Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Gil tenta modernizar sua obra em Eletracústico

Gilberto Gil entre os percussionistas Gustavo Di Dalva e Marcos Suzano. Os instrumentos percussivos, acústicos ou eletrônicos, têm presença destacada no novo show do músico baiano
Galeria de fotos

Por Marcos Paulo Bin
19/09/2004

Depois que um artista lança uma obra-prima, principalmente relendo seu repertório, fica difícil falar de novas tentativas de fazer o mesmo, pois as comparações são inevitáveis. Dez anos depois do magistral Unplugged, no qual recriava seus sucessos de forma acústica, Gil tenta modernizar sua música no show Eletracústico, que apresentou aos cariocas entre dias 10 e 12 de setembro e foi gravado para gerar um CD e DVD ao vivo.

No show, o ministro da Cultura dispensa muitos instrumentos de cordas, metais, bateria e até mesmo o baixo (logo ele, que sempre teve em sua banda um baixista da altura de Arthur Maia) para calcar a sonoridade do espetáculo no quarteto guitarra-violão-acordeom-percussão.

A percussão deu a tônica do show, lembrando o disco Noites do Norte Ao Vivo, de Caetano Veloso. Gustavo Di Dalva cuidava da percussão acústica (surdo, pandeiro, timbau, berimbau), enquanto Marcos Suzano, da eletrônica (samplers, osciladores). Sérgio Chiavazzoli reveza-se entre alguns instrumentos de cordas, como violão, banjo e bandolim, deixando a guitarra para Gil. Em meio a batidas eletrônicas às vezes maçantes, brilhava o acordeom de Cícero Assis, o grande destaque da banda, que vez ou outra também tocava teclado. Com a morte de Tom Capone, a produção do trabalho ficou a cargo de Liminha.

Eletrônica ofusca o brilho de algumas canções

Ao longo desses dez anos, Gil gravou outros discos ao vivo, mas temáticos, como São João Vivo, de forró, e Kaya N’Gan Daya Ao Vivo (seu último trabalho), de reggae. Agora, como em Unplugged, ele deu uma repassada por toda a sua carreira, dos anos 60 aos 2000, incluindo algumas de suas várias facetas musicais.

O baiano, sem dúvida, promove uma interessante mistura entre instrumentos acústicos e eletrônicos; velhas músicas ganharam contornos totalmente diferentes, com a forte marca da percussão. Algo novo na carreira Gil e “antenado” com a tendência da MPB remxada, que, este ano teve um representante clássico, o disco Berimbaum, em que Paula Morelenbaum, ex-vocalista da banda de Tom Jobim e integrante do quarteto Jobim Moleunbaum, relê de forma eletrônica as músicas de Vinícius de Moraes.

Mas fica a dúvida se a maravilhosa obra de Gil precisava realmente ser “modernizada”. A presença maciça da percussão, especialmente a eletrônica, ofuscou o brilho de algumas preciosidades da música brasileira, o que foi atenuado pelo belo acordeom de Cícero de Assis. Como aconteceu com o Noites do Norte Ao Vivo, de Caetano – com a diferença que o disco do irmão de Bethânia não tinha recursos eletrônicos – corre o risco de Eletracústico funcionar muito bem no palco, mas não ter o mesmo êxito em disco.


Veja mais:


  Músicas de John Lennon e Bob Marley ganham sotaque nordestino






Matérias relacionadas:

  Gilberto Gil revê sua trajetória no show Eletracústico e compila disco da série Chill:Brazil


Resenhas relacionadas:

  Eletracústico

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções