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  Rush celebra a diversão em álbum de covers

Arquivo U.M.
No show do Maracanã, Geddy Lee teve de se desdobrar entre baixo e teclado. Em Feedback, o Rush preferiu deixar as teclas de lado, o que garantiu ao disco uma sonoridade mais crua

Por Marcos Paulo Bin
01/09/2004

Bastam oito faixas e 27 minutos para o Rush fazer um grande disco. E não precisam ser músicas autorais, muito menos novas. Comemorando 30 anos de lançamento de seu primeiro álbum, auto-intitulado – que trazia o clássico Working Man – o trio canadense formado por Geddy Lee (baixo e voz), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) volta às origens e grava um CD de covers. Feedback (Warner) traz um repertório formado por canções que os três tocaram no início de suas carreiras, antes mesmo de formar o Rush, ou que simplesmente os influenciaram.

“Era abril de 2004, mas eu, Geddy e Alex estávamos canalizados de volta para 1966 e 1967, quando éramos iniciantes de 13 e 14 anos. Achamos que seria uma maneira apropriada para comemorar nossos 30 anos juntos se retornássemos às nossas raízes e prestássemos um tributo àqueles com os quais aprendemos e que nos inspiraram. Pensamos que poderíamos gravar algumas das músicas que a gente costumava escutar, aquelas das quais, cuidadosamente, aprendemos a harmonia, a melodia e o ritmo e até tocávamos nas nossas bandas antigas”, explica Neil Peart, no texto de apresentação do disco.

Para o baterista, gravar esse repertório foi uma forma de fazer aniversário se divertindo.

“As músicas celebram uma época divertida nas nossas vidas, e nós nos divertimos celebrando essa época”, afirma.

Com releituras de clássicos do folk, rock e blues, Feedback foi lançado mundialmente em junho, mas só chegou ao Brasil em agosto, trazendo diferenças na ordem das faixas. O disco surge menos de um ano depois dos magníficos CD e DVD Rush in Rio, gravados na lendária apresentação do trio no Maracanã, em novembro de 2002.

Outra banda de hard rock fez um projeto semelhante este ano, o Aerosmith, com seu Honkin’ on  Bobo (clique aqui para ler a matéria). Embora deva-se respeitar as devidas diferenças entre os grupos – o som do Rush é mais influenciado pelo rock progressivo, menos radiofônico, e o trio não explora tanto as baladas como Steven Tyler e cia. – os dois discos são muito bons, e lideram facilmente o ranking dos melhores de 2003 entre os lançamentos de rock internacional com repertório que não é inédito.

Uma curiosidade de Feedback é que algumas versões do Rush não são baseadas nos originais, mas sim em outras versões. Crossroads, por exemplo, era um do
www.rush.com
Capa do livro “Rhythm and Light”, que traz fotos de Neil Peart tocando bateria
s covers que a primeira banda de Peart, Mumblin Sumpthin, tocava, inspirada não no autor da canção, o bluesman Robert Johnson, mas na leitura do Cream, grupo do qual fez parte Eric Clapton. A mesma coisa acontece com Summertime Blues: o cover do trio para o clássico de Eddie Cochran (composta com Jerry Capehart) também fazia parte do repertório da Mumblin Sumpthin, que a tocava inspirada nas versões de Blue Cheer e The Who.

Do repertório original do The Who, o Rush relê uma canção nada óbvia, The Seeker. Já dos Yardbirds (outra banda da qual Eric Clapton fez parte antes de partir para a carreira solo), o trio apresenta dois grandes sucessos: Heart Full of Soul e Shapes of Things, esta última com nítida influência beatle. O repertório termina com For What It’s Worth e Mr. Soul, dos conterrâneos do Buffalo Springfield (último grupo de Neil Young antes da carreira solo), e Seven And Seven Is, do Love.

Neil Peart ganhará livro de fotos

Se fosse para resumir o espírito de Feedback em uma só uma música, Crossroads, que encerra a versão brasileira do disco, seria uma ótima representante. A canção ganhou uma versão incendiária. Tudo que fez a fama do Rush está ali: a voz rascante de Geddy Lee, a habilidade de Alex Lifeson na guitarra, com solos memoráveis, e o virtuosismo de Neil Peart, considerado, não à toa, um dos melhores bateristas do mundo.

E o que é melhor: em Feedback, o Rush deixou de lado os teclados – que tiveram presença marcante em Rush in Rio, quando o trio releu toda a sua trajetória – e também os backing vocals, o que conferiu ao disco uma sonoridade crua, essencialmente roqueira. Mas a utilização de instrumentos pouco tradicionais como mandola e címbalo deu uma riqueza extra às canções. Além de Crossroads, vale destacar as versões de Heart Full of Soul, que começa como balada folk, misturando guitarra e violão, e ganha peso no decorrer da música, e For What It’s Worth, a única que mais se aproxima de uma balada.

Neste momento, o Rush faz uma turnê comemorativa de seus 30 anos. Em agosto, eles passaram por Estados Unidos e Canadá. Em setembro, é a vez da Grã-Bretanha: Londres (8 e 9), Birmingham (11 e 15), Manchester (12) e Glasgow (14). Neil Peart ganhará um livro de fotos, chamado “Rhythm and Light”, tiradas pela fotógrafa Carrie Nuttall. E os fãs, é claro, aguardam um novo álbum de músicas inéditas, que não vem desde Vapor Trails, de 2002.       


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   Disco:  Feedback
     Ficha técnica, faixas e compositores

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