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  Skank mostra mais maturidade e menos sucessos na turnê de Cosmotron

A turnê de Cosmotrom tem como uma das atrações o cenário, que lembra o psicodelismo dos anos 70
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Por Marcos Paulo Bin
12/08/04

Até a turnê de Siderado, quarto disco do Skank, os shows da banda mineira eram assim: Samuel Rosa (voz e guitarra), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria), mais um trio de metais (sax, trompete e trombone), tocavam praticamente todas as suas músicas, incluindo, é claro, todos os hits que tinham. Os shows, principalmente quando eles estavam inspirados (quase sempre), eram longos, às vezes cansativos. Havia até mesmo algo de ingenuidade no ar. Mas nenhum fã poderia reclamar, ao final, de não ter ouvido aquela música de que tanto gostava.

Três discos depois, as coisas não são mais assim. Maquinarama, melhor disco do Skank até hoje, acentuou o rock em meio ao pop-ska-reggae do quarteto. O trabalho seguinte, o revisionista MTV Ao Vivo, serviu como uma espécie de divisor de águas, o fechamento de um ciclo, para que viesse Cosmotron. Um disco bem diferente de Calango, por exemplo, o segundo trabalho da banda, que a projetou nacionalmente. As músicas ganharam mais guitarras, teclados e eletrônica, tornaram-se mais densas e perderam um pouco aquele ar de festa que tinham Jackie Tequila, É Uma Partida de Futebol, Saideira, Garota Nacional, É Proibido Fumar e tantas outras.

As mudanças, naturalmente, se refletiram no palco. Na turnê de Cosmotron – CD que, até agora, vendeu 180 mil cópias, e que acaba de sair na versão em DVD, o segundo da banda – o Skank ganhou mais um guitarrista (Doca Rolim) e perdeu o saxofonista. A presença dos dois outros “metaleiros” (Aristides no trombone e Paulo Marcio no trompete), que antes era constante em todo o show, agora fica reduzida a alguns momentos. Outra surpresa, bastante positiva, é a evolução de Samuel Rosa como guitarrista. O cantor tornou-se um ótimo instrumentista, fazendo um bom par, no front, com o também excelente tecladista Henrique Portugal.

Shows privilegiam repertório do novo disco

O repertório do atual show do Skank também é bem diferente daquele dos primeiros discos. A fase mais roqueira da banda mineira é bem exemplificada na versão para É Proibido Fumar, que desde MTV Ao Vivo tem as guitarras à frente dos metais.

Mas não são apenas os arranjos que mudaram. Como no DVD, nos shows o Skank tem privilegiado as músicas de Cosmotron, que estourou as faixas Dois Rios e, principalmente, Vou Deixar, tocada até a exaustão. Agora está começando a despontar uma terceira faixa de trabalho, Amores Imperfeitos. Com isso, vários sucessos têm ficado de fora, para tristeza dos fãs.

O DVD de Cosmotron, produzido por Luiz Carlos “Meu Bom” e gravado em março último, em São Paulo, numa parceria da gravadora Sony com o canal Multishow, tem 24 faixas (22 músicas diferentes). Nove delas são iguais as do CD: Supernova, Por Um Triz, Formato Mínimo, As Noites, Nômade, Vou Deixar, Amores Imperfeitos, Dois Rios e Pegadas na Lua.

Onze canções já haviam sido registradas no DVD anterior do grupo, lançado pela MTV: É Uma Partida de Futebol, Esmola, Jackie Tequila, Balada do Amor Inabalável, Acima do Sol, Três Lados, Garota Nacional, Resposta, Tão Seu, Saideira e Canção Noturna. Apenas duas não estavam naquele disco: Rebelião, um rock pesado e contestador gravado originalmente em Maquinarama, e Zé Trindade, uma daquelas deliciosas músicas em clima de gafieira do “velho” Skank, registrada em O Samba Poconé (maior sucesso de vendas do grupo até hoje, de onde saíram Tão Seu e Garota Nacional).

Fora a performance empolgante do quarteto e dos músicos de apoio, o DVD traz um cenário fantástico, assinado por Gringo Cardia a partir de pinturas de Beatriz Milhazes. O clima é de psicodelismo total, remetendo aos anos 70, assim como a sonoridade do CD Cosmotron, fortemente influenciado pelos Beatles.

Enfim, a turnê de Cosmotron – e, conseqüentemente, o DVD – mostram que o Skank evoluiu muito em repertório, arranjos, letras, presença de palco. Aquele grupo ingênuo acabou, e em seu lugar surgiu uma banda madura, que se impõe (no bom sentido) perante a platéia. Cosmotron deu ao Skank o status de principal banda pop do Brasil. Mas nos, shows, dá uma pontinha de saudade de Te Ver, Pacato Cidadão, Siderado, Mandrake E Os Cubanos, Fica, Tanto...


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