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  Sucesso de vendas, coletânea da Line ganhará segundo volume, incluindo disco do grupo Som Maior

Edilson Maia é um dos 11 artistas contemplados na série Seleção de Ouro, que em setembro ganhará outros nomes

Por Marcos Paulo Bin
20/08/2004

Sejam os tempos de vacas gordas ou magras, explorar o catálogo sempre foi de praxe entre as grandes gravadoras, principalmente as multinacionais. Ainda nos tempos de Polygram, a atual Universal criou algumas coletâneas famosas, como A Arte de, lançada originalmente na década de 70 e agora reeditada. Mais recentemente, a série Millennium revisitou, com muito sucesso, a obra de vários artistas que são ou foram da companhia, atualizando as antigas compilações.

Outras gravadoras lançaram séries que ficaram conhecidas e depois foram reeditadas, às vezes trocando apenas o nome e incluindo algumas poucas faixas diferentes. É difícil conhecer alguém que não tenha em casa nenhum disco, por exemplo, da série Minha História, lançada em dois volumes, nos anos 90, pela EMI. No mesmo período, uma bem interessante da WEA (Warner) foi Geração Pop, com discos de Lulu Santos, Barão Vermelho, Kid Abelha, Ney Matogrosso, Pepeu Gomes e outros. No início dos anos 2000, a companhia inovou com E-Collection, coletânea dupla que trazia, no primeiro disco, os sucessos do artista em questão, e no “lado-B” raridades. Hoje é difícil encontrá-la nas lojas, mas se você tiver paciência para procurar vale a pena adquirir discos como os de Sandra de Sá, Tom Jobim e Papeu Gomes & Moraes Moreira.

O mercado gospel também começa a investir em seu catálogo, mesmo tendo uma grande peculiaridade: os discos religiosos não são tão perecíveis quanto os seculares. O evangélico, quando compra um CD, o “consome” por inteiro, enquanto as outras pessoas preferem os sucessos. A gravadora MK Publicitá, há alguns anos, relançou antigos discos de seus artistas no esquema dois-em-um. Em 2004, a coletânea romântica Amo Você completou 10 anos, mostrando que as músicas evangélicas, hoje, não precisam mais necessariamente falar só de Deus.

Em 2003, a Line Records colocou no mercado a série Seleção de Ouro. A princípio foram dez títulos, entre discos de artistas e temáticos (louvor, oração, fé etc.). Mas o sucesso foi tanto que outros oito discos foram lançados, todos com média de vendas acima de 60.000 cópias. Em setembro próximo, numa feira de produtos cristãos em São Paulo, a gravadora lançará o segundo volume de alguns artistas e temas, além de novos nomes. Entre eles, haverá uma coletânea dedicada ao grupo Som Maior, um dos pioneiros da moderna música gospel, apenas com gravações originais dos anos 70 e 80.

Uma série inovadora

A série Seleção de Ouro tem uma proposta bem interessante: ela não se prende aos sucessos do artista. Há, sim, músicas conhecidas, mas também outras tão boas quanto os hits que passaram despercebidas, devido ao famigerado esquema da “música de trabalho”, um mal que aflige todos os mercados.

Outra característica bastante própria é o fato de não conter apenas fonogramas da Line: a companhia pediu liberação para incluir músicas do artista lançadas por outras gravadoras. O disco de Marquinhos Gomes, por exemplo, traz o grande sucesso O Amor Nunca Perde, lançado pelo cantor em seus tempos de Som e Louvores. Já o de Nelson Ned traz Que Amor É Esse, fonograma pertencente à Bom Pastor.

Como a maioria das coletâneas, a Seleção de Ouro sofre o grave defeito da falta de informação nas fichas técnicas. Hoje, a série abrange a carreira de 11 artistas: Melissa, Cristina Mel, Gerson Cardozo, Edilson Maia, Nelson Ned, Leonor, Marco Aurélio, Marquinhos Gomes, Thalyta, Mattos Nascimento e Sérgio Lopes. Nenhum dos discos traz informações como data da gravação das músicas ou o álbum em que elas foram originalmente lançadas.

Pior que isso, algumas informações importantes são ocultadas. No CD de Edilson Maia, por exemplo, não é dito que na faixa Mulher de Deus ele canta com Shirley Carvalhaes, e que as três últimas músicas são regravações até então inéditas. No de Sérgio Lopes, não é citado que a faixa Brilhante é dos tempos em que ele era um dos integrantes do grupo Altos Louvores (uma outra vocalista do grupo, inclusive, faz dueto com o cantor, mas o encarte não diz quem).

O diretor comercial da Line Records, Maurício Soares, alega que a falta de informações no encarte é para baratear o preço dos CDs. Mas ele reconhece que há erros, e afirma que, além de os encartes estarem sendo revisados, os novos volumes virão mais completos. Confira no link a seguir uma entrevista com o executivo, que fala da série Seleção de Ouro e da importância das coletâneas para o mercado fonográfico.


Veja mais:


  Entrevista com Maurício Soares: “não temos interesse em guardar no armário produtos, artistas e canções que interessam ao nosso público”


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