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  Seguindo no trem azul

Divulgação
Ex-roqueiro, Fábio Nestares acredita que é mais difícil cantar músicas românticas do que rock. “O público que gosta de romantismo é muito segmentado. Para essas pessoas gostarem do seu som, você tem que ser verdadeiro”, afirma

Por Marcos Paulo Bin
11/08/2004

Embora continue fazendo shows lotados Brasil afora, e tenha até gravado um disco ao vivo recentemente (ainda a ser lançado), o grupo Roupa Nova, há algum tempo, não vive mais a áurea fase da década de 80 e do princípio dos anos 90. Atualmente, é mais fácil encontrar Paulinho, Nando, Kiko, Serginho, Ricardo Feghali e Cleberson Horsth nas fichas técnicas dos mais diversos discos, como produtores, arranjadores ou músicos, até mesmo de artistas gospel (alguns deles são evangélicos), do que cantando suas músicas no rádio ou na TV.

Mas é claro que o legado daquele Roupa Nova permanece. No mundo gospel, nomes como o grupo Novo Som, um dos mais famosos do segmento, são fortemente influenciados pelo sexteto. Na música pop secular dos anos 90 e 2000, os exemplos de “seguidores” são vários. Um recente é Fábio Nestares. Quem ouvir o segundo CD do cantor paulista, auto-intitulado, vai sentir saudades do tempo em que se seguia no trem azul.

Estreando na Universal, Fábio Nestares grava 13 músicas no melhor estilo pop-romântico do Roupa Nova. Em algumas faixas, a semelhança – de sua voz, dos vocais de fundo e de estilo – é incrível, como em Confesso, Um Amor pra Viver, Só Você e Anjo.

Um fato que não é coincidência ou apenas influência musical. A produção e os arranjos do disco são de Ricardo Feghali, que ainda toca teclado e cuida do Pro-Tools. Alguns parceiros de banda também participam: Kiko toca guitarra e violão e faz vocais, enquanto Serginho toca bateria e canta. Felicidade total para o fã confesso.

“Quando soube que o Feghali produziria meu disco, fiquei extasiado. Adoro o Paulinho cantando e sou fã incondicional do Roupa Nova, tanto como sou do Luiz Miguel e dos Beatles”, diz Fábio, já adiantando outras duas influências suas: a música latina e o rock.

Veia roqueira

A música romântica vem acompanhando Fábio Nestares nos últimos anos. Seu primeiro CD, lançado pela gravadora independente Number One, era nesse estilo. Em 2002, o cantor se tornou conhecido nacionalmente cantando baladas sobre amor no programa global “Fama”, do qual foi um dos finalistas. Mas nem sempre foi assim.

Fábio começou a carreira na década de 80, aos 15 anos, montando uma banda de rock com amigos. Depois de um vôo solo, voltou a formar um grupo, desta vez de country-rock, chamado Os Harrys. Mais tarde, entrou para o Sunday (onde ainda está), banda dos anos 70 que tem ex-integrantes das Harmony Cats, do Rádio Táxi e do Magazine. O que o teria levado, então, ao romantismo?

“Comecei a carreira me apresentando em barzinhos, onde a gente toca de tudo. Sempre gostei e me identifiquei com a música romântica”, explica Fábio, que, garante, não abandonou completamente seu passado. “Cresci ouvindo Jovem Guarda, rock brasileiro dos anos 80, Beatles, Doobie Brothers. Tanto é que o meu disco tem umas baladas mais agitadas. O show é romântico, mas também tem coisa mais pra cima. Tenho o rock nas veias, e isso não é nenhum paradoxo.”

Com Fábio Nestares, a Universal volta a apostar no segmento romântico, após investir – e depois abandonar – Alex Cohen, lançado ano passado como uma grande revelação dos barzinhos cariocas (lembra-se dos teasers em outdoors dizendo “Alex quem?”). A primeira faixa de trabalho do disco, Um Amor pra Viver, está sendo bem executada nas FMs populares. Fábio diz que está sendo considerado como prioridade por sua gravadora, mas mesmo assim torce para o sucesso de outros artistas de seu segmento, inclusive Alex.

“O fato de o Alex dar certo é um impulso para a nossa área, onde existem vários preconceitos. Mas Gil, Caetano e outros grandes nomes da música brasileira também sofreram preconceitos no início da carreira. Tenho orgulho do meu disco”, afirma Fábio, que acredita ser mais difícil seguir no caminho da música popular que no do pop-rock. “Para cantar música popular, romântica, tem que ter coragem. É mais fácil ter uma banda de rock, por causa dos jovens. O público que gosta de romantismo é muito segmentado. Para essas pessoas gostarem do seu som, você tem que ser verdadeiro. Se eu não estivesse feliz, não estaria indo à luta, fazendo shows e divulgando meu disco. As pessoas estão vendo como eu sou.”

O trem azul agora tem um novo passageiro.


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