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  A nova roqueira da praça

Divulgação/Valério Trabanco
Luiza Possi diz que não quer que sua beleza esteja à frente de sua música. Até aí tudo bem. Mas daí a negar que essa pose seja sensual, como ela fez em entrevista coletiva...

Por Marcos Paulo Bin
01/08/2004

Antes mesmo de entrevistar Luiza Possi dava para saber o objetivo dela com seu segundo CD, Pro Mundo Levar (Indie Records). Bastava pegar a ficha técnica do CD e ver alguns dos compositores presentes no disco: Frejat, Maurício Barros, Kiko Zambianchi, Vinny, Bernardo Vilhena e Marcus Menna, todos militantes ferrenhos do universo roqueiro nacional. Ali já dava para perceber que, depois de um disco de grande apelo popular – Eu Sou Assim, de 2002 – Luiza estava procurando novos rumos para sua carreira. Melhor, como ela mesmo confirmou em entrevista coletiva, dar um sentido mais verdadeiro ao nome de seu primeiro CD.

“Este é um disco de pop-rock, com influências de MPB. É assim que sou”, disse a filha de Zizi Possi, que também gravou músicas de Zeca Baleiro e Totonho Villeroy, parceiro constante de Ana Carolina. “Meu lema sempre foi o pop-rock. Foi de uma maneira no primeiro disco, e agora, com mais profundidade, no segundo. O público que já gostava de mim não vai se decepcionar, pois faço referências ao CD anterior.”

A veia roqueira de Luiza sai apenas do discurso ao se ouvir Pro Mundo Levar. O disco começa com Em Busca da Felicidade, um pop delicioso da dupla Frejat e Maurício Barros – autores, com Maurício Santa Cecília, do mega-hit Por Você – que traz uma letra, coincidência ou não, autobiográfica, em que Luiza canta “Até parece que a cidade agora / Me vê de outro jeito / Mas eu também mudei / Em busca da felicidade / Sei que estou diferente”.

Outra dupla, Vinny e Bernardo Vilhena, assina Pequena História de Um Grande Amor, um pop-romântico, mostrando que Luiza está certa ao dizer que não abandonou completamente seu lado mais popular. Vocalista do LS Jack, Marcus Menna é o autor da melhor faixa do disco, A Vida É Linda, em que a guitarra de Rick Bonadio (produtor do disco) dá o tom. A mesma coisa acontece em Imoral, Ilegal Ou Engorda, versão roqueira de Luiza para o clássico da Jovem Guarda composto por Roberto e Erasmo. A mais pesada, no entanto, é Aquele Grandão, de Mário Manga e Leda Pasta, com um jeito revoltado à lá Pitty.

Para o grande público, essa nova faceta de Luiza Possi é mostrada na primeira faixa de trabalho, Sair de Casa, uma pérola pop do hitmaker Kiko Zambianchi. Engana-se quem pensa que irá ouvi-la em rádios como a Nativa FM (RJ/SP) e FM O Dia (RJ), emissoras onde as músicas de Eu Sou Assim tocaram bem.

“A música não está tocando nas rádios populares, apenas na Transamérica, na Jovem Pan (emissoras de estilo “jovem”). E vai ganhar um clipe na MTV”, diz Luiza, com o orgulho de quem está entrando para o hall dos roqueiros. E, ao ouvir suas músicas nas pistas de dança, ela encontra outro motivo para poder ser chamada assim. “Foi muito bom dançar ouvindo minhas músicas. Isso não acontece com cantores populares.”

Cantora nega sensualidade

Luiz Possi acredita que os dois anos de intervalo entre os discos tenham ajudado a garantir a sonoridade que buscava para o novo trabalho.

“Esse disco mostra meu crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Mudamos a concepção, buscando o mais simples, para que as letras e a minha interpretação se sobressaíssem. Ficamos muito tempo fazendo o disco, prezando pela qualidade. Espero que isso seja reconhecido pelas pessoas que vão ouvir”, afirma a cantora.

Uma sonoridade em que, além da guitarra, se sobressaem as programações eletrônicas. Luiza diz que gosta do recurso, desde que usado de forma moderada.

“Gosto mais dos instrumentos que da eletrônica. Acho que isso é algo a mais na música. Não diria um detalhe, mas parte da obra total”, acredita.

Luiza só sai do sério quando o assunto é sensualidade. Muito bonita, com seus grandes olhos verdes, ela não espera nem o repórter terminar de perguntar se usou desse artifício nas fotos de divulgação do disco (algumas reproduzidas no encarte) para dar uma resposta um tanto ríspida. Embora as poses sexies sejam evidentes (julgue você mesmo, pela foto acima), a cantora diz, séria, que não precisa disso.

“Algumas pessoas dizem que estou fazendo jeitinho sexy, mas não consigo enxergar isso. Não aprovo, não tem a ver comigo. Não quero que isso esteja em foco, e sim a minha música. Não preciso de Pro-Tools para cantar”, afirma Luiza, que, talvez para dar vazão a esses momentos mais exaltados, está fazendo aulas de boxe. E também tocando guitarra, o que ela pretende fazer na turnê do novo disco.

Ah, depois da coletiva, numa sessão de autógrafos, Luiza admitiu, mais calma, que até pode haver sensualidade nas fotos, mas que é algo natural, nada forçado. Melhor dessa forma, pois, além de fã de pop-rock, Luiz é assim, bonita. Nada errado em mostrar isso, certo?


Veja mais:


   Disco:  Pro Mundo Levar
     Ficha técnica, faixas e compositores

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