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  Inéditas, regravações e paradoxos na volta de Beto Guedes aos estúdios

Divulgação
Beto Guedes compôs apenas 4 faixas de seu novo CD. Para o cantor, isso aconteceu devido à indecisão de sua gravadora, que demorou demais para definir o lançamento do disco. “Se me dizem ‘vamos gravar’, eu paro tudo e componho, senão não faço”, diz ele

Por Marcos Paulo Bin
29/07/2004

Mais do que em crise, o mercado fonográfico brasileiro está preguiçoso. Depois de seis anos longe dos estúdios – seu último disco foi um ao vivo gravado no fatídico 11 de setembro de 2001, em Minas – Beto Guedes está de volta às canções inéditas com o CD Em Algum Lugar. Sua gravadora, Sony, até explora o fato – raro nestes tempos em que os artistas relêem seu repertório (ou o de outros) – colocando um adesivo na capa: “Após 6 anos, Beto Guedes lança seu novo CD inédito”. Logo abaixo, porém, a multinacional se contradiz, escrevendo: “Incluindo Sonhando O Futuro”.

Sonhando O Futuro, primeira faixa de trabalho do disco, é uma antiga canção de Cláudio Venturini (integrante do 14-Bis) e Lô Borges, já gravada e regravada inúmeras vezes. Ou seja, um paradoxo duplo: em primeiro lugar, o disco não é totalmente inédito, pois contém, além desta, mais uma regravação, A Via Láctea (também de Lô Borges, desta vez com Ronaldo Bastos). Em segundo, em um disco com repertório majoritariamente inédito, destaca-se exatamente uma regravação. Pior foi saber, através do próprio Beto Guedes, que a Sony não foi a única responsável por isso.

“Geralmente eu escolho a música que vai tocar no rádio, mesmo que a gravadora não ache que deva ser aquela. Mas dessa vez eles fizeram uma pesquisa, mandando o CD para duas grandes emissoras, uma do Rio e uma de São Paulo, perguntando que música eles achavam que seria a melhor de tocar. Ambas escolheram Sonhando O Futuro.”

Um disco em família

Além das duas regravações, Em Algum Lugar traz duas versões. O Amor por Nós, originalmente The Moon’s A Harsh Mistress, de Jimmy Webb, foi convertida para o português por Beto Guedes e Tadeu Franco. Já Em Algum Lugar ganhou nova letra de Fernando Brant, em cima de Wing of Fisherman, de Frederick Rousseau.

O restante do repertório, sim, é realmente novo. No entanto, afora O Amor por Nós, Beto Guedes compõe apenas outras três músicas, somando quatro num total de 13 faixas. São elas Outra Manhã (com Chico Amaral), Eu Te Dou Meu Coração (com Léo Lopes e Ronaldo Bastos) e Amor de Filho (com Milton Nascimento). O mineiro atribui as poucas composições ao longo tempo entre seus dois discos de estúdio.

“Houve um atraso de decisão da companhia, deixando um espaço muito grande de um disco para o outro. E eu não tenho disposição nem interesse de gravar para mim mesmo; isso é para alguns gênios, como Paul McCartney, Gil e Milton. Além disso, trabalho também como mecânico, marceneiro. Se me dizem ‘vamos gravar’, eu paro tudo e componho, senão não faço”, explica Beto.

O cantor pode não estar muito presente nas composições de Em Algum Lugar, mas o sobrenome aparece na ficha técnica de ponta a ponta. O próprio Beto, alem de assinar quatro músicas, cuida da produção do disco e toca violão, guitarra, teclados e percussão em várias faixas. O primo Luiz assina a faixa que abre o CD, Até Depois, ao lado de Paulo Flexa e Thomas Roth. O pai – presença certa nos discos dele – é autor da bela Lamento Árabe, enquanto Júlia é do filho Gabriel, que a compôs para a filha. A nora Bianca Luar também marca presença, fazendo dueto com o cantor em Tua Canção.

“Meu estúdio fica em cima da minha casa. Quando o pessoal me vê subindo, é sinal de que eu estou fazendo um disco e começam a vir as músicas”, diz Beto Guedes, dando uma de pai coruja e destacando o lado compositor do filho. “Foi coincidência gravar o disco logo quando o Gabriel fez sua primeira música. Ele compôs uma valsa muito bonita. Foi um ótimo começo. Me lembro que joguei tantas canções fora no início da minha carreira...”

As canções que ficaram – principalmente as do novo disco – Beto Guedes mostrará na nova turnê, que está começando e chegará ao Rio de Janeiro provavelmente em... 11 de setembro. “Só espero que ninguém derrube nada nesse dia!”, brinca o cantor.


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   Disco:  Em Algum Lugar
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