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  Metal Nobre nas mãos do Senhor

www.metalnobre.com.br
O vocalista do Metal Nobre, JT, em meio a fãs em um show em Minas Gerais. O grupo possui uma espécie de fã-clube, chamado Amigos do Metal, que acompanha a vida das pessoas que se converteram em apresentações da banda

Por Marcos Paulo Bin
14/09/2004

Em sete anos de existência, os brasilienses do Metal Nobre, um dos principais nomes do hard rock gospel nacional, lançaram quatro discos e estão em estúdio preparando o quinto, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2005. Duas características marcam o trabalho do grupo: as letras evangelísticas, sempre audíveis apesar do som pesado das guitarras, e as constantes mudanças em sua formação.

Os primórdios do Metal Nobre vêm do JT & Banda, grupo que JT, ex-vocalista do Kadesh, montou em fevereiro de 97 com o companheiro de banda Eudes (bateria), Wellington Souza (guitarra) e Carlos (baixo). Um mês depois, a primeira mudança: sai Carlos, entra Kenney Gouveia, ex-Akza, que deu o nome atual da banda, depois de um sonho. Kenny foi o grande responsável pela sonoridade do grupo, permanecendo até o último trabalho do Metal Nobre, o CD e DVD ao vivo Nas Mãos do Senhor.

Mas, nesse tempo, outros integrantes entraram e saíram da banda. Ainda em 97, Eudes saiu para dar lugar a Maurício Barbosa, que ficou apenas um ano; em 98, entrou em seu lugar Adriel Sorriso. O posto de guitarrista também não ficou imune às mudanças: Wellington, autor dos hits Amar e Paraíso, saiu para a entrada de Pedro Pantoja, outro ex-Akza. Com ele, o Metal Nobre conheceu um período fértil de composições, incluindo os sucessos Cálice, que abriu as portas do mercado gospel para a banda, e Louvai. Pedro ficou até 2000, quando o posto foi assumido por Leonel Valdez.

E foi com essa formação – JT (voz), Leonel Valdez (guitarra), Kenney Gouveia (baixo), Adriel Sorriso (bateria) e, como convidado, Jack (teclado) – que o Metal Nobre gravou, em março de 2002, os ótimos CD/DVD Nas Mãos do Senhor, diante de mais de 25 mil brasilienses. Mas, quando tudo indicava que finalmente o grupo estava fechado, Kenney anuncia sua saída, em outubro do mesmo ano. Atualmente, o baixo está a cargo de Daniel. Outro que não ficou foi Jack. A banda contratou um tecladista, Hiron Jr., o que, segundo JT, deu o brilho que faltava às baladas.

Será que as mudanças pararam por aí? Nem JT, uma espécie de Humberto Gessinger do gospel (Humberto é vocalista dos Engenheiros do Hawaii, banda de rock secular que também passou por várias trocas de componentes e hoje só conta com ele da formação original), garante que sim.

“Até quando estaremos juntos, só Deus sabe. Porém, uma coisa é certa: enquanto isso, muito rock vai rolar!!!”, diz o cantor, no site oficial da banda (www.metalnobre.com.br). Em entrevista para o UNIVERSO MUSICAL, JT também prefere não afirmar que esta é a formação definitiva. “Acho que seria melhor dizer que esta também é uma formação que está nas mãos do Senhor e que estaremos juntos enquanto Deus permitir”.

“Só não vale chamar de dinossauro”

Enquanto não lança o novo disco, o Metal Nobre segue divulgando Nas Mãos do Senhor, que marcou sua estréia na Gospel Records, após três trabalhos por outra gravadora – Metal Nobre (98), Revelação (99) e Metal Nobre III (2001). O disco não é exatamente de metal, como os de bandas como Sepultura e Iron Maiden, em que não dá para entender uma palavra do que se diz. Com o Metal Nobre, um grupo que poderia ser definido como de hard rock, é justamente o oposto: apesar das guitarras pesadas, as letras das 11 faixas estão sempre às frente e são totalmente compreensíveis, falando sempre do poder de Deus.

“Nosso foco principal está no evangelismo, repassar os ensinamentos de Jesus para todos. Estamos sempre preocupados com o que estamos passando para a galera, pois, quando Jesus voltar, daremos conta de tudo”, diz o vocalista JT, lembrando que, embora muitas pessoas duvidem, os roqueiros evangélicos também podem ter uma vida consagrada. “Quando alguém quer encontrar coisas boas em você, procura e acha. Se quiser encontrar algo que não presta, e não achar, criará algo para ter motivo do que falar. Acho que chegou a hora de se ligar primeiro em Deus e depois em nós mesmos, pois já temos muita coisa para melhorar em nossas vidas. A banda está sempre preocupada com a vida espiritual e ninguém abre mão de estar em sua igreja no domingo.”

O CD e o DVD trazem sucessos como Jerusalém, Paraíso, Lágrimas e Louvai, além de uma inédita, Metal Nobre. Alguns hits acabaram ficando de fora, como Amar e Cálice. Entre rocks pesados e baladas, com uma ótima performance de toda a banda, em especial do guitarrista Leonel Valdez, é nítida a influência de grupos como Fruto Sagrado e Resgate, até mesmo pelo releitura hardcore de corinhos no fim do disco, algo que o Resgate fez, com sucesso, em Florzinha.

Mas também é possível notar algumas influências de bandas seculares, como Guns ‘n’ Roses e Scorpions. JT confirma, mas garante que sabe separar o joio do trigo.

“Quando alguém quer se formar, por exemplo, em Psicologia ou História, estuda somente em livros escritos por cristãos? Eu analiso todas as coisas e retenho, como diz a Palavra de Deus, somente o que é bom, descartando o que não presta. Quanto a essas duas bandas, curto muito o dom que Deus deu para elas. Só lamento que seus integrantes não tenham dedicado esse dom para o louvor e a adoração de nosso Senhor Jesus”, diz o vocalista.

O fato de o Metal Nobre ter uma sonoridade semelhante a algumas bandas de rock secular, mas com letras que falam do amor de Deus, acaba sendo uma poderosa arma de evangelização. E realmente, nos shows da banda Brasil afora, muitas pessoas têm se convertido. Mesmo de longe, JT e cia. acompanham a vida desses novos crentes.

“Nós temos os Amigos do Metal, que estão espalhados por todo o Brasil. Eles acompanham as pessoas que se convertem em nossas apresentações, pois não temos como acompanhar a todos por morarmos longe demais. Porém temos recebido informações da galera sobre o que está acontecendo com os novos convertidos”, conta JT.

Ainda falando de bandas seculares, desta vez nacionais, Brasília, terra natal do Metal Nobre, foi o maior celeiro do rock brasileiro nos anos 80, com o surgimento de bandas como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. Será que o interesse de JT pelo rock veio dessa época?

“Estou completando 40 anos e já curtia rock um pouco antes dessa época. Só não vale me chamar de dinossauro, valeu?”, brinca o cantor.


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