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  Mais pesado que o original

Divulgação
Ex-guitarrista do Guns 'n' Roses, Slash mostra todo o seu virtuosismo na nova banda que formou ao lado dos ex-companheiros Duff e Sorum

Por Marcos Paulo Bin
12/07/2004

Uma revista especializada em rock pergunta se o Velvet Revolver é o novo Guns 'n' Roses. De certa forma sim, pois o grupo foi criado por três ex-integrantes da banda liderada por Axl Rose.

Em 2002, o guitarrista Slash, o baixista Duff McKagan e o baterista Matt Sorum se reuniram em um show beneficente para o amigo Randy Castillo (que viria a morrer de câncer). Empolgados, decidiram formar uma nova banda. Primeiro veio o guitarrista Dave Kushner, amigo de colégio de Slash, ex-integrante do Wasted Youth, do Eletric Love Hogs e da banda solo de Dave Navaro.

Mas ainda faltava um cantor. Depois de algumas tentativas frustradas, finalmente eles encontraram a pessoa ideal: Scott Weiland, que estava saindo da banda Stone Temple Pilots. Agora o quinteto lança seu primeiro CD, Contraband.

"Havia algo muito poderoso entre nós", diz o baixista Duff, no texto de divulgação do disco, sobre o reencontro com Slash e Sorum.

"Nos juntamos para fazer músicas de que nos orgulhamos e que as pessoas de quem gostamos vão querer ouvir", completa Slash.

Slash está melhor do que nunca

Mas as semelhanças entre as bandas param por aí. Embora em algumas faixas até existam ecos do Guns (a balada Fall to Pieces remete um pouco a Patience), o som do Velvet Revolver é bem mais pesado que o de seu antecessor. Pelas 13 faixas de Contraband, percebe-se que o Velvet Revolver - talvez pela mistura das influências do Guns com a do Stone Temple Pilots - realmente é um grupo de hard rock. Rótulo que o Guns 'n' Roses carregava (ou carrega), com orgulho, mas que era (ou é) questionável por causa da diluição com o pop em várias músicas (o Velvet Revolver não tem nenhuma música radiofônica como Sweet Child O' Mine).

Contraband é um excelente disco, dos melhores do hard rock nos últimos anos. É, sem dúvida, a melhor estréia de uma banda em tempos. Mas é claro que, para isso, contribui o virtuosismo dos músicos. Weiland é um grande cantor e Slash está mais inspirado do que nunca. A química entre os dois é muito forte, como prova a faixa que encerra o CD, a balada Loving The Alien.

"Slash é o maior guitarrista surgido nos últimos anos e o melhor em atividade", derrete-se a cantora e guitarrista carioca Mariana Davies.

Além de Loving The Alien, Contraband traz outras duas ótimas baladas: a já citada Fall to Pieces e You Got No Right, na verdade um folk à lá Bob Dylan (Slash dá show no violão).

Mas são os rocks os pontos altos do disco. Contraband começa em ritmo frenético, com Sucker Train Blues, aqueles típicos rocks revoltados, repletos de palavrões e guitarras incendiárias. Do It for The Kids e Big Machine, que vêm a seguir, mantêm o pique, mas com Illegal I Song o clima cai um pouco. A nervosa Spectacle até que tenta, mas o ritmo inicial só volta mesmo na 11ª faixa, a ótima Slither. Primeira música de trabalho do disco, no dia 12 de julho ela aparecia liderando a Parada Billboard, na categoria "Modern Rock Tracks".

Antes, no entanto, de Slither chegar às rádios, o público já tivera a chance de conhecer o som do Velvet Revolver. Além de se apresentar nos Estados Unidos desde 2003, a banda teve a música Set Me Free, nona faixa de Contraband, incluída na trilha do filme "Hulk". Outra canção do quinteto também foi para as telonas: a regravação de Money, do Pink Floyd, tema de "Bandidagem Irresistível", que acabou não entrando no CD.

Talvez propositalmente, o Velvet Revolver tira todo o fôlego do ouvinte na música seguinte a Slither, Dirty Little Thing, a melhor do disco. Logo depois vem a calmaria, com Loving The Alien, que encerra o CD em clima de amor, com versos fortes e belos como "Serei eu o homem que ainda lhe faz o que você quer ser?". Tudo pronto para apertar o play novamente e recomeçar a viagem.


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