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  Oficina G3 lança seu disco mais pesado

Fotos divulgação
O Oficina G3 está lançando seu sétimo disco, Humanos, o segundo pela gravadora MK Publicitá
Um dos mais populares grupos do rock gospel nacional, o Oficina G3 está lançando seu sétimo CD, Humanos, o segundo pela gravadora MK Publicitá. No disco, o quarteto paulistano formado por PG (voz), Juninho Afram (guitarra), Duca Tambasco (baixo) e Jean Carllos (teclado) apresenta 13 composições próprias, mais uma vinheta instrumental e uma faixa-bônus, também composta por integrantes do grupo: O Teu Amor, uma ótima balada que já havia sido lançada em uma coletânea da gravadora dirigida por Yvelise de Oliveira. O CD traz outras baladas certeiras, como Eu Sei, Ele Se Foi, Criação e Pra Você. Mas o que se destaca mesmo no disco são os rocks, bem pesados, como as iradas Até Quando e Desculpas; Simples, que lembra os novatos do Calling; e Onde Está, no melhor estilo new metal americano, misturando guitarras distorcidas a outros gêneros, como o rap.
“Tenho ouvido muito uma banda chamada P.O.D., que tem um som parecido com o Linkin Park (um dos principais nomes do new metal). Procuramos ficar antenados, conhecer outras vertentes do rock”, conta Juninho.
Juninho é o único remanescente da formação original da banda, que em 2002 completou 15 anos de estrada. O Oficina G3 vem de um disco de muito sucesso, O Tempo, que atingiu a marca de 170 mil cópias vendidas e gerou o primeiro DVD do quarteto, que, segundo Juninho, desde que se apresentou na Tenda Brasil do Rock in Rio III, em 2001, aumentou consideravelmente sua agenda de shows. Confira uma entrevista com o guitarrista e fundador do grupo, que fala sobre essa e outras histórias.

Vocês estão lançando um disco com muitas músicas pesadas...

É, digamos que o que é rock é rock mesmo (risos). Nós quisemos que fosse assim.

Você diria que é o disco mais pesado que já lançaram?

Muitas pessoas acham que o nosso disco mais pesado é Indiferença, que tem uma concepção heavy metal. Mas eu acho que os rocks de Humanos são os mais pesados que já fizemos.

Quais as diferenças deste disco para os demais?

Nós sempre fomos uma banda de laçar rocks e baladas, e isso está presente em Humanos. Mas uma coisa interessante deste CD é que ele mostra as várias facetas dos seres humanos. Desculpas, por exemplo, fala daquelas pessoas que inventam desculpas para tudo. Até Quando? trata do paradoxo que é o homem, que ama com uma mão e mata com a outra. Em Pra Você, mostramos nossa gratidão a Deus. Já em Te Escolhi, falamos que Deus nos escolheu para fazer uma música diferente e para pregar a sua Palavra.

Desde o início vocês tiveram a intenção de falar sobre as características dos seres humanos?

Inicialmente não tínhamos essa idéia, mas, quando paramos para analisar, constatamos que estávamos falando dos vários lados que o ser humano possui. Não foi proposital, e sim o desenrolar natural das composições. A idéia da vinheta Pulso na abertura da música Onde Está?, por exemplo, é de mostrar que o ser humano é muito frágil. O coração de muita gente está se perdendo em coisas indevidas.

Por que vocês decidiram utilizar um repertório só com músicas autorais?

Essa é outra novidade neste CD. Decidimos fazer todas as composições juntos. Já fazíamos isso antes, mas não em todo o disco. Em nossos CDs costumamos colocar músicas que gostamos feitas por amigos, o que desta vez não aconteceu. Não há uma regra.

Em algumas músicas vocês não mencionam diretamente o nome de Deus. Isso é proposital?

Não há a intenção de dar duplo sentido, como se nas músicas que falam de amor, por exemplo, deixássemos em dúvida se estamos falando para Deus ou para as nossas namoradas. Em muitas músicas nossas o nome de Deus não aparece diretamente, mas está implícito, e sempre é para Ele. Isso não é proposital, é apenas uma maneira mais poética de escrever, como se estivéssemos conversando com Deus e não precisássemos citar o nome Dele. É uma linguagem tão pessoal que parece uma conversa. Temos músicas também que são como se Deus estivesse falando com a gente. Antigamente muitas bandas gospel usavam esse artifício de não colocar o nome de Deus em suas músicas, mas hoje nós não estamos preocupados com isso. É apenas uma questão poética.

Vocês ainda enfrentam barreiras por ser uma banda de rock gospel?

Ainda enfrentamos, mas hoje as coisas mudaram. É apenas uma minoria. Mas não estamos preocupados com isso. Nosso objetivo é falar de Deus. Um dia tivemos um
Juninho (à esq.): “Nosso objetivo é falar de Deus. Somos evangelizadores”
encontro com Ele e não dá mais para ficar quieto. Temos que falar de Deus para as pessoas, não só pela música, mas também pela palavra. Nós somos evangelizadores.

