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  The Best of Both Worlds: a coletânea definitiva do Van Halen

Capa da coletânea The Best of Two Worlds. O CD, duplo, traz os principais sucessos do Van Halen, gravações obscuras, versões ao vivo e três faixas inéditas

Por Marcos Paulo Bin
10/09/2004

Embora já possa ser adquirido em algumas lojas virtuais, o novo DVD do grupo de hard rock Van Halen, Live without A Net, chega oficialmente às lojas “tradicionais” dos Estados Unidos no dia 14 de setembro. O disco audiovisual é uma reedição do VHS lançado em 1986, quando a banda fazia um show na cidade americana de New Haven, dentro da turnê do álbum 5150, que marcava a entrada do vocalista Sammy Hagar.

Enquanto o DVD não chega ao Brasil – sabe-se lá quando isso acontecerá – os fãs podem ir curtindo a generosa coletânea The Best of Both Words (Warner). Em 36 faixas, o CD duplo dá uma boa varrida pelos 20 anos de carreira discográfica do Van Halen, mostrando as várias fases vividas pelo quarteto. Há também três canções inéditas: It’s About Time, Up for Breakfast e Learning to See.

Formado em meados dos anos 70 pelos irmãos holandeses Eddie (guitarra) e Alex Van Halen (bateria), que deram seu sobrenome ao grupo, o Van Halen, em quase três décadas, sofreu com as constantes trocas de vocalista. Do primeiro LP, o aclamado Van Halen, de 78, até 1984, de 84, o microfone estava nas mãos de David Lee Roth. O ex-Montrose Sammy Hagar assumiu os leading vocals em 86, no disco 5150 – grande sucesso de vendas, provando que a mudança não afetou a popularidade do quarteto formado ainda pelo baixista Michael Anthony. Ele permaneceu até 95, um ano após o lançamento de Balance, disco que trazia a balada Can’t Stop Loving You, um dos maiores hits da banda.

Em 96, David Lee Roth voltou ao Van Halen só para gravar duas faixas inéditas na coletânea Best of Volume 1. Quase tão efêmera foi a passagem do vocalista Gary Cherone, ex-Extreme, que entrou em 98, gravou o CD Van Halen 3, participou de uma turnê e saiu.

Depois disso o Van Halen passou por um recesso, à espera de um novo vocalista. Quando muitos apostavam no retorno de David Lee Roth, quem voltou foi Sammy Hagar. É dele a voz nas três faixas inéditas de The Best of Both Worlds, e é com ele que os irmãos holandeses e Michael Anthony vêm excursionando em 2004 pelos Estados Unidos.

Faixas não seguem ordem cronológica

The Best of Both Worlds, também nome de uma música de 5150 (sem o “the”), apresenta os principais sucessos do Van Halen, coletados de seus 11 discos e remasterizados digitalmente, mostra algumas coisas obscuras e ainda vem com três boas faixas inéditas, com destaque para It’s About Time, o primeiro single.

O grande problema da coletânea é a falta de linearidade. É curioso porque o encarte traz, em inglês, toda a história do grupo, disco a disco. Mas na hora de escolher a ordem das faixas o critério, se existe, é desconhecido. As músicas gravadas por David Lee Roth e Sammy Hagar aparecem misturadas, sem nenhuma cronologia. Como o disco é duplo, as canções poderiam vir em ordem de gravação, com um disco para a “fase Roth” e o outro para a “fase Hagar”.

Para complicar ainda mais a cabeça do ouvinte, o CD 2 traz versões ao vivo, retiradas do disco Live: Right Here, Right Now (93), para os hits Ain’t Talkin’ ‘Bout Love, Panama e Jump na voz de Hagar. As três músicas, originalmente, foram gravadas em estúdio por Roth. Acaba sendo um exercício curioso para os fãs discutirem quem é melhor. Pelo menos a coletânea não traz nenhuma música de Van Halen 3...

O CD 1 é melhor, pois traz as inéditas e os maiores hits do grupo, conhecidos até por quem nunca ouviu a palavra Van Halen: o clássico Jump, figura certa na programação de qualquer FM que toque rock, e a balada não menos conhecida Can’t Stop Loving You. Outros sucessos são Ain’t Talkin’ ‘Bout Love e You Really Got Me. Vale destacar ainda a instrumental Eruption, do primeiro disco do Van Halen, e a releitura de (Oh) Pretty Woman, de Roy Orbison, gravada no LP de covers Diver Down, de 82.

Do mesmo disco saiu Dancing in The Street, de Marvin Gaye (com parceiros), famosa com Martha & The Vandellas. Mas a música está no CD 2, junto com os sucessos Panama, Jamie’s Crying, Best of Both Words, Why Can’t This Be Love e Not Enough, além das já citadas faixas ao vivo.

The Best of Both Worlds nasce como a coletânea definitiva do Van Halen e, possivelmente, marca o início de uma nova trajetória para o grupo, desta vez sem interrupções. Se você não tem os discos originais, é uma ótima pedida. Mas, se quiser saber sobre a história do grupo, guarde este texto, traduza o encarte e procure alguma biografia deste que é um dos principais nomes do hard rock mundial.

 
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