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  True Tones: tecnologia não-pirateável a favor das gravadoras

Guilherme, Lulu e Alberto na coletiva que anunciou a parceria entre a BMG e a Oi, pela qual músicas do cantor são usadas como toques de celular. Antes da Oi, no entanto, a multinacional já havia fechado parceria com a Vivo, para True Tones do Capital Inicial

Por Marcos Paulo Bin
14/08/2004

Por trás da pirataria, uma das principais causas da crise vivida pelo mercado fonográfico mundial, está a tecnologia. Com a substituição do LP pelo CD, veio o formato de música digital, que é facilmente copiado mantendo-se as mesmas características – a qualidade de som é igual, pode-se trocar as faixas da mesma forma etc. – algo impossível no antigo vinil. A popularização dos PCs e a internet pioraram a situação. Hoje, qualquer pessoa, sem sair de sua casa, pode ter praticamente o mesmo CD que é vendido nas lojas, baixando as músicas através de programas como o Kazaa ou copiando o CD original em seu computador.

Como o formato digital é um caminho seu volta – pelo contrário, a evolução é constante – as gravadoras estão buscando caminhos alternativos para o disco como hoje ele é conhecido, pois, além de os piratas abocanharem boa parte das vendas, muitos especialistas já prevêem o fim do CD em um futuro breve. No Brasil, a BMG sai na frente, fazendo parcerias com operadores de celular para disponibilizar, através de download, músicas de verdade de seus artistas nos aparelhos do consumidor. São os True Tones, que estão surgindo para tomar o espaço dos ringtones monofônicos e polifônicos.

Em 2003, quando a novidade chegou aos Estados Unidos, cerca de 5% dos usuários de celular aderiram aos True Tones. Segundo a Zigy, empresa americana de tecnologia, a expectativa para 2004 é que o número chegue a 70%.

Capital Inicial e Lulu Santos: das rádios para os celulares

O primeiro artista da BMG a ter suas músicas disponíveis para download em celulares foi o Capital Inicial. A parceria foi com a Vivo, que está disponibilizando 30 segundos das faixas do novo CD do grupo brasiliense, Gigante, além de alguns sucessos antigos. A gravadora considerou o Capital Inicial a banda ideal para a estréia do projeto “pelo seu perfil arrojado e moderno, com um som que agrada a todas as gerações, sendo um dos ícones do rock dos anos 80, mantendo-se atual e com fôlego renovado 20 anos depois”.

“A banda vem se posicionando sempre alinhada às inovações tecnológicas e às mudanças no padrão de consumo de música, sobretudo do jovem consumidor. Prova concreta disso é a faixa multimídia presente no álbum Gigante, que traz um videoclipe, entrevista e fotos para os fãs curtirem em seus PCs”, diz uma nota distribuída à imprensa pela multinacional.

O vocalista da banda, Dinho Ouro-Preto, também gostou da novidade. Na mesma nota, ele fala do assunto com bom humor, citando trechos de músicas em suas declarações.

“Estamos levando a máxima ‘o artista tem de ir aonde o povo está’ (Nos Bailes da Vida, de Milton Nascimento e Fernando Brant) aos extremos: no CD player, no celular... Onde quer que os nossos fãs quiserem nos ouvir, queremos estar! (uma brincadeira com Eu
Nos estados onde a Oi atua, o novo disco de Lulu Santos, MTV Ao Vivo, traz um adesivo estimulando os consumidores a baixarem as músicas do cantor em seus celulares
Vou Estar, sucesso do grupo)
É a era multimídia, e somos totalmente pró high-tech. Não é à toa que nosso ‘mascote’ é um robô. Quem sabe daqui a algum tempo não estaremos fazendo shows em projeções holográficas exclusivas para os nossos fãs?”, diz o cantor.

A seguir, veio Lulu Santos. Mas as músicas do rei do pop nacional poderão ser ouvidas por quem possui aparelhos da Oi, empresa pertencente ao Grupo Telemar. A parceria foi anunciada numa coletiva no dia 12 de agosto, no Rio de Janeiro. Onze canções de Lulu – todas em versões de estúdio – poderão ser ouvidas exatamente como nos discos, inclusive Sem Nunca Dar Adeus, a única faixa inédita e gravada em estúdio de seu mais recente trabalho, o CD e DVD MTV Ao Vivo.

“Bendita hora que quis fazer uma versão mais formal dessa música”, brinca Lulu, que, no início, pensava apenas em fazer o registro ao vivo, para o DVD. “Fico feliz de ter criado uma história na música brasileira que me permitisse ser escolhido pra este projeto pioneiro.”

Alguns dos antigos sucessos do cantor escolhidos para iniciar o projeto são Assim Caminha A Humanidade, Casa, A Cura, Toda Forma de Amor, Tudo Bem e Tudo Igual. Em comum entre as músicas, o fato de todas fazerem parte de discos lançados por Lulu na BMG. Ou seja, os hits da época de Warner – Um Certo Alguém, De Repente Califórnia, O Último Romântico, entre outras – não estão contemplados, a princípio. Nem mesmo as versões ao vivo, regravadas em Acústico MTV e MTV Ao Vivo.

“A MTV não teve agilidade para conseguir a liberação. Mas no futuro a intenção é que todas as músicas de Lulu possam ser usadas como True Tones”, diz Guilherme Zattar, vice-presidente de Marketing da BMG, que está apostando todas as suas fichas nessa nova tecnologia. “Esta uma forma de distribuir música legítima, de forma não-pirateável. Os True Tones abrem uma nova fonte de receita para as gravadoras.”

Alberto Blanco, diretor de Marketing da Oi, vai além, lembrando que as possibilidades, em um futuro próximo, são infinitas.

“Não vai demorar para que se possa ouvir músicas inteiras ou até mesmo assistir a um DVD no celular. Para 2005, a Oi pretende que videoclipes inteiros possam ser baixados”, conta Alberto.

Nos estados onde a Oi atua, a capa de MTV Ao Vivo trará um adesivo (veja foto) incentivando o consumidor a fazer o download das músicas de Lulu. A operadora também está patrocinando a turnê do disco, que começou no dia 13, em Minas. Além disso, a BMG pretende estender a tecnologia dos True Tones para outros artistas de seu cast. Restam apenas duas dúvidas. Uma é saber quais artistas estarão nos aparelhos da Oi e quais estarão nos da Vivo. E a outra é quando as demais gravadoras vão seguir o rastro da BMG.      

 
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