Vocês sempre pregam onde tocam?

Sempre falamos alguma coisa, por menos que seja.

Vocês vêm de um CD de muito sucesso, O Tempo, que vendeu 170 mil cópias. Foi o primeiro disco de ouro do Oficina G3?

Não foi a primeira vez que vendemos mais de cem mil cópias, o que já havia acontecido com o Acústico Ao Vivo e com uma coletânea da banda. Mas foi a primeira vez que ganhamos um disco de ouro, porque as outras gravadoras não eram afiliadas à ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos).

Como é a rotina de um “popstar” gospel?

Nossa rotina é agitada e muito cansativa. Gostamos de tocar e falar de Deus, mas tem seu lado triste, pois a cada dia da semana acordamos em um lugar diferente. Recentemente, estivemos na quarta-feira em Belém (PA), na quinta em São José do Rio Preto (SP), na sexta em Campo Grande (MS) e no sábado em Cuiabá (MT). As viagens são legais, principalmente pela proximidade com a galera, que até nos espera nos aeroportos. Mas cansa.

Vocês têm público em todo o Brasil?

Sim. Tem um bando de malucos que gosta da gente (risos)! O rock gospel está difundido em todo o Brasil. Talvez a região mais difícil, onde nossa música não é tão forte, seja a Sul, mas apenas em algumas cidades no interior. Em Curitiba, por exemplo, temos um grande público.

Como é a relação de vocês com a MK?

Muito boa. A gravadora está potencializando o nosso trabalho em todo o Brasil. Logo que lançamos O Tempo fomos a Carajás fazer um show e o disco já estava sendo vendido lá. Há poucos dias conversei com uma amigo dos EUA, que disse ter adorado o novo CD. Perguntei a ele como conseguiu comprá-lo, e ele me disse que foi pelo site da MK. Soube que outras pessoas que moram lá fizeram a mesma coisa. Só temos a agradecer.

Como é para vocês, roqueiros, não verem suas músicas mais pesadas tocando na rádio da MK, a 93 FM?

Realmente a rádio da gravadora não tem um perfil de rock. Nela, só tocam as baladas ou os rocks mais leves. Gostaríamos que tocassem as mais pesadas, mas as coisas acontecem aos poucos.

Vocês se sentem afetados pela pirataria?

A música gospel tem sido bastante atingida pela pirataria, tanto que as gravadoras, inclusive a MK, têm se queixado de quedas nas vendas. A pirataria está muito forte, alastrada pelo Brasil, e o governo faz muito pouco. Nós fazemos a nossa parte, tentando conscientizar a galera, mas infelizmente tem gente que não ouve. Além disso, falta fiscalização. É um pouco daquele ditado: “a ocasião faz o ladrão”. Eu sei que está faltando emprego, mas nem por isso os camelôs devem vender CDs piratas.

Vocês são influenciados por bandas seculares?

Nós procurarmos ficar antenados com tudo que está acontecendo, ter uma visão geral do mercado e conhecer todas as vertentes do rock. Uma coisa é ser influenciado, a outra é ter referências. Temos que falar a mesma língua, sermos atuais. Se a onda agora é voltar aos anos 70, procuramos nos contextualizar. Mas uma coisa é ser atualizado, e outra é copiar.

Vocês foram a primeira e única banda gospel a tocar no Rock in Rio. Qual a recordação que a banda tem do festival?

Foi muito legal por dois motivos: primeiro pela ideologia do evento, “por um mundo melhor”. Cada banda falou, com sua linguagem, como quer um mundo melhor. Para umas, o jeito é cheirando ou fumando, mas para nós o mundo só será melhor quando o homem se voltar a Deus. Dizemos isso na música Até Quando?. Depois do Rock in Rio, muitas pessoas que não conheciam a banda nos escreveram dizendo que foi “muito louco” o que dissemos na ocasião. Lá fizemos o que mais gostamos: tocar e falar de Deus. O segundo ponto positivo foi que o Rock in Rio nos abriu muitas portas. Muitas vezes grupos evangélicos pedem para tocar ou dar entrevistas em programas de rádio e TV e nos fecham as portas. Mas, agora, a pessoa pega o release do Oficina G3 e vê que tocamos no festival, e isso desperta sua curiosidade.

Qual a música de trabalho do disco?

Temos duas: Te Escolhi e Ele Se Foi, que está tocando muito bem na 93. É umas das mais pedidas da rádio. E lá eles não interferem nas mais pedidas, pois é uma forma de verificarem o gosto da audiência. Nessa música, nós falamos da sensação que os apóstolos tiveram quando Jesus morreu, o medo que sentiram. Muitas vezes a gente se sente da mesma forma que eles, sozinhos.


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