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  Jorge Vercilo encerra turnê de Livre ensinando como fazer um bom show

Thiago Rosa
Jorge Vercilo no Canecão. Ao contrário de medalhões da música brasileira e internacional, o cantor sabe fazer um bom show, dividindo com perfeição o repertório ao longo da apresentação

Por Marcos Paulo Bin
13/10/2004

Desde que estourou com seu terceiro disco, Leve, de 2000, e passou a fazer parte do seleto grupo de artistas da chamada “MPB”, Jorge Vercilo vem apresentando um tipo de som que não chega a revolucionar os conceitos da música brasileira, nem que desperte nas pessoas uma consciência crítica. Isso é coisa para os “engajados”, que, na verdade, são raros hoje. A praia de Jorge Vercilo sempre foi um pop romântico muito bem-feito, com letras bastante pessoais e diretas, donas de um lirismo profundo, e um instrumental que mistura baladas e canções mais agitadas.

Mas o cantor, compositor e violonista carioca tem algumas características que o diferenciam de tantos outros artistas, da mesma seleta “MPB”, que sempre fizeram ou adotaram o caminho do romantismo. A primeira e mais marcante delas é que Jorge Vercilo sabe fazer um bom show, em todos os sentidos. Além de contar com uma excelente banda e uma platéia quase sempre muito animada (que costuma conhecer até suas músicas mais obscuras), ele sabe, como poucos, escolher o repertório e dividi-lo ao longo da apresentação de forma a prender a atenção do público e não deixar de fora “aquela” canção tão querida pelos fãs.

Mais importante: Vercilo conhece, como poucos, o significado da palavra “bis”. Ele sabe que essa parte do show é apenas um complemento, um agrado ao público, e não o principal. Por isso, o cantor desfila todos os seus sucessos durante o show, e, quando volta ao palco, apenas repete os sucessos mais recentes.

Desde a turnê de Leve, quando Vercilo tinha poucos sucessos, é assim. Na minitemporada que fez no Canecão, entre os dias 8 e 10 de outubro, não poderia ser diferente. Divulgando Livre, seu quinto álbum, que já estourou as músicas Monalisa, Contraste e Invisível, Vercilo empolgou os cariocas com um show impecável.

Citações a hits do pop-rock nacional

Exemplos recentes mostram que Vercilo está a alguns passos, no quesito show, em relação a grandes nomes da música brasileira e internacional. Ele poderia ensinar ao grupo americano The Calling que não se deixa o principal hit do momento para o bis, como Alex Band e cia. fizeram quando passaram pelo Brasil em 2003, com Wherever You Will Go, e em 2004, com Our Lives.

Maria Rita foi outra que caiu nesse equívoco. Em recente show no Claro Hall, no Rio, a filha de Elis deixou para o bis Encontros E Despedidas, nada menos que o tema de abertura da novela das oito global e atual sucesso dela nas rádios.

Mais um exemplo é o grupo Jota Quest. No geral, o atual show do grupo mineiro, que divulga seu MTV Ao Vivo, é ótimo, mas as canções poderiam ser mais bem distribuídas. Para se ter uma idéia, Rogério Flausino e cia. começam a apresentação com as três mais animadas músicas da banda, Na Moral, As Dores do Mundo e Encontrar Alguém. É claro que o ritmo frenético do início cai ao longo da apresentação.

Com Jorge Vercilo é exatamente o oposto. Já em seu quinto disco, com uma coleção considerável de sucessos, ele deixa para o final todas as músicas dançantes, transformando a casa de shows numa pista de dança, em uma seqüência de hits de tirar o fôlego.

“Vamos dançar?”, costuma dizer Vercilo, numa pergunta que já virou uma espécie de bordão.

No Canecão, no dia 10, o cantor não fugiu à regra. Depois da pergunta, quem não estava de pé ainda se levantou para dançar ao som da seqüência Penso Em Ti, Monalisa, Em Órbita (sensacional, a melhor música dele), Final Feliz, Que Nem Maré e Homem-Aranha. No bis, ele, sabiamente, repetiu as três músicas que foram sucesso de Livre, cuja turnê está chegando ao fim: Invisível, Contraste (ambas tocadas ao longo do show) e Monalisa, encerrando com chave-de-ouro.

Durante o show, Vercilo alternou baladas como Fênix, Avesso, Encontro das Águas e Asas Cortadas com as canções animadas, entre elas Invisível, Contraste e Leve. Os arranjos das músicas estão um pouco diferentes em relação ao show da turnê anterior, do disco Elo, que estourou a música Que Nem Maré. A percussão do baiano João Bani, que gravou em Livre, está mais presente, assim como os efeitos eletrônicos, feitos pelo tecladista Paulo Renato. Mas o grande maestro da banda é o fenomenal guitarrista Zeppa. Em um dado momento do show, ele fez um “duelo” de frases musicais com Vercilo, um na guitarra, outro na voz. Sensacional.

Um destaque do show foi o momento intimista, com Vercilo ao violão. Lembrou a turnê de Leve, quando o cantor fazia um momento voz-e-violão misturando vários clássicos da MPB. Desta vez, ele cantou e tocou Praia Nua, Himalaia, uma espécie de samba meio funkeado, e a releitura de Palco, de Gilberto Gil, que Vercilo gravou no projeto Um Barzinho, Um Violão, da Universal.

Vale ressaltar também as citações a hits do pop-rock nacional que o cantor fazia antes de suas músicas. Foi o caso de Invisível, que começava com trechos de Balada do Amor Inabalável, do Skank, e Homem-Aranha, com introdução de Minha Alma, do Rappa. Enfim, exemplos de um cantor que, mesmo não promovendo grandes mudanças na sonoridade de seus discos, sabe, no palco, usar toda a criatividade e a musicalidade típicas de um grande artista.


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