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  Começando tudo outra vez

Lenilton na entrevista realizada em um shopping do Rio. O músico diz que não se arrepende de não ter mudado suas convicções, como queriam os ex-companheiros de Novo Som. “A postura que tomei foi aquela que Deus quis que eu tomasse”, afirma

Por Marcos Paulo Bin
08/06/04

“Começaria tudo outra vez, se preciso fosse / (...) Saiba, nada foi em vão”. Os versos são de uma famosa música romântica de Gonzaguinha, um dos maiores poetas que a música brasileira já teve, mas foram ditas, não exatamente com essas palavras e nesse contexto, pelo baixista e compositor Lenilton, ao se referir sobre sua saída do grupo Novo Som, no final de 2002.

Esta foi a primeira vez que Lenilton falou sobre o assunto. Em um shopping da Zona Oeste do Rio, o músico, muito calmo e, em nenhum momento, fazendo acusações contra os ex-companheiros, deu sua versão para as declarações de Alex Gonzaga, Mito e Geraldo Abdo em duas entrevistas ao UNIVERSO MUSICAL (uma só de Alex e outra dos três). O ex-baixista e principal compositor do Novo Som frisou que não pretendia responder ao que foi dito, mas que se viu forçado a isso quando o filho leu a recente reportagem que o site fez sobre o novo disco do grupo, Vale A Pena Sonhar, o primeiro sem Lenilton.

“Não tenho rancor de nenhum deles, mas esse assunto já estava atingindo a minha família, por isso eu precisava falar”, explica Lenilton. “Quando saí da banda, não tive tempo para sentir muito o fato porque estava preocupado com o aniversário de 15 anos da minha filha, e porque o nosso relacionamento estava muito desgastado. Foi um momento conturbado, mais para meus filhos do que para mim, pois eles acompanharam o trabalho do Novo Som desde que nasceram, chamavam aquela galera de tios. Havia uma coisa íntima entre nós. Eu fui mais guerreiro. Deus me forjou dessa forma, até porque fui criado em colégio interno, e isso te dá mais resistência para as coisas que acontecem a sua volta.”

Lenilton diz que realmente havia divergências ideológicas entre ele e os demais componentes do grupo, mas afirma que não existia, pelo menos de sua parte, nenhum problema pessoal ou litigioso, como chegou a afirmar o vocalista Alex Gonzaga na entrevista mais recente. Na anterior, Alex disse que o ponto alto dos desentendimentos se deram após uma viagem do Novo Som para os Estados Unidos. O baixista conta que lá mesmo recebeu um ultimato, em que os companheiros de banda pediam para que ele “mudasse de atitude”. Lenilton – que preferiu não entrar em detalhes – não mudou e não se arrepende.

“Existem momentos na vida em que você tem que se posicionar. Isso não significa que você não goste de A ou B, ou que tenha diferenças com as pessoas”, diz o baixista. “Nós convivemos juntos durante 20 anos. Disseram que estamos com problemas há no mínimo seis, e que nosso caso foi litigioso e pessoal. Desconheço esse fato. Como alguém que está em litígio, com mágoa, faz o que eu fiz no CD Herói dos Heróis, me referindo à banda de maneira carinhosa? Eu fui o único a agir assim. Existia, sim, uma posição minha em relação a determinadas posturas de algumas pessoas da banda. Isso eu tinha e tenho até hoje, não me envergonho de dizer. Falo isso e assino embaixo, e não vou mudar minha posição de maneira nenhuma, com qualquer um que seja.”

No caminho de Cristo

Da mesma forma que não queria, a princípio, dar a entrevista, Lenilton não pretendia montar outra banda depois que saiu do Novo Som. Após 20 anos de muitos ensaios, shows e viagens, o músico queria se dedicar à família. O compositor, produtor e arranjador continuaria existindo, embora num ritmo menor, mas o baixista seria aposentado.

Mas Deus apontou outro caminho para vida de Lenilton. Segundo o músico, o Pai o queria à frente de uma nova banda; aliás, não apenas de uma banda, mas de um grupo de pessoas que fizesse diferença na vida dos outros, que fosse um ministério itinerante. Com esse propósito surgiu o Rota 33, formado também por Adriano (voz principal), Jorjão Barreto (teclados e voz), Walmir Arueira (guitarra), Moisés (violão) e Dilson (bateria). Nem com o nome do grupo Lenilton precisou se preocupar.

