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  Marcelo Yuka apresenta sua nova banda na noite de Pitty e Marcelo D2

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Ira! e Paralamas ensaiando Envelheço na Cidade, número que apresentaram no VMB 2004

Por Juninho Bill
07/10/2004

Os dez anos de VMB foram comemorados nessa terça-feira (05) no Anhembi, em São Paulo. Gente bonita e ilustre da MTV iluminou a festa. Alguns problemas, mas nada que atrapalhasse a grande premiação da música brasileira.
O Massacration (Hermes e Renato) fez a preliminar do lado de fora do auditório Elis Regina, enquanto os convidados chegavam no tapete vermelho. A festa começou às 21h30 com o Sepultura, que tocou Kaiowas pela 2ª vez em um VMB (já haviam tocado na 1ª edição do evento). Nesta, Lanlan fez jus à percussão com pandeiro e shaker; a Nação Zumbi bateu seu tambor, com Lucio Maia no violão e Pupillo mandando ver na caixa junto com João Barone. Andréas Kisser e Derick seguiram no violão, Paulo manteve a onda no baixo e o pulso de Igor fizeram com que a apresentação instrumental, que ainda contou com o auxílio de quatro violoncelos, fosse excelente.

Selton Mello mostrou segurança e foi divertido com âncora da festa. Lançou categorias inusitadas (“melhor sujeito prolixo sem capacidade de síntese que não consegue parar de falar” e “melhor figurino ruim”, entre os VMBs passados) e ainda beijou Preta Gil (que beijou Syang), que o evitou.

Houve uma homenagem a Tom Capone, produtor musical, morto há poucos meses num acidente de moto em Los Angeles. Bandas e artistas que gravaram com ele também o citaram nos discursos de agradecimento.

Teve Ira! acústico com Paralamas tocando Envelheço na Cidade; Replicantes com Skank em Surfista Calhorda e I Wanna Be Sedated dos Ramones; o samba de Zeca Pagodinho; a força do rap de Black Alien, B Negão e Marcelo D2, que levou em três categorias (Rap, Edição e Clipe do Ano). Rolou também Rock ‘n’ Roll All Night, do Kiss, com Capital Inicial e mais uma cambada: Badauí, Digão, Rogério Flausino, Tico Santa Cruz, Rodrigo (Dead Fish), Jimmy (Matanza) e Pitty, vencedora das categorias Rock e Escolha da Audiência.

Os convidados para apresentar os indicados de cada categoria desempenharam muito bem (seus textos). João Gordo levou um puxão de orelha da esposa Viviana, porque ela não quer mais saber dele apresentando o VMB ao lado de mulheres “gostosas” (revival: Malu Mader, Tiazinha e Dercy Gonçalves). Pitty apresentou os indicados ao melhor videoclipe independente ao lado do mutante Arnaldo Baptista, que cantou um trecho de sua loucura Balada do Louco. Os VJs Paladinos, aquele desenho da MTV, entraram no palco em carne e osso, fantasiados como seus persongens super-heróis da série. Foi muito bom.

A cada início de bloco havia uma surpresa. A MTV convidou bandas para fazer releituras dos ganhadores da escolha da audiência nos últimos anos. Destaque para Los Hermanos, que fez a versão de Uma Brasileira, dos Paralamas. Em vez de “one more time”, eles traduziram para “uma ve-ez só”.

Micos

Houve muita confusão, principalmente pelo áudio. Além de microfonias, em quase todos os momentos o microfone de Selton Mello, e de alguns dos convidados, demorava pra chegar no vídeo (o som abria no Anhembi, mas não na transmissão). Mesmo com ensaio, alguns convidados se atrapalharam. Foi o caso de Fernanda Tavares, que atravessou a VJ Didi, depois que Seu Jorge, de Paris, explicou o porquê de sua ausência. O locutor anunciou Didi, mas Fernanda começou a falar e ficou um ar de deixa que eu deixo entre a modelo e a VJ.

A maior gafe aconteceu na participação de David Byrne com Caetano Veloso. O som do palco sobrava com algum falatório do backstage (talvez alguma lapela ligada), e a platéia também sentiu a diferença. A música parou, os dois se afastaram do microfone e a direção do programa mandou o bloco pro comercial. Na volta, Selton Mello anunciou, outra vez, o show. Não adiantou. Tudo igual. Os telespectadores, o público e os dois estavam cientes da insistência dos problemas técnicos. Dessa vez, David Byrne cantava e olhava para Caetano indicando algo errado. E Caetano tomou a providência. Mandou parar a música e pediu (com seu sotaque protestante): “Pessoal da emetevê, vou começar de novo. Arrumem essa porra! Mais respeito...” A galera foi ao delírio e a direção botou a festa pra propaganda mais uma vez. Depois de uma bateria de patrocinadores, mais vinhetas da própria casa e, Marcos Bianchi e Paulo Bonfá, que comentavam o acontecido durante os intervalos, baixaram a poeira estressante com bom humor: “É o Selton Mello que está zicando com a festa”, disse Bonfá.

Na terceira tentativa tudo certo. O som em perfeitas condições fez Byrne ao violão e Caetano (acompanhados de bongô e de Jacques Morelenbaum, inseparável do baiano) soltarem a voz em (Nothing But) Flowers, aplaudidíssimos.

A nova banda de Marcelo Yuka

F.U.R.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organizados) é a nova banda de Marcelo Yuka, que tocou teclado, programação de bateria e cantou um trecho da música Entre O Conflito E A Indecisão. O F.U.R.T.O. lança seu projeto em plena comemoração de 10 anos de VMB, com postura revolucionária. Bandeira do MST no palco, dizeres “Alca Não” e discursos com conceitos sociais.

“A Igreja tem uma postura infeliz condenando o uso da camisinha enquanto a África morre de Aids”, disse Yuka no final da música. A primeira impressão do F.U.R.T.O. é essa; o certo é esperar o disco.




Veja mais:


  Confira os indicados e vencedores do VMB 2004


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