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  A bem-sucedida fusão do acústico e do eletrônico

Divulgação
Paula Morelenbaum diz que, em seu 2º CD, procurou reler a obra de Vinícius de Moraes com um ar de modernidade, mas sem exageros. “Queria um disco bonito, elegante, que atraísse a atenção dos jovens para a obra de Vinícius”, afirma a cantora

Por Marcos Paulo Bin
05/08/2004

Paula Morelenbaum não conseguiu um de seus objetivos com o CD Berimbaum (Universal), em que homenageia Vinícius de Moraes: lançar o disco em 2003, quando o Poetinha completaria 90 anos. Mas o tempo é o que menos importa neste segundo trabalho de Paula, que começou a carreira no grupo Céu da Boca, nos anos 80, tocou durante 10 anos com Tom Jobim e integrou o Quarteto Jobim/Morelenbaum, ao lado do marido, o violoncelista Jacques, e Paulo e Daniel Jobim (filho e neto de Tom, respectivamente). Recentemente, formou com Jacques e o pianista japonês Ryuichi Sakamoto o trio Morelenbaum2/Sakamoto, eleito melhor grupo de MPB de 2003 pelo júri do Prêmio TIM.

Em Berimbaum, Paula – que começou as gravações em janeiro de 2003, e só concluiu no final do ano passado – transporta a música de Vinícius para o princípio do século XXI, a era do lounge, da eletrônica e da MPB remixada. Contando com o auxílio de cinco produtores – entre eles, o grupo Bossacucanova, mestre no gênero – a cantora recria 12 obras-primas do Poetinha, sozinho (Tomara, Medo de Amar) ou com alguns de seus famosos parceiros, como Tom (Insensatez), Baden Powell (Berimbau), Chico Buarque (Desalento) e Carlos Lyra (Primavera).

“Vinícius sempre esteve presente na minha vida, através dos olhos do Tom. Quando comecei a prestar atenção nas parcerias dele com outras pessoas, me encantei. Achei que dava para fazer um disco moderno sem ser exagerado. Mesmo porque Vinícius sempre teve essa essência pop, no sentido de eternidade. As coisas que ele dizia há 30 ou 40 anos ainda são atuais”, diz Paula, lembrando que escolheu, sozinha, as músicas do Poetinha que melhor se encaixariam no sotaque eletrônico. “Comecei com o ‘Livro das Letras’, que traz todas as composições do Vinícius, separadas por parceiros. Depois passei para os songbooks, e a lista começou a ficar extensa. Mas eu não queria nada muito grande nem de mau gosto, como essas músicas de Bach com batida eletrônica que você escuta no elevador. Queria um disco bonito, elegante, que atraísse a atenção dos jovens para a obra de Vinícius.”

Para conseguir esse resultado, a variedade de produtores foi fundamental. Além do Bossacucanova, participam Léo Gandelman (que também toca sax, flauta e teclado), Celso Fonseca (voz, violão, percussão e programação), Beto Villares (guitarra, baixo e samplers) e Antonio Pinto (teclado, baixo, violão, cavaquinho, percussão, bateria e programação), com quem os trabalhos começaram. Antonio é co-autor das trilhas dos filmes “Central do Brasil” e “Cidade de Deus” e, segundo Paula, um “mestre da eletrônica”.

“Como o Antonio tem muitos projetos, eu não poderia deixar tudo nas mãos dele. Também achei que poderia ser melhor ter outros estilos no disco. É bom não fixar as coisas em uma cabeça só”, explica a cantora.

Canto para as pistas

Variedade de estilos não é novidade para Paula Morelenbaum. Mesmo cantando uma MPB “clássica” ao lado de Tom Jobim, ela lançou, em 93, seu primeiro trabalho solo, auto-intitulado. O disco trazia composições de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Lenine, entre outros, e rendeu à cantora o Prêmio Sharp de Revelação de Pop-rock. O que acabou tornando natural essa mistura de música eletrônica e acústica que ela faz em Berimbaum.

“Sim, foi natural. Meu flerte com a eletrônica é até meio recente, mas com o pop é antigo. Meu primeiro disco era totalmente pop, tinha até um pouco de rock”, lembra a cantora.

Uma das músicas de Berimbaum que melhor expressam essa fusão é Canto de Ossanha, parceria de Vinícius e Baden. Uma versão que tem tudo para ganhar as pistas de dança, completamente diferente, por exemplo, daquela imortalizada por Elis Regina.

“A gravação da Elis é linda mesmo, mas em outra atmosfera. Me inspirei numa gravação da Astrud Gilberto nos Estados Unidos, bem nesse clima que nós fizemos”, conta Paula.

Lançado em maio deste ano em Portugal, o disco mal chegou ao Brasil e já está voltando para o exterior. Berimbaum está para ser lançado na Espanha, na Inglaterra, na França, nos Estados Unidos e no Japão. Em setembro e outubro, Paula e mais três músicos fazem uma turnê pela Europa. Os ensaios já começaram.

“Estamos passando para o palco as 12 músicas do disco. Para mim é uma novidade, pois o CD traz samplers (o piano de Tom Jobim na faixa Medo de Amar, retirado do disco Tom Canta Vinícius; e a voz do Poetinha e de sua filha, Luciana, lendo poemas em Consolação e Desalento, respectivamente). Não é playback nem karaokê, também tem gente tocando! Mas são coisas que a tecnologia nos permite e que resolvemos manter”, diz a cantora.

A intenção é que, na volta, o disco também seja divulgado em palcos brasileiros. E que, se possível, o maridão, atualmente tocando com Caetano na turnê de A Foreign Sound, possa dar uma canja.

“Se ele puder, com certeza vai tocar em alguma hora. Espaço para ele tem!”, afirma, bem-humorada, a mulher-coruja.


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