“Deus deu o nome da banda – rota significa caminho, e 33, a idade de Cristo. Ou seja, é o caminho de Cristo”, conta o baixista. “Foi Deus que juntou cada um. E isso tem se testificado em cada lugar em que tocamos; Deus sempre manda uma palavra. O resultado tem sido espetacular. As pessoas têm sido muito tocadas pelo nosso trabalho, até nós mesmos. Eu sei que Deus tem preparado uma porta muito grande para nós.”

O Rota 33 já tem 12 canções gravadas para um disco. Duas delas vêm sendo mostradas a diversas gravadoras: Pra Voltar Atrás e Inabalável. A primeira Lenilton apresentou também na entrevista – é lindíssima, tanto em letra quanto em música, lembrando os grandes momentos do Novo Som. Uma sonoridade da qual, segundo o líder do grupo, não há como fugir.

“Estou mantendo a linha do Novo Som. Aliás, mantendo a minha linha, pois a música do Novo Som fui eu que fiz. Não tem como eu reaprender a compor, a arranjar. Eu arranjo do jeito que sempre arranjei, somente acrescentando alguns elementos novos. Foram 20 anos compondo dessa forma. Aos 42, não tem como aprender uma forma nova, preocupado com o trabalho do Novo Som”, argumenta.

Lenilton levou um CD com a música Pra Voltar Atrás para a sua ex-gravadora, a MK Publicitá. Ele não acredita que o fato de o Novo Som ser contratado da companhia atrapalhe as negociações, mesmo porque a música, segundo o baixista, causou grande impacto em quem a ouviu.

“Acredito que exista a possibilidade, porque é Deus quem está determinando tudo em nosso trabalho. Começamos a gravar quando Deus determinou, e assim foi quando levamos o disco para as gravadoras. E as portas das gravadoras que se abrirem serão porque Deus determinar”, afirma Lenilton, lembrando a conversa que teve com Yvelise de Oliveira, presidente da MK, após a empresária saber que até mesmo Kleber Lucas havia se derramado em lágrimas após ouvir Pra Voltar Atrás. “Antes de ir para a MK, chamei o pessoal e falei: nós vamos dizer à dona Yvelise que estamos indo para fazer a diferença, e não ser mais um. E veja como Deus é tremendo: não precisamos dizer nada disso. Quando fui lá conversar, ela me disse que sabia que Deus havia me tocado de forma diferente e que eu estava com uma nova visão das coisas. E eu disse para ela: se as portas da sua gravadora ficarem fechadas para mim, não será por sua causa, mas porque Deus fechou. E eu não vou ficar chateado, por que se isso acontecer não é para estarmos lá. Porta que Deus abre ninguém fecha, e porta que Deus fecha ninguém abre. Não estou preocupado em moldar minhas músicas para tocar na Globo, na MTV, mas para tocar as pessoas, para que Deus as utilize para fazer diferença na vida delas. O resto que vier é conseqüência.”

Antes de encerrar a entrevista, Lenilton pede para falar de novo sobre a tal postura pedida pela banda e que ele não quis assumir, desta vez associando o fato ao seu novo grupo.

“Eu não quis mudar e não mudaria novamente, repetiria tudo. Sabe por quê? Porque tenho convicção de que a postura que tomei foi aquela que Deus quis que eu tomasse. Tanto é que Deus tem honrado o meu trabalho agora. Aí começa um monte de gente a se preocupar com isso, tentando provar o contrário. A Bíblia diz que mil cairão ao seu lado, 10 mil a sua direita, mas você não será atingido. Eu creio nisso, com a certeza de que o Rota 33 seguirá em frente”, afirma.

Voltando a Gonzaguinha, Lenilton poderia mais uma vez repetir as palavras do poeta, dizendo que tem fé no que virá e que, apesar tudo, é alegre ao olhar para trás. Afinal, sua nova rota nada mais é do que a continuação do que ele percorreu durante 20 anos, sempre com muito sucesso.


Veja mais:


  Entrevista com Leniton: o Rota 33
  Entrevista com Lenilton: a saída do Novo Som


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