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  Rock e muitos sucessos no MTV Ao Vivo de Nando Reis

Arquivo U.M.
Nando Reis afirma que uma das motivações para gravar MTV Ao Vivo foi a reação do público ao vê-lo como band leader na turnê de A Letra A. “Este DVD é importante para ficar mais claro para as pessoas que eu sou”, diz o cantor

Por Marcos Paulo Bin
18/10/2004

A filial da MTV no Brasil fica em São Paulo. Nando Reis é paulista. Natural, então, que ao lançar um disco ao vivo com a marca da emissora, o ex-baixista e vocalista dos Titãs escolhesse uma locação dentro da Terra da Garoa para as gravações. Mas que nada, como diria Jorge Benjor. Nando Reis e sua banda Os Infernais foram até o Bar Opinião, em Porto Alegre, para registrar junto aos gaúchos o CD/DVD MTV Ao Vivo, seu quinto disco solo.

Embora reconheça ter muitos fãs em Porto Alegre, Nando Reis afirma que o motivo para a escolha não foi necessariamente a receptividade que encontra na cidade nem a empolgação do público gaúcho. O que mais lhe chamou a atenção foi a estrutura do Bar Opinião, onde, no palco, os músicos ficam bem próximos entre si. E estes, bem colados à platéia.

“Realmente teria sido mais fácil gravar o disco em São Paulo”, reconhece Nando Reis. “Mas escolhi o Bar Opinião porque, além de um CD, também estávamos gravando um DVD. A captação do som e da imagem mereciam condições que eu considerava ideais. Gosto de tocar próximo da banda, e nós, da platéia. Nossa performance fica melhor.”

E realmente não há nada do que se queixar quanto à performance de Nando Reis & Os Infernais. Quem ouviu o CD e assistiu aos primeiros shows da turnê de A Letra A, disco anterior de Nando – que explorava uma sonoridade folk, calcada no violão – se surpreenderá com a pegada roqueira de MTV Ao Vivo. O CD traz 18 faixas, sendo 16 do show (uma faixa é apenas uma introdução e outra é de estúdio), nas quais as guitarras Carlos Pontual casam-se perfeitamente com os teclados de Alex Veley. Nando Reis, que faz os violões, também mostra uma evolução muito grande como cantor. O resultado é um disco excepcional.

“Para o disco ao vivo procuramos uma outra sonoridade, até mesmo pela força dos músicos e da platéia”, explica Nando.

Cantor pretendia lançar disco de músicas inéditas

Dos cinco discos de Nando Reis, apenas três deles – 12 de Janeiro (1995), Para Quando O Arco-Íris Encontrar O Pote de Ouro (2000) e A Letra A (2003) são de repertório inédito. Isso faz com que MTV Ao Vivo possa soar um pouco precipitado, ainda mais porque, há dois anos, Nando Reis lançara um CD revisionista, Infernal, com músicas dele que foram sucesso com os Titãs, com outros artistas ou em carreira solo.

Mas Nando rejeitas as críticas, e diz que é MTV Ao Vivo, e não Infernal, o seu verdadeiro cartão de visitas para o público.

Infernal virou disco por casualidade. Eu o gravei sob circunstâncias loucas: a morta da Cássia Eller e do Marcelo Frommer, o fraco desempenho de Para Quando... Foi um disco que não teve turnê; eu fiquei impressionado com o contraste entre a quantidade de shows que fizemos e a qualidade dos músicos. Também não era um trabalho exatamente para mostrar que aquelas músicas eram minhas, embora tenha sido útil para isso. Foi na turnê de A Letra A que eu vi a surpresa que as pessoas tinham em saber quem eu era, em ver meu desempenho como band leader. Este DVD é importante para consolidar meu contorno artístico, para ficar mais claro para as pessoas que eu sou”, conta Nando.

O cantor afirma que sua intenção inicial era lançar um novo CD de estúdio, com músicas inéditas, mas que, pela pouca repercussão dos discos anteriores e pelo momento ruim do mercado fonográfico, a parceria com a MTV seria o ideal. Por isso, ele lançou um CD recheado de sucessos gravados em versões viscerais. Como Infernal, MTV Ao Vivo mostra as várias faces de Nando Reis como compositor. Da carreira solo ele registrou apenas A Letra A, faixa-título do CD anterior. A safra gravada por Cássia Eller, é claro, é a maior: O Segundo Sol, Luz dos Olhos, No Recreio, Relicário e All Star (as três últimas, vale ressaltar, também foram gravadas por Nando sozinho, em Para Quando..., mas fizeram mais sucesso com Cássia). Também está presente no disco Do Seu Lado, atual sucesso do Jota Quest.

No início da turnê de A Letra A, Nando Reis não estava cantando Marvin e O Mundo É Bão, Sebastião. Mas, se existia boicote – na época, comentava-se que Nando não as tocava porque a banda também não estava tocando suas músicas – acabou. Só que vale ressaltar: em O Mundo É Bão..., ele trocou a palavra “Titãs”, que aparecia no meio da letra, por “Infernais”.

Além dessas duas canções, Nando gravou Os Cegos do Castelo e Não Vou Me Adaptar. O cantor diz que Marvin foi uma daquelas músicas que ele não tinha como deixar de gravar.

“A versão ficou melhor do que em Infernal. É um grande sucesso e eu gosto de gravá-la, até porque os outros discos venderam pouco e eu quero alcançar um número maior de pessoas”, diz Nando Reis, que estranhou quando o repórter disse que ele não cantara Marvin e O Mundo É Bão... no show de lançamento de A Letra A, no Canecão, apesar dos insistentes pedidos do público. “Não cantei?! Eu sempre canto... Talvez eu estivesse querendo dizer outras coisas na época. Mas depois elas entraram na turnê. Não tem nada a ver esse lance dos Titãs.”

Além dos sucessos, Nando Reis gravou quatro inéditas: Mantra (em versões ao vivo e de estúdio), Por Onde Andei, Quase Que Dezoito e Pomar (com participação da banda gaúcha Ultramen). O destaque é a primeira, que é tema da novela das sete “Começar de Novo” e traz a participação do grupo Hare Krishinas. Nando conta que não tem qualquer vínculo com a religião.

“A decisão de chamá-los tem a ver com influência e o impacto da música de George Harrison na minha vida. O primeiro disco solo dele, que trazia My Sweet Lord, me apresentou essa fusão com os sons orientais. Então eu pensei que se um dia eu gravasse um disco acústico ou semelhante, fariam algo similar. Fiz a música pensando nisso, para o disco. Minha relação com eles é extremamente musical”, garante o cantor.

Para Nando Reis, as músicas inéditas foram importantes para dar um frescor e trazer um diferencial para o disco.

“Acho que MTV Ao Vivo tem uma boa dosagem dos sucessos e das inéditas. Fiz quatro só para o projeto, para trazer uma novidade para as rádios, para os fãs e para mim. Gosto do disco e acho que ele é diferente dos demais. Ele pode até parecer redundante, mas acho que, mais do que discos, eu fiz músicas. Só agora eu começo a chamar mais a atenção das pessoas para os meus discos”, afirma.

Em seu segundo disco longe dos Titãs, já completamente afastado da banda – algo que não aconteceu em A Letra A, pois Nando Reis ainda vivia a época da separação – o cantor mostra que encontrou sua sonoridade e atingiu a maturidade na carreira solo. O objetivo foi cumprido.


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