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  Um músico que brinca de cantar

Aos 68 anos, Wilson das Neves esbanja um bom humor impressionante. Ele pôs os jornalistas para rir diversas vezes em uma entrevista coletiva, com suas sacadas geniais
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Por Marcos Paulo Bin
31/07/2004

Além de um exímio baterista, compositor e, agora, cantor, Wilson das Neves, 68 anos, é um figuraço. Flamengo e Império Serrano de coração, e dono do famoso bordão “ô, sorte!”, Wilson mostra seu bom humor ao dizer porque resolveu lançar Brasão de Orfeu (Quelé), o segundo CD em que sai da “cozinha” e assume os vocais.

“Eu não resolvi nada, resolveram por mim!”, disse o músico, em entrevista coletiva no Rio. “Fui convidado pela Luciana (Rabello, uma das sócias do selo Quelé), e fiquei feliz da vida de ser lembrado. Eu queria gravar minhas músicas, mas procurava alguém para cantá-las. Quando ouviram meu primeiro disco (Som Sagrado, lançado pela Cid em 96), disseram que, se era para cantar daquele jeito, ia eu mesmo!”

Aliás, o primeiro disco de Wilson das Neves rendeu a ele o prêmio Sharp de revelação como cantor. Ao lançar Brasão de Orfeu dentro do Festival Quelé, realizado no Centro Cultural Carioca – com shows também de Paulo César Pinheiro (confira as fotos de ambas as apresentações na galeria) – o sambista mais uma vez esbanjou bom humor ao falar do assunto.

“Dizem que este é meu segundo disco solo. Solei durante anos a bateria e nunca disseram nada! Aos 60 anos, fui ganhar um prêmio de cantor revelação. Tô achando que sou melhor cantor que baterista”, disse ele, para risos gerais.

Mesmo falando isso em tom de brincadeira, em Brasão de Orfeu Wilson das Neves deixou o velho ofício para se dedicar ao microfone. Em apenas duas das 14 faixas do disco ele toca bateria, mesmo assim “sob protestos”, como disse na coletiva. Nas demais, assume as baquetas André Tandeta, que também o acompanha nos shows.

“Ele é ótimo, não me atrapalha em nada. Não dá para fazer as duas coisas. Só se eu fosse o Phil Collins. Mas não estou com esse futebol todo”, brincou Wilson, não escondendo, no entanto, que sua paixão continua sendo a bateria. “Eu gosto de ir para o palco, mas isso nunca me fascinou. A bateria é a minha amada-amante. O Paulo César Pinheiro (principal parceiro dele no CD) sempre fala para eu parar com essa história de dizer que não sou cantor. Mas não adianta, eu não me assumo mesmo. Esse negócio de cantar é brincadeira. Também não sei se sou um grande compositor. Eu sou músico.”

Um músico que já tocou e gravou com mais de 500 pessoas, entre elas nomes importantes da música brasileira como Elis Regina, Elizeth Cardoso, Lupicínio Rodrigues, Clara Nunes, Chico Buarque, Cyro Monteiro e Ataulfo Alves.

“Só não gravei na primeira missa!”, disse Wilson, disposto a encarar novos desafios. “Eu sou que nem táxi, toco com quem me chama. O músico é assim mesmo, um cigano.”

Algumas dessas pessoas que fizeram parte da história do sambista estão presentes em Brasão de Orfeu. Jóia Perdida e A Divina, parcerias com Paulo César Pinheiro, foram feitas, respectivamente, para Ataulfo Alves e Elizeth Cardoso. Já Lupiciana, melodia de Wilson e letra de Nei Lopes, faz referência a Lupicínio Rodrigues.

“Não são homenagens, e sim agradecimentos a quem tanto me ensinou”, explicou o sambista, que agora, depois de tantos ensinando muita gente a tocar bateria, agora dá uma aula de como cantar samba.


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