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  Caetano ainda mais próximo da Universal

Arquivo U.M.
Com a parceria entre a Natasha e a Universal, Caetano aproxima-se ainda mais de sua gravadora, de onde é contratado desde o início da carreira

Por Marcos Paulo Bin
03/10/2004

Criado há 12 anos, o selo Natasha Records, de Caetano Veloso e sua mulher, Paula Lavigne, está trocando de distribuidora. Os próximos títulos do selo serão lançados em parceria com Universal, e não mais a BMG. Através desta última, a Natasha colocou nas lojas a discografia de Daúde até 1999 (Daúde, de 95; Daúde #2, 97; e Simbora, 99), os dois discos de MV Bill (Traficando Informação, 99; e Declaração de Guerra, 2002) e o álbum de estréia de Mart’nália, Pé do Meu Samba (2002), entre outros.

A filha de Martinho da Vila, aliás, será a primeira a ter um produto lançado pela nova parceria. A Universal distribuirá o DVD da sambista, que chegará às lojas ainda este ano. Especialista em trilhas sonoras, a Natasha também prepara o lançamento do CD com as músicas do filme “Meu Tio Matou 1 Kra”, previsto para janeiro de 2005. A película é produzida por Paula Lavigne e tem direção musical de Caetano Veloso. No disco, estão confirmadas músicas de Pitty e Nando Reis.

A Natasha surgiu em 1992, inicialmente como Natasha Enterprises, para dar espaço a novos talentos e estimular a produção cultural brasileira. Com os anos, a empresa foi diversificando seus negócios, e foram sendo criadas divisões: Natasha Records, Filmes, Produções e Edições Musicais.

Um dos maiores sucessos cinematográficos da companhia foi “Lisbela e o Prisioneiro”, comédia romântica dirigida por Guel Arraes e co-produzida pela Fox e Globo Filmes, que ultrapassou a marca de 3 milhões de espectadores. A trilha do filme – lançada pela Natasha e distribuída pela BMG – também foi bem-sucedida, graças à reunião de nomes como Caetano Veloso (que regravou, para a trilha, o hit brega Você Não Me Ensinou A Te Esquecer, de Fernando Mendes, que fez enorme sucesso nas rádios), Los Hermanos, Sepultura, Elza Soares e Zé Ramalho. O selo lançou ainda outras trilhas de destaque, como as de “Orfeu”, “Como Ser Solteiro”, “Tieta” e “O Quatrilho”.

Na área de edições, a Natasha também vem se destacando. Artistas de renome têm muitas de suas músicas registradas na empresa, como Adriana Calcanhotto (Cariocas, Esquadros), George Israel (Maio e Amanhã é 23, sucessos do Kid Abelha, e Brasil, famosa com o parceiro Cazuza) e até mesmo Vinícius de Moraes (Um Seqüestrador, melodia original do Poetinha e de Francis Hime que ganhou letra e nova música para o mais recente CD de Francis, Brasil Lua Cheia).

A Foreign Sound é sucesso no exterior

A parceria entre Natasha e Universal aproxima ainda mais Caetano Veloso desta última, a única gravadora de onde foi contratado em quase 40 anos de carreira discográfica. O cantor, na verdade, só lançou um compacto por outra gravadora, a RCA (hoje BMG), em 65 – antes de estrear na então Philips – com as músicas Cavaleiro e Samba em Paz, esta última gravada depois por Elis Regina.

“A RCA não distribuiu na época porque não fez sucesso. E depois eu entrei na Philips, que é a Universal hoje, e nunca saí. Nunca mudei de gravadora. Não é porque eu adoro a Universal, mas porque nunca encontrei motivo para mudar. De uma certa forma é um pouco de desprezo pela questão, até pelo meu temperamento. Não acho que necessariamente seja a coisa mais certa”, disse Caetano ao UNIVERSO MUSICAL, em 2002, na época do lançamento do CD Noites do Norte Ao Vivo. Embora tenha sido dada há dois anos, a declaração continua atual, pois o cantor acabou de renovar o contrato com a Universal.

Caetano é um rara exceção no mercado brasileiro, onde muitos artistas trocam de gravadora como trocam de roupa. O única paralelo que ele encontra, entre os grandes nomes da música nacional, é Roberto Carlos, que passou sua carreira toda na Sony (antiga CBS). A estréia de Caê na Philips foi em 67, no LP Domingo, em que dividia os vocais com Gal Costa. Um disco auto-intitulado, de 71, foi o primeiro trabalho de Caetano quando a companhia passou a se chamar Polygram.

Em 98, o irmão de Bethânia “estreou” na Universal com um retumbante sucesso, o CD Prenda Minha, que trazia o mega-hit Sozinho, de Peninha. A grande execução radiofônica e televisiva da canção – ela foi tema de uma novela das oito global – levou o disco à marca de 1 milhão de cópias vendidas, feito inédito para Caetano.

Os discos seguintes de Caê não tiveram a mesma repercussão. Embora sempre negue querer repetir a fórmula de Sozinho, Caetano continuou relendo sucessos alheios, mas sem o mesmo êxito. Em Noites do Norte Ao Vivo, de 2001, as faixas de trabalho do CD (que era duplo, um registro do show do disco anterior, Noites do Norte) foram O Último Romântico, de Lulu Santos, e Mimar Você, da Timbalada. Mais recentemente, foi a vez do hit brega Você Não Me Ensinou A Te Esquecer, que não apareceu em um disco de carreira dele, apenas na trilha de “Lisbela”.

Após Eu Não Peço Desculpa, disco em dupla com Jorge Mautner, em 2004 Caetano voltou a mostrar seu lado intérprete no CD A Foreign Sound. No álbum, Caê mostra, na língua de Tio Sam, um panorama da música americana, indo de Cole Porter (So in Love, com arranjo orquestral) a Nirvana (Come as You Are).

Visivelmente voltado para o mercado exterior, o disco está seguindo bem seu objetivo. Recentemente, Caetano fez uma temporada de quatro dias na Argentina, sempre com ingressos esgotados. Em outubro e novembro, o cantor segue em turnê pelo exterior. Segundo a agenda divulgada no site da Natasha, de 10 a 20 deste mês ele estará nos Estados Unidos, passando por Miami, Los Angeles, São Francisco e Nova York.

A partir daí é a vez da Europa, com passagens por Lisboa, (24/10), Bruxelas (25/10), Amsterdã (26/10), Paris (28 e 29/10), Madri (31/10 e 01/11), Barcelona (03/11), Londres (05 e 06/11), Milão (08/11), Roma (10 e 11/11) e, ufa, Colonia, na Alemanha (13/11). O pouso seguinte é no México, onde o cantor se apresenta no dia 29 de novembro. A contar pelo retrospecto dos últimos anos e pela repercussão de A Foreign Sound, parece que o Caetano hitmaker dos anos 60, 70, 80 e princípio dos 90, senão se aposentou, pelo menos está de férias, e assim continuará por um bom tempo.


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