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  Todas as fases de Luciana Mello

Divulgação/Gustavo Malheiros
Luciana Mello mistura Brasil, África e Oriente nas fotos de seu novo CD. "A intenção era um fazer um disco que mostrasse todas as fases da Luciana Mello", diz a cantora

Por Marcos Paulo Bin
21/07/2004

Luciana Mello não tem muito do que reclamar da vida. Seu mais recente CD, L.M. - o quarto da carreira dela e o segundo pela Universal - mal foi lançado e já emplacou três músicas: Só Vale com Você é sucesso nas rádios no momento, Da Cor do Pecado é tema de abertura da novela global homônima e Sexo, Amor e Traição tomou de assalto as telonas no início do ano, quando fez parte da trilha do filme de mesmo nome.

"Estamos passando por um momento difícil no mercado, mas o trabalho está sendo bem-feito. Temos nos saído bem", diz Luciana, um tanto ressabiada. Mesmo com uma mídia forte, que ela não encontrava nos tempos de Trama (onde despontou, até ser contratada pela Universal), a cantora paulista tem suas restrições quanto à divulgação feita pelas gravadoras.

"As gravadoras têm o seu lado de massificar uma determinada música, mas eu queria que tocasse tudo. Um artista faz um disco para que ele seja tocado", desabafa Luciana, estendendo sua críticas às rádios. "Eu adoraria que o rádio tocasse o que eu acho legal, o que o público gosta. No meu disco, por exemplo, todas as faixas têm a minha cara; elas foram escolhidas a dedo. Assino embaixo de todas."

Evolução musical

Musicalmente, Luciana evoluiu bastante em relação a seu CD anterior, Olha pra Mim, marcado principalmente por baladas (como a faixa-título, principal sucesso daquele disco). Em L.M., as música românticas e introspectivas continuam existindo - há bons exemplos, como Mansas Manhãs, Grande Amor e Coisas Fáceis, todas assinadas pelo irmão Jair de Oliveira, também produtor do disco - mas o lado suingado da black music fala mais forte do que nunca.

Algo visível na capa e na contracapa do disco - onde Luciana lembra Paula Lima, principalmente na foto de trás, feita na sombra - e em canções como Só Vale com Você, Impaciência, Vida Melhor e Veneno no Olhar. A cantora afirma que nem a sonoridade nem o visual foram forçados.

"Não foi nada intencional. Não gosto de dar temas aos discos nem incorporar personagens. Há, sim, coisas africanas na capa, mas também há muita brasilidade, assim como há detalhes orientais, pois minha avó era japonesa. A intenção era um fazer um disco que mostrasse todas as fases da Luciana Mello", conta a própria.

Quanto ao som de L.M., ela não vê grandes diferenças em relação aos álbuns anteriores.

"Todos os meus discos têm esse lado da black music, um pouco de samba e as baladas, principalmente as do meu irmão, que conheço e tenho um carinho especial. O que eu vejo neste disco é um amadurecimento pessoal, de idéias. É um trabalho mais acústico, mais humano, naquela filosofia de que menos é mais", acredita.

Duas coisas, no entanto, Luciana admite. A primeira é a influência de Ed Motta, de quem ela gravou uma música em Olha pra Mim, a dançante Contrato com Deus. No novo CD, não há músicas do sobrinho de Tim Maia, mas seus ecos ressoam em todos os cantos.

"Ele é um grande ídolo para mim. Bebemos da mesma fonte da black music", diz Luciana.

A outra é a importância do irmão Jair de Oliveira para esse amadurecimento que a própria Luciana reconhece.

"O Jair é um dos responsáveis por minha carreira ter dado certo", derrete-se a irmã coruja. "Temos uma afinidade e uma amizade muito grandes. Ele é um superprodutor, que sabe lidar com o artista, pois estudou para isso. Nosso casamento sempre vai dar certo."

Curiosamente, um disco que é marcado pelo balanço termina com uma música densa, Molambo, gravada somente com a voz de Luciana e o baixo acústico de Zé Alexandre Carvalho. A canção faz parte do repertório do pai da cantora, Jair Rodrigues, que a registrou originalmente no famoso LP Antologia da Seresta. Uma versão bem diferente da original, que acabou agradando a todos.

"Eu queria gravar uma música só com voz e baixo. Conversei com o Jair, e ele tinha a mesma idéia. Na época eu estava escutando muito esse disco do meu pai, e escolhi Molambo; nem sabia que outras pessoas já haviam gravado. Eu adorei o resultado; foi um momento particular. Meu pai não sabia que eu ia gravar, mas quando ouviu também gostou", conta Luciana.


Veja mais:


   Disco:  L.M.
     Ficha técnica, faixas e compositores

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