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  Bethânia e D2 brilham na noite de Lulu Santos

Arquivo U.M.
Rei do pop nacional, Lulu Santos foi o homenageado da segunda edição do Prêmio TIM. Ele ainda ganhou o troféu de Melhor Cantor de Pop-rock

Por Marcos Paulo Bin
12/07/2004


O Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebeu novamente este ano a cerimônia de entrega do Prêmio TIM, realizada na noite de 7 de julho. Sucessor do Prêmio Sharp, o evento chegou à sua segunda edição firmando-se como a mais séria das grandes premiações da música brasileira.

A maior restrição ao Prêmio TIM é que ele é promovido por uma empresa que não tem nada a ver com música. Mas isso é compensado com o fato de os vencedores serem escolhidos por um júri de pessoas ligadas ao assunto. Outra questão mal resolvida é o período em que concorrem os candidatos. Como a premiação é realizada em julho, não se sabe se os vencedores são os melhores de 2003, de 2004 ou dos dois anos. Nesta edição, por exemplo, o Fundo de Quintal foi escolhido o Melhor Grupo de Samba, mas Bira, Ubirani e cia. só voltaram à tona recentemente, com o disco Ao Vivo Convida, sua estréia na Indie Records. Ano passado, quando ainda estavam na BMG, pouco apareceram.

Entretanto, no geral, o Prêmio TIM - que contempla diversas vertentes da música brasileira - está a anos-luz de distância de seus concorrentes, o Video Music Brasil e o Prêmio Multishow, que, mesmo sendo realizados por veículos que transmitem eventos musicais, deixam muito a desejar. O primeiro, da MTV, é estritamente pop, além de não premiar a música, e sim o clipe (embora as coisas geralmente, e erroneamente, se confundam), enquanto o outro, do canal da Globosat, é decidido por voto popular. Isso gera resultados no mínimo ridículos, como a vitória de Champignon, baixista do Charlie Brown Jr., sobre o violonista virtuose Yamandu Costa, na categoria Melhor Instrumentista, este ano, ou de Sandy sobre Marisa Monte, como Melhor Cantora, há dois anos.

Só em termos de organização que a empresa de telefonia italiana deve se atentar mais, pois nesta edição os integrantes do grupo Los Hermanos tiveram de ir embora por não ter onde sentar.

Homenageado vivo e presente

Os principais vencedores da noite foram Maria Bethânia e Marcelo D2, ambos com três prêmios: ela, os de Melhor Cantora de MPB, Melhor Disco e Projeto Visual (os últimos por Brasileirinho); e ele, de Melhor Canção (À Procura da Batida Perfeita), Disco de Pop-rock (À Procura da Batida Perfeita) e Melhor Cantor pelo voto popular. Mas Bethânia tem um ponto a mais, já que Dona Edith do Prato levou o troféu de Melhor Disco Regional por Vozes da Purificação, primeiro lançamento do selo da cantora baiana, Quitanda.

Mas nada que se compare ao que recebeu Lulu Santos. Não troféus, pois o cantor ganhou apenas um, o de Melhor Cantor de Pop-rock. Lulu foi o grande homenageado deste ano do Prêmio TIM, que em 2003 lembrou os 100 anos que completaria, na época, Ary Barroso.

Em 2004, além de o homenageado estar vivo, ele estava bem presente. Lulu empolgou a platéia com algumas músicas de seu repertório, e assistiu a outros artistas relendo seus clássicos. Ana Carolina cantou Tudo Bem, música que ela gravou em seu primeiro CD, auto-intitulado, de 1999. Adriana Calcanhotto lembrou Como Uma Onda, fazendo uma citação a Águas de Março. Marcos Valle e Lenine deram leituras completamente diferentes a Aviso Aos Navegantes e Certas Coisas, respectivamente. O surfista Felipe Dylon encerrou a homenagem dos famosos, cantando De Repente, Califórnia.

Anônimos também prestaram sua homenagem ao rei do pop nacional. Um telão exibiu primeiramente imagens de pessoas cantando sucessos de Lulu, e depois um clipe com trechos de letras dele usadas em filmes antigos.

Voltando aos prêmios, alguns merecem destaque, pelo reconhecimento (raro, ainda mais comparando-se às duas outras premiações) de alguns bons momentos recentes da música brasileira. Alguns exemplos são os troféus dados a Cauby Peixoto e Selma Reis (Melhor Dupla de Canção Popular), à Banda de Pífanos de Caruaru (Melhor Grupo Regional), a Caju e Castanha (Melhor Dupla Regional) e a Maria Rita (Revelação e Melhor Cantora segundo o voto popular).

Elza soares ficou deslocada na categoria pop-rock, na qual foi considerada Melhor Cantora, e o prêmio de Melhor Grupo aos Titãs é questionável (Skank e Jota Quest vivem melhor momento). Mas, pelo menos, uma grande justiça foi feita: desta vez, Yamandu Costa ganhou um prêmio como instrumentista, na categoria solista. E, melhor do que isso, ele sequer disputava com Champignon.


Veja mais:


  Confira os vencedores do II Prêmio TIM


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