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  Autoramas mostram suas músicas “ramônicas” no Circo Voador

Divulgação
O vocalista e guitarrista dos Autoramas, Gabriel Thomaz, diz que a influência dos Ramones é antiga. “É uma das bandas que mais ouvi e admirei na vida”, conta ele

Por Marcos Paulo Bin
01/10/2004

O dia 15 de setembro foi de tristeza para Detonautas, CPM 22, Autoramas, Raimundos (o que sobrou deles), Charlie Brown Jr e tantas outras bandas. Johnny Ramone, guitarrista do grupo punk nova-iorquino Ramones – uma das principais influências de meio mundo do rock, aqui e lá fora – morreu aos 55 anos, após uma longa luta contra o câncer de próstata.

Johnny é o terceiro ramone a morrer nos últimos três anos: primeiro foi o cantor Joey, em 2001, também vítima de câncer; e depois o baixista Dee Dee, em 2002, morto por overdose. O único sobrevivente da formação original é o baterista Tommy, que em 78 foi substituído por Marky Ramone.

Uma das bandas de maior destaque no cenário indie carioca, os Autoramas se adiantam e prestam uma homenagem a seus ídolos no dia 2 de outubro, no show “Hey Ho Lets Go – Um Tributo aos Ramones”, que acontece no Circo Voador. Local, aliás, onde os americanos se apresentaram nos anos 90, com show de abertura do Little Quail, ex-banda de Gabriel Thomaz, hoje vocalista e guitarrista dos Autoramas.

“Foi emocionante”, recorda-se Gabriel, confessando a total influência dos Ramones em sua vida de roqueiro. “A energia, os três acordes, o 1, 2, 3, 4... Ramones é uma das bandas que mais ouvi e admirei na vida.”

Gabriel e os parceiros Simone do Vale (baixo e vocal) e Bacalhau (bateria e efeitos eletrônicos) devem tocar músicas dos Ramones ligadas a praia e surfe, como Rockway Beach e Surfin Bird, além de algumas baladas cantadas por Simone, como Needles And Pins e Bye Bye Baby.

Surgidos em 1997, os Autoramas também vão mostrar canções autorais, dos cinco discos que lançaram. Foram três CDs: Stress, Depressão & Síndrome do Pânico, de 2000; Vida Real, de 2001; e Nada Pode Parar Os Autoramas, de 2003, além de dois compactos em vinil: Motocross, de 1999; e HxCxIx, de 2002. Alguma música da banda é mais “ramônica”, Gabriel?

“Não sei se tem uma em particular. Acho que tem um pouquinho de Ramones em cada uma delas”, diz o músico, que pretende terminar 2004 com 100 shows realizados no Brasil e no exterior. Este ano, os Autoramas já tocaram na Argentina, no Uruguai e no Japão.

“Queremos mostrar que é possível fazer uma carreira sólida e frutífera sendo uma banda independente”, argumenta Gabriel.

Com a peruca é de graça

No final do show no Circo, os Autoramas vão dividir o palco com o Carbona – que chegou a tocar com Marky Ramone e a banda que ele formou, The Intruders, após o fim dos Ramones, em 1996 – e, possivelmente, outros nomes da cena indie carioca. A promessa é de uma jam section com mais de 40 minutos só de Ramones. Mas os detalhes estão sendo guardados a sete chaves.

“Está sendo surpresa para mim também. Não sei o que vai rolar!”, disfarça Gabriel.

O show está previsto para as 22h, mas, em se tratando de Circo Voador, sabe-se lá que horas vai começar. Mas vale a pena chegar cedo. No telão, serão exibidos os documentários “The Lifestyles of The Ramones”, “Musikladen 79” (com as músicas California Sun, Blitzkrieg Bop, Rocway Beach, She’s The One, Sheena Is A Punk Rocker e Cretin Hop), “Loudmouth” (vídeo raro de 75), “I Belive in Miracles” (da MTV) e “Judy Is A Punk! Live at CBGB’s” (gravado em 74). Também serão mostradas algumas curiosidades, como a participação da banda no desenho “Os Simpsons” tocando Parabéns pra Você para o Sr. Burns; Eddie Vedder, do Pearl Jam, tocando Anyway You Want It com os Ramones; e C.J. (baixista que substituiu Dee Dee em 89) cantando Cretin Family.

A casa garante que quem aparecer com uma peruca idêntica ao cabelo de Johnny Ramone e gritar, na porta, “Gabba Gabba Hey”, não paga entrada. Talvez seja mais fácil pagar os R$ 15 do ingresso. Vale a pena.


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