais adulto

Prateado não deu uma cara, mas sim várias, ao disco de Rodriguinho. O CD conta com um instrumental muito bem elaborado, com arranjos do mestre Jota Moraes, e uma grande diversidade de estilos, que inclui, além do pagode romântico, soul, r&b e principalmente o rap, que aparece em três faixas. Para Rodriguinho, este é um dos principais diferenciais de sua carreira solo em relação aos Travessos.

“Embora hoje seja moda, eu gosto de rap desde os 12 anos”, diz o cantor, hoje aos 26. “Nos Travessos isso já aparecia, mas de uma forma mais velada, melódica. Agora escancarei de vez. Fora as influências de Bebeto, Tim Maia, Cassiano e da black music em geral, que aparecem sem soar como imitação e sem perder o caráter comercial. Este é um disco mais adulto em letras e ritmos.”

Como diz o título de uma das músicas do CD, Rodrguinho está radiante não só com a maturidade, mas com a liberdade artística adquirida na carreira solo. Ele revela que estava incomodado com o fato de sua criatividade estar sendo tolhida no grupo.

“Os Travessos têm um público segmentado, não dá para sair muito daquilo”, afirma o cantor. “Tentamos mudar um pouco em Distância, nosso quarto CD, e perdemos muitos fãs, que não entenderam nossa proposta. Depois tivemos que voltar atrás no disco seguinte, Dito E Feito, para recuperar nosso público, e conseguimos. No grupo eu já estava fazendo algumas coisas com as quais não me identificava, mas não tinha mais como mudar de novo. Foi bom sair e poder mostrar quem eu sou. Agora sou eu mesmo.”

A fome e a vontade de comer parecem ter acabado.


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