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  Com a cara do Brasil

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Sérgio Santos não se preocupa com o que irão falar de seu samba, calcado no violão e no piano. “As pessoas que pensam o samba de forma mais tradicional podem estranhar, mas esta é a minha maneira de fazer música”, diz o cantor

Por Leisa Ribeiro e Marcos Paulo Bin
11/09/2004

Há 22 anos, o mineiro Sérgio Santos, nascido em Varginha, sul de Minas Gerais, começou sua carreira musical participando como cantor do espetáculo Missa dos Quilombos, de Milton Nascimento. A partir daí, aperfeiçoou seus conhecimentos musicais como violonista, intérprete, arranjador e compositor, mas só em 1996 lançou seu primeiro CD, Aboio, com participações de Sivuca e do violonista Raphael Rabello. Seu fascínio pelo violão começou ainda pequeno. Não teve professor de violão ou música, apesar de ler uma pauta musical.

“Aprendi observando”, admite o cantor, que se considera formado por Antonio Carlos Jobim, Edu Lobo, Francis Hime e Dori Caymmi.

O som que Sérgio Santos faz tem a cara do Brasil. Utiliza de sensibilidade misturada com balanço, mas sem perder a malandragem. Seu mais recente CD, auto-intitulado (Biscoito Fino), mostra o samba visto com olhar todo pessoal. Em vez de cavaquinho e muita percussão, o disco é calcado em piano e violão, em músicas ora animadas, ora melancólicas.

“As pessoas que pensam o samba de forma mais tradicional podem estranhar, mas esta é a minha maneira de fazer música. Eu procuro a minha linguagem, independentemente de ela ser usual ou não. Isso também tem a ver com a forma com que trabalho a harmonia, que também não é nada tradicional. Esta é a minha forma de ver o samba”, diz Sérgio Santos.

Francis Hime e Leila Pinheiro participam do disco

A sonoridade do disco – o quarto da carreira de Sérgio Santos, o segundo pela Biscoito Fino – é impecável. A produção é de Rodolfo Stroeter, e os músicos são de primeira linha: além do próprio Stroeter, no baixo, participam André Mehmari (piano), Tutty Moreno (bateria) Nailor Proveta e Teco Cardoso (saxofones), entre outros. Todos os envolvidos na elaboração do CD foram escolhidos pelo próprio cantor.

“A Biscoito Fino me dá liberdade total. Faço tudo que quero, sem limitação, e isso é fundamental para o artista. Esse é um dos grandes motivos pelo qual a gravadora merece ser louvada”, afirma Sérgio Santos, ressaltando a importância dos músicos para o resultado final, com o qual se ele se diz bastante satisfeito. “Meu segundo disco, Mulato, tem a mesma temática deste último, mas eu escrevi todos os arranjos; tive o domínio completo. A diferença para Sérgio Santos é que, agora, eu parti do contrário. A contribuição dos músicos é muito maior, e é talvez a principal característica do disco. Tanto é que todo mundo tocou junto, cada um da sua forma; eu só pus a voz depois. O resultado é o registro sonoro daquele momento no estúdio, algo que não conseguiríamos repetir.”

O CD traz dois convidados, velhos amigos pessoais e profissionais de Sérgio Santos. Francis Hime canta em Paixão Bandida, e Leila Pinheiro, em Coração de Mulher. Cantar com Francis, para Sérgio, foi uma grande emoção.

“Eu sempre digo que três pessoas influenciaram as minhas composições: Dori Caymmi, Edu Lobo e Francis Hime. Além do Tom, que influenciou os três. Foi muito legal o Francis ter aceito meu convite; foi como cantar ao lado de um ídolo. Gostei muito do resultado”, conta Sérgio Santos.

Já Leila Pinheiro é considerada por ele como uma cantora ímpar.

“A Leila não pensa só na interpretação; ela lê a música como um músico. Sempre que eu ouvia essa canção, na hora me vinha o nome da Leila na cabeça. E, na hora da gravação, ficou claro que eu estava certo.”

Paixão Bandida e Coração de Mulher são duas canções um tanto tristes, melancólicas, uma característica do CD. Será que Sérgio Santos concorda com seu principal parceiro, Paulo César Pinheiro, para quem o samba de hoje está muito “alegrinho”?

“Bem mineiramente, não sei confirmar nem desmentir isso”, responde Sérgio Santos. “O samba, e a música em geral, são uma forma de expressão. Se tiver que falar sobre alegria ou melancolia, o samba se presta a isso. Acredito que essa afirmação pode ser verdadeira ou falsa, dependendo do que você tem a dizer. Mas o que o Paulinho quis dizer, na minha opinião, é que hoje se perdeu uma forma de fazer samba, que vem de Baden Powell e Bororó, e que ele tentou trazer de volta de forma magnífica, em O Lamento do Samba. E eu acho que, de certo modo, também tento esse resgate no meu disco.”


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