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  Simplicidade, bom humor e carioquismo marcam a volta de Adriana Calcanhotto às inéditas

Adriana Calcanhotto na coletiva no Museu do Açude: em seu novo disco, a cantora buscou a simplicidade das músicas e das letras
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A Adriana Calcanhotto que está lançando Cantada (Natasha/BMG) e que convocou a imprensa para falar sobre seu novo CD no Museu do Açude, no bairro carioca do Alto da Boa Vista, é a mesma do semi-retrospectivo álbum Público (2000), de seu último disco de inéditas, Marítimo (1998), e dos anteriores A Fábrica do Poema (94), Senhas (92) e Enguiço (90). Estão ali a mesma moça tímida e seu violão companheiro, os mesmos compositores, as mesmas temáticas nas músicas autorais, o mesmo flerte com a música eletrônica e a mesma paixão pela poesia. No entanto, duas características que também estavam presentes nos discos anteriores dessa vez se acentuaram: a busca pela simplicidade e o amor da cantora gaúcha pelo Rio de Janeiro.
“A idéia do disco foi buscar a simplicidade, tanto na música quanto na poesia. A intenção era cortar excessos, enfeites, acordes, samplers e tudo o que não fosse essencial. Foi bom ver as coisas nascendo do zero, a partir do violão”, diz Adriana, que vem de um disco simples mas de muito sucesso: o ao vivo Público, no qual mostra alguns de seus hits sozinha, tocando violão. Já o amor pelo Rio é apenas uma extensão do que a cantora apresentou em músicas como Cariocas e Inverno. “A paixão pelo Rio vem se acumulando. Está cada vez mais presente em minhas músicas”, afirma Adriana. Em Cantada, a cidade é tema para duas faixas: Programa e Sobre A Tarde, que fala de sua mudança de Ipanema para o Alto da Boa Vista, há três anos.

Vocação para trilhas de novelas

Lançado simultaneamente em Portugal, Cantada é produzido pela própria Adriana Calcanhotto e por Dé Palmeira (ex-baixista do Barão Vermelho, que também toca no disco) e traz 15 músicas. A faixa de trabalho é Pelos Ares, cujo videoclipe foi gravado na instalação permanente de Hélio Oiticica no mesmo Museu do Açude. “Cada vez que venho aqui fico comovida de ver uma exposição como essa no meio da Mata Atlântica. O clipe utilizou uma linguagem de cinema, que me exigiu muito como atriz. Me deu muito prazer fazê-lo, principalmente pela delicadeza da produção de Suzana Moraes”, elogia Adriana. A canção é um dos temas da novela “O Beijo do Vampiro”, reforçando a vocação da cantora para criar trilhas para os personagens dos folhetins globais. “Nem sei como é não ter músicas em novelas”, diz a cantora, aos risos. “É uma forma de se aproximar do público. Não quero fazer um trabalho de qualidade só para quatro pessoas.”
Mas o ponto alto do disco é a faixa-título, gravada por Maria Bethânia no CD Maricotinha, de 2001, com o título de Depois de Ter Você. A música guarda uma história curiosa. “Como sei que a Bethânia sempre muda o nome das músicas, mandei só a canção, mas não achava que ela iria gravar. Quando fui avisar que o nome era Cantada já era tarde, pois ela havia gravado com o título de Depois de Ter Você. Aí decidi corrigir no meu disco”, explica a cantora.  
Em Cantada, Adriana vale-se majoritariamente dos mesmos compositores que a acompanham há anos: Antonio Cicero, em Programa, Pelos Ares e Noite; Waly Salomão, em Programa; e Péricles Cavalcanti, em Sou Sua e I
Adriana posa em uma peça da instalação permanente de Hélio Oiticica, onde foi gravado o videoclipe da canção Pelos Ares
ntimidade
(Sou Seu).
A primeira, na verdade, é uma resposta à segunda. “Quando ouvi Intimidade cantada por Péricles (no disco Sobre As Ondas, de 95), encomendei uma versão feminina. Fico imaginando como será cantar essas músicas no show”, diz a cantora, às gargalhadas.
O bom humor de Adriana reflete-se também no disco. Um exemplo é a gravação de Se Tudo Pode Acontecer – música de Arnaldo Antunes, Paulo Tatit, Alice Ruiz e João Bandeira, gravada pelo ex-titã no CD Paradeiro, de 2001 – que contou com a participação de Moreno Veloso, líder do grupo Moreno + 2, integrado ainda por Kassin, Domenico e Berna Cerpas. “Moreno pediu para tocar cello e trompete na música. Acabou gravando cinco notas no trompete, todas desafinadas”, diverte-se a cantora. O Moreno + 2 participa da faixa Programa, enquanto seus integrantes atuam separadamente em várias outras canções do CD. “Eu adoro música eletrônica, mas a minha geração vive um conflito entre o acústico e o eletrônico. O Kassin e o Moreno são músicos que convivem melhor com essa dualidade.”

Mais poemas, menos composições

Outros convidados também marcam presença em Cantada. O grupo Los Hermanos toca em A Mulher Barbada, música de Adriana Calcanhotto que, segundo ela, casou-se perfeitamente com o grupo carioca. “Sempre quis gravar alguma coisa com os Hermanos, mas queria uma canção certa para eles. Quando li em uma entrevista que eles gostavam de músicas que falam de circo, resolvi chamá-los para tocar em A Mulher Barbada. Eles acabaram transformando uma vinheta em música”, derrete-se Adriana.
O poema Jornal de Serviço, de Carlos Drummond de Andrade – que já havia sido gravado por ela no CD-projeto Cantando Drummond – foi musicado pelo grupo Bossacucanova. Adriana diz que está ensaiando para declamá-lo no show, como vinha fazendo na turnê de Público com O Outro, do poeta português Mário de Sá-Carneiro. “Cheguei a gravar Jornal de Serviço em Marítimo, mas acabou virando um rap e eu não gostei do resultado. No show não haverá instrumentos, será só com o barulho de páginas amarelas virando”, diz a cantora.
Mas a participação mais inusitada – não pelo convidado, mas pela faixa escolhida – é de Daniel Jobim, nos vocais e no piano do pot-pourri Music/Impressive Instant, músicas gravadas por Madonna no CD Music, de 2000. Segundo Adriana, este é o momento que resume melhor a busca pela simplicidade no disco. “Eu e Daniel adoramos Music, e foi irresistível fazer essa fusão, já que a outra música repetia a palavra ‘samba-reggae’. Além disso, quando vi o arranjo que Madonna deu para Music, com um acorde só, fiquei com inveja, pois é algo que busco nas minhas composições. É algo como: ‘eu não sei fazer música, mas eu faço’”, conta Adriana, citando um trecho da música 32 Dentes, dos Titãs.
Embora assine sozinha sete das 15 faixas de Cantada, e outras duas em parceria, Adriana Calcanhotto afirma que vem compondo cada vez menos. A explicação vem com a mesma simplicidade e o mesmo bom humor que marcaram as gravações de seu novo disco. “O telefone toca demais... Não sou Carlinhos Brown!”


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   Disco:  Cantada